quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Rearticulando os núcleos da MMM RS a partir do debate da Cultura – Carnaval 2021

Encontros virtuais dos núcleos regionais da MMM do Rio Grande do Sul ocorreram em dias diferentes, aproveitando o feriado de carnaval que neste ano foi diferente em função da pandemia pelo Covid-19, e teve como proposta principal a discussão sobre a temática da Cultura e dos seus desdobramentos: A Cultura e a condição da mulher negra na sociedade, a condição das mulheres em relação ao feminicídio, e o combate à uma cultura patriarcal machista e racista que possui como linguagem a violência contra às mulheres, e a tua a diversidade de expressão que foge aos seus domínios de poder. A rearticulação e auto-organização dos núcleos regionais também era objetivo desta atividade proposta, como enfrentamento dos desafios atuais e a intensa agenda que inicia principalmente no dia 8 de março de 2021. Os núcleos que se auto-organizaram para as atividades foram: capital Porto Alegre e Canoas, Região Centro (Santa Maria e Encruzilhada do Sul), Região do Vale do Gravataí (Cachoeirinha, Viamão, Gravataí e Alvorada), Região Sul (Rio Grande e São José do Norte) e Região do Litoral Norte (Torres e Maquiné).

            O tema da Cultura se apresenta como uma questão central para a luta de direitos cidadãos, e na luta por uma cidadania que favoreça a compreensão das diferenças culturais, dos direitos políticos, e da livre expressão crítica de um povo. Dito isso, é um tema central para pensarmos as condições de como um povo vive, cria, recria e acessa as suas relações pessoais, individuais e coletivas. Como nos direitos conquistados e que ainda estão em disputas pelos grupos políticos feministas de forma plural e progressista, assim como LGBTQ+, e pelos seus movimentos sociais em reivindicações pelos direitos mínimos de direitos sociais.

A cultura se torna um termômetro para dizer se ela está em uma fase de crises, lutas e conquistas, e no caso do Brasil a cultura é um dos ramos sociais mais afetados, e identifica a transição que estamos sofrendo pelo desmonte social, político cultural. Também expressa a transformação na sociedade da livre expressão democrática e laica, para a do peso da sociedade que censura através do olhar fundamentalista religioso, e particularista de um grupo e vertente social. Nos últimos dois anos o tema da Cultura no Brasil demarca em pleno século XXI o retorno da censura.

 A cultura é responsável para podermos encontrar algumas explicações históricas das lutas pela igualdade e pela equidade, pois inseridas em hábitos arcaicos da exploração do pensamento e dos corpos que possuem cor, raça e gênero, gritamos pela complexidade de ser, ainda mais em um país que não reconhece suas próprias origens e ancestralidade. Antes de se enxergar como povo brasileiro, há identificação com grupos de privilegiados em detrimento da exploração e retirada de direitos de outros grupos sociais.

A música, o teatro, o esporte não definem uma visão única da cultura no Brasil, mas a cultura também se define pelas lutas de movimentos feministas e populares, como a própria MMM que atravessa o muro da localidade e se encontra no nível de movimento internacional e longo histórico agregador da América Latina e global.

A mesma cultura que reproduz o machismo patriarcal, também é afetada pelo aumento significativo dos movimentos feministas antirracistas e de sua pluralidade, em que cultura é carnaval, direito a felicidade, mas também é passível de críticas dos poderes que assolam um país colonizado.

 A falta de incentivos às produções artísticas e os tabus entorno das censuras marcam uma fase do país vista em governo ditatoriais, assim como no Brasil de 1964. E esta comparação marca o ritmo de um pensamento em que a liberdade de expressão e a diversidade marca um novo momento da formação de uma identidade nacional.

O Brasil e sua dificuldade de reconhecimento pela identidade Latino Americana é um lugar de espaços de festas, mas de amarras do patriarcado e do fundamentalismo que se direciona diretamente para o corpo das mulheres. Ora pode ser usurpado e retirado de suas expressões de um corpo, ora lançado ao corpo de mulher entre “sagrado e o profano”, em um jogo que tenta se apoderar de um corpo que fala e grita por seus direitos. Direitos que vão além de uma origem, mas sim de uma ancestralidade. A origem é romantizada no mito de um país miscigenado. A saber, marcados por uma ancestralidade, lembramos conscientes da verdadeira face construída pelos genocídios, estupros e dizimação de direito à vida de expressivamente laica.

Nestes encontros foi levantada a questão: Como as mulheres negras ainda são/foram representadas em um país racista e misógino? Como se desenvolvem os direitos em uma sociedade com grandes índices de feminicídios e de violência de gênero? Quais são os direitos garantidos para que as mulheres negras não sejam vistas e taxadas apenas como corpos de carnaval? Até quando a visão da mulher negra será vista apenas como liberdade de expressão apenas no carnaval? Até quando a população negra será apenas livre nos dias marcados para se esquecer quem se é?

Assim, a Marcha Mundial das Mulheres luta pela cultura de promover direitos, por uma cultura de respeito, educação e retorno político social. A cultura não é estática, e em disputa pede que tenhamos como características o reconhecimento de nossa força e dos direitos conquistados para todas. Apenas seremos livres quando todas forem livres. Por uma cultura de direitos conquistados! Por uma cultura feminista antirracista, anticolonial e antipatriarcal!



   

Encontro virtual dos núcleos Porto Alegre e Canoas - 06/02/2021

Encontro virutal da Região do Vale do Gravataí (Cachoeirinha, Alvorada, Viamão e Gravataí) - 09/02/2021


 

 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Fórum Aborto Legal RS e Themis publicam Guia do Aborto Legal e Cuidado à Pessoa em Situação de Violência Sexual


 Plenária ampliada do Fórum Aborto Legal Rio Grande do Sul será realizada na quinta-feira (25/2).


Em um momento de graves ameaças aos direitos reprodutivos das mulheres brasileiras, a Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos e o Fórum Aborto Legal RS publicaram nesta segunda-feira (22/2) o Guia do Aborto Legal e de Cuidado à Pessoa em Situação de Violência Sexual e um vídeo explicativo sobre o mesmo tema.


O material tem o objetivo de ampliar o acesso à informação, reunindo informações sobre violência sexual e direito à interrupção legal da gravidez no país e elencando também os hospitais de referência no atendimento à violência sexual e ao aborto legal no Rio Grande do Sul.


A edição 2020 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020 mostrou que 181 estupros são registrados por dia no país - e 57,9% das vítimas têm até 13 anos. A gravidez que decorre por abuso sexual é um dos casos nos quais o aborto é permitido por lei, mas a pandemia de coronavírus aumentou ainda mais os obstáculos para o acesso aos serviços de saúde, especialmente para as mulheres e meninas mais pobres.


Em formato de e-book, o guia foi elaborado durante o projeto "Articulando redes para ampliar o acesso e qualificar o atendimento de mulheres em situação de aborto legal no SUS”, desenvolvido em 2020 com o apoio da Fundação Luterana de Diaconia. Os resultados do projeto serão apresentados na quinta-feira (25), durante a Plenária ampliada do Fórum Aborto Legal Rio Grande do Sul. Para maiores informações, escreva para o e-mail forumabortolegalrs@gmail.com.


Além da contribuição da Themis - Gênero, Justiça e Direitos Humanos e do Fórum Aborto Legal RS, o texto do guia teve apoio e cooperação do Ministério Público Federal. "O lançamento do guia neste momento é relevante, na medida em que encontramos muitas informações contraditórias a respeito do tema circulando na mídia. O guia vem esclarecer às mulheres vítimas de violência sexual a respeito de seus direitos e dos serviços de saúde disponíveis para o seu acolhimento", afirma a procuradora da República no Rio Grande do Sul Suzete Bragagnolo.


Leia o guia em bit.ly/GuiaAbortoLegal.



Assista ao vídeo em bit.ly/VideoAbortoLegal
https://www.instagram.com/p/CLnBs4-hqhv/?igshid=1lnbipdfvkm77

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Carta de apoio a Casa Mirabal - Centro de Referência da Mulher Mulheres Mirabal, Casa de Acolhimento e Abrigo para mulheres em situação de risco e violência

Em apoio a permanência do Centro de Referência da Mulher - Mulheres Mirabal, Casa de Acolhimento e abrigo para mulheres em situação de risco e violência, a MMM RS escreveu uma carta ao poder judiciário e ao Prefeito de Porto Alegre, assim como diversas outras entidades escreveram e manifestaram apoio e reconhecimento ao trabalho fundamental realizado na casa. Apoie a Casa Mirabal: https://pt br.facebook.com/MulheresMirabal/

Segue carta na íntegra:

Ao Poder Judiciário
Ao Exmo. Prefeito do Município de Porto Alegre/RS,
Sr. Sebastião Melo

Senhores,

O Centro de Referência da Mulher - Mulheres Mirabal, Casa de Acolhimento e abrigo para mulheres em situação de risco e violẽncia, é fundamental para a cidade e seu entorno. Este equipamento teve sua origem na urgência de proteção às vidas das mulheres, diante da incapacidade do poder público municipal de agir na defesa e na proteção da vida das mulheres do Município o Movimento de mulheres Olga Benário apoiado pelo restante das entidades, coletivos e movimentos se organizou de forma voluntŕia para prestar este serviço essencial. 

Desde a primeira ocupação no centro da cidade, as mulheres denunciaram o encolhimento das políticas públicas, principalmente as ações articuladas de prevenção, tratamento e enfrentamento a violência doméstica contra as mulheres. 

A Lei Maria da Penha, foi uma conquista da sociedade brasileira, ao mesmo tempo que deu visibilidade a violência sofrida pelas mulheres, indicou formas legais para prevenir e tratar em todas as áreas: educação; saúde; assistência social; desenvolvimento econômico, cultura e lazer. A lei coloca o estado brasileiro como central para sua implementação e na garantia dos direitos e das vidas de todas nós.

O Centro Mirabal, ao longo dos anos, tornou-se referência inclusive para a escassa rede municipal de serviços públicos de atendimento à mulher. O centro é também referência no diálogo com os movimentos sociais de Direitos Humanos na cidade e, a partir de Porto Alegre, é referência nacional de diversas ações das mulheres de autoproteção da vida, é um espaço de alternativas geradas pela organização das mulheres diante da pouca presença do poder público em assumir seu papel na elaboração e implementação de políticas públicas para as mulheres que sofrem com as situações de risco social onde tem poucas e nenhuma condição de superar sozinhas, sem apoio, pelo simples fato de serem mulheres.

A Casa é hoje um lugar de proteção à vida das mulheres e de seus filhos. É um lugar de aprendizado coletivo para as mulheres que tem suas vidas devastadas pela violência de gênero. Possui um amplo diálogo com a comunidade em torno da escola que é o espaço físico cedido pelo poder público. Desenvolve programas de geração de renda como estratégia de rompimento com o ciclo da violência se tornando um fator definitivo para a estruturação da autonomia econômica das mulheres que necessitam de apoio. 

A manutenção do espaço para o Centro de Referência é fundamental diante do agravante de violência que vivemos neste período de pandemia. O Rio Grande do Sul, figura entre os locais mais violentos para as mulheres. O município de Porto Alegre, não dá sinais de ampliação dos programas sociais para as mulheres, mesmo diante da escalada da violência doméstica, expressa no número assustador de feminicídios nos últimos anos. 

Nesse sentido, a Marcha Mundial de Mulheres como parte das organizações de defesa dos direitos humanos das mulheres, se solidariza com o Centro de Referência Mirabal, solicitando a manutenção pela Prefeitura do espaço físico ocupado. 

Por fim, é fundamental reafirmar que cada vida importa e as mulheres organizadas tomam iniciativas para defendê-la ao mesmo tempo que exigem dos poderes públicos o investimento necessário para implementação de políticas públicas de prevenção, tratamento e enfrentamento a violência contra as mulheres.

Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2021.

Coordenação da Marcha Mundial das Mulheres – RS
Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Lojas HAVAN e o retrato do domínio capitalista sobre nossos territórios e nossas vidas

 

LOJAS HAVAN E O RETRATO DO DOMÍNIO CAPITALISTA SOBRE NOSSOS TERRITÓRIOS E NOSSAS VIDAS*




Em 25 de janeiro de 2021 moradores da cidade de Canoas-RS denunciam destruição de área de preservação ambiental, na beira do Arroio Araçá, para construção de mais uma Loja HAVAN no estado. Além desta, há novas lojas sendo construídas nas cidades de Canela (região serrana) e Capão da Canoa (litoral norte), além das lojas já abertas em Caxias do Sul, Erechim, Gravataí, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Viamão e Guaíba. A rede de lojas catarinense sob comando de Luciano Hang é expressão do capitalismo desenfreado, que se expande e invade territórios, promove o desmatamento, destrói os tecidos sociais locais como de mercados e consumo, e ainda alega desenvolvimento aos municípios por geração de alguns poucos empregos, mas soma mais de 2 milhões em sonegação de impostos dentre outras violações administrativas e aos direitos humanos.

Denunciamos o poder corporativo das transnacionais que, através de muitos instrumentos, colocam os Estados a serviço dos seus lucros, articulando com diferentes esferas de poder econômico, político, cultural e jurídico. Luciano Hang acumulou sua riqueza com empréstimos no BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com dinheiro público. E em 2018 foi um dos maiores investidores na campanha para presidência de Jair Bolsonaro e seu governo genocida.

As lojas HAVAN seguem um modelo de megalojas que vendem produtos de diversos segmentos, por preços mais baratos que o mercado local oferece. Isso só é possível porque compram e importam mercadorias produzidas em países pobres, de pessoas que trabalham em situações análogas à escravidão, como na Ásia e principalmente na área de têxtil. Relembramos o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, no ano de 2013, que matou 1138 mulheres que confeccionavam roupas de grandes marcas da indústria da moda. Com isso, através do discurso do “livre mercado” as lojas Havan acabam por destruir tecidos sociais locais de comércio e consumo, controlando esses segmentos nos territórios.

A tentativa das transnacionais em manter seus nomes descolados das inúmeras violações com programas e ações de “responsabilidade social empresarial” chamamos de maquiagem verde ou maquiagem lilás, sendo uma estratégia para ocultar a violência e exploração da acumulação capitalista. As lojas Havan tem destruído áreas de conservação ambiental, desmatado, alterado a dinâmica das águas, e contribuído para um sistema de livre comércio de importação de produtos que explora, principalmente o trabalho das mulheres, acumulando todo o lucro gerado, desde a extração de matéria-prima até a produção e distribuição de bens e serviços, poluindo o ar e as águas com seus transportes marítimos de grande escala.

A rede de aliança feminista pelo mundo, com suas teorias e práticas, transforma a realidade de pobreza e destruição da natureza, reconstruindo laços comunitários, buscando justiça social e ecológica e pondo a sustentabilidade da vida no centro das nossas práticas e resistências. Denunciamos as inúmeras violações nos territórios que as lojas Havan, seus donos, em parceria com os governos municipais e estaduais, têm causado. Lutamos por outras formas de promover o trabalho e o comércio das cidades, em conexão com a produção ecológica de alimento no campo, com valorização e reconhecimento do trabalho das mulheres com o cuidado e reprodução da vida, e que este seja partilhado de forma justa como responsabilidade de todos e todas.

Desejamos outras formas de desenvolvimento econômico no nosso estado, de forma auto-gestionada, e que as mulheres sejam ouvidas e participantes das decisões. Nosso trabalho sustenta a economia! Não precisamos de empresas transnacionais para viver, precisamos de transformação da lógica da sociedade, mudando radicalmente do lucro para a vida como central.              

FONTE:

-https://www.marchamundialdasmulheres.org.br/mulheres-debatem-enfrentamento-as-empresas-transnacionais-em-24h-de-solidariedade-feminista/

-https://www.extraclasse.org.br/economia/2018/02/havan-expandiu-atividades-com-dinheiro-publico/

-https://noticiasdaaldeia.com/2021/01/27/grupo-quer-parar-obras-da-havan/

obs: para construção deste texto, nos inspiramos em produções feitas pelas militantes da MMM Brasil para a 5º Ação Internacional de 2020, utilizando de frases e ideias encontradas no 
MMM Blog e MMM Site.

*Por Gabriela Cunha e Luci Jorge, militantes da Marcha Mundial das Mulheres no Rio Grande do Sul.


 




quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

AUTO-ORGANIZAÇÃO DOS NÚCLEOS DA MMM RS Circular interna orientadora - Jan/2021

 


AUTO-ORGANIZAÇÃO DOS NÚCLEOS DA MMM RS

Circular interna orientadora - Jan/2021

 

Marchantes, como primeira atividade auto organizada do ano de 2021, a coordenação da executiva estadual convoca todos os núcleos do RS a se reunirem de forma virtual com objetivo de nos reencontrarmos e nos reorganizamos para mais um ano de luta que temos pela frente, repleto de agendas e desafios. Convocamos que este encontro tenha como tema de debate a CULTURA.

Está chegando o feriado de CARNAVAL, mas infelizmente não poderemos estar nas ruas festejando nossa cultura em função da pandemia pelo Covid-19. O setor da cultura foi um dos primeiros e mais impactados frente a esta crise sanitária e política que vivemos. Além disso, sistematicamente, vemos a desvalorização da cultura brasileira e afro-brasileira e das trabalhadoras e trabalhadores desse setor por parte do governo federal na figura do Jair Bolsonaro como presidente, também desde o golpe ocorrido em 2016 quando Temer assumiu a presidência e extinguiu o Ministério da Cultura.

Há décadas as feministas denunciam a problemática da objetificação dos corpos das mulheres como marketing para fomentar o turismo em nosso país neste período do carnaval, principalmente os corpos das mulheres negras.

 


PROPOSTA DE ATIVIDADE

Reencontro virtual dos núcleos para debate sobre CULTURA e auto-organização do espaço coletivo. A duração e o formato do debate (conversa livre, presença de convidadas com exposições, etc) podem ser escolhidos conforme for melhor para cada realidade local.

Para facilitar e fomentar a atividade organizamos alguns núcleos de forma agrupada e regionalizada como, por exemplo, região da serra e da campanha.

Lembramos que em breve é o Dia Internacional de Luta das Mulheres, no dia 8 de março, e com esta atividade de reencontro também pretendemos fortalecer nossa rede feminista para pensarmos juntas nossa atuação no 8M.

A data máxima para ocorrerem as atividades é até dia 08 de fevereiro.  

 

Para o debate, pensamos em algumas questões que podem ajudar a orientar as ideias:

  1. O que é cultura e sua importância na construção da subjetividade.
  2. Porque dissemos Cultura do Estupro? E porque estupro, assédio e violência devem deixar de ser uma prática em nossa cultura?
  3. Objetificação do corpo da mulher como mercadoria turística; racismo e patriarcado, e a manifestação através da linguagem artística.
  4. Como podemos pensar ações, utilizando expressões artisticas e intervenções politico-culturais sob perspectiva anticapitalista, feminista, antirracista e antilgbtfóbico, para inserção e intervenção feminista nos espaços na sua região? 
  5. Fora Bolsonaro como garantia de direito à Cultura, MINC (Ministério da Cultura) e Lei Aldir Blanc.

 

Texto publicado pela SOF-Sempreviva Organização Feminista  “A Cultura das Mulheres Mudam o Mundo” do livro Reflexões e Práticas de Transformação Feminista (página 75, ano 2015) para ajudar no debate. As companheiras podem recomendar a leitura ou até mesmo enviar as demais antes da atividade, como preparação para o debate.

(http://www.sof.org.br/wp-content/uploads/2016/01/reflex%C3%B5esepraticasdetransforma%C3%A7%C3%A3ofeminista-1.pdf)

 

Vídeo “Nosso Corpo nos Pertence?” produzido pela SOF apresenta reflexões feministas sobre a mercantilização do corpo e da vida das mulheres, sobre a construção social da sexualidade e a prostituição. Disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=UvS4hwSa8So&feature=youtu.be)

 

Após as atividades, a coordenação da executiva irá reunir os relatos para elaborar um documento estadual para ser lançado junto ao feriado do carnaval (16/02), acompanhado de card. Vamos pensar coletivamente frases relacionadas a cultura e ao carnaval que representem nossa política feminista para montarmos um ou mais cards, então as companheiras nesse momento juntas podem ir elaborando frases e ideias para lançarmos com a nossa publicação.

 




SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

#FORABOLSONARO

#FORABOLSONARO

#FORABOLSONARO

Novos Cadernos Sempreviva sobre capitalismo digital e economia feminista estão disponíveis para leitura gratuita

Os Cadernos Sempreviva existem desde 1997,  com o objetivo de reunir debates feministas e sistematizar as reflexões e ações das mulheres em movimento no Brasil e no mundo. “Capitalismo digital, comunicação e construção de movimento” e “Neoliberalismo, trabalho e democracia” são os títulos das novas edições dos Cadernos Sempreviva, produzidos pela SOF em 2020 e lançados agora neste início de 2021.

Os Cadernos levam o mesmo subtítulo, “Trilhas Feministas”, porque foram elaboradas em movimento, sistematizando práticas e reflexões a partir do feminismo, e trazem debates sobre comunicação, capitalismo digital, economia, neoliberalismo e democracia. 2020 foi o ano que a vida das mulheres foi agressivamente impactada pela covid-19, o que demandou muito esforço coletivo para sustentar a vida em meio à crise sistêmica impulsionada pela pandemia. As publicações são frutos dos ciclos de debates e formação virtual que a SOF realizou virtualmente, junto com companheiras da Marcha Mundial das Mulheres. Os encontros debateram os novos desafios impostos à vida das mulheres pelo capitalismo neoliberal, racista e patriarcal e as armadilhas de suas “inovações”. Junto à crítica a esse modelo de exploração, acumulação e apropriação da vida humana e da natureza, está a elaboração de alternativas feministas, pautadas pela igualdade e pela necessidade de colocar a vida no centro.

A pandemia escancarou e aprofundou as desigualdades. No volume “Neoliberalismo, trabalho e democracia” as autoras Clarisse Goulart Paradis, Franciléia Paula de Castro, Mariana Lacerda, Marilane Teixeira, Miriam Nobre, Nalu Faria e Sarah Luiza de Souza Moreira respondem a esse cenário e recuperam as reflexões já elaboradas a partir da economia feminista para analisar as dinâmicas de precarização da sociedade aprofundadas pela covid-19. A partir de uma lente que enxerga as ações das mulheres para manutenção da vida como atividade econômica, os textos mostram que “recuperar a economia” não significa recuperar os cofres das grandes empresas; e sim apontar para uma economia de regeneração da vida, da biodiversidade e das comunidades como aposta política.

Já no caderno “Capitalismo digital, comunicação e construção de movimento”, os textos de Adriana Vieira das Graças, Fabiana de Oliveira Benedito, Helena Zelic, Natália Lobo, Renata Moreno e Silvia Ribeiro buscam revelar mecanismos do capitalismo digital que atacam os processos de emancipação dos povos. Os textos formam, juntos, uma crítica às dinâmicas tecnológicas de mercado que adentram o cotidiano, no trabalho e na vida das mulheres, do campo e da cidade. A soberania alimentar; a recusa das propriedades privadas, sejam materiais ou digitais; e o direito à informação são alguns dos pilares para a construção de possibilidades e alternativas na disputa contra o capitalismo digital.

Juntos, os artigos reunidos nos Cadernos Sempreviva insistem na necessidade de enfrentar a emergência sem perder o horizonte da transformação social. Transformar a economia a partir do feminismo caminha lado a lado com a recuperação e a radicalização da democracia, e marca as trilhas feministas que seguimos percorrendo.

Os dois Cadernos estão disponíveis gratuitamente em PDF ou no formato e-book. A versão impressa pode ser comprada com a livraria da Editora Expressão Popular pelo site. E os assinantes do clube do livro da Expressão Popular receberão os novos cadernos nos meses de janeiro e fevereiro!

PARA FAZER DOWNLOAD GRATUITAMENTE:

  • Caderno Sempreviva “Capitalismo digital, comunicação e construção de movimento – Trilhas Feministas”
    Autoras: Adriana Vieira das Graças, Fabiana de Oliveira Benedito, Helena Zelic, Natália Lobo, Renata Moreno e Silvia Ribeiro

    Clique no link em cima dos formatos para baixar:
  • formato PDF
  • formato e-PUB
  • Caderno Sempreviva “Neoliberalismo, trabalho e democracia – Trilhas Feministas”
    Autoras: Clarisse Goulart Paradis, Franciléia Paula de Castro, Mariana Lacerda, Marilane Teixeira, Miriam Nobre, Nalu Faria e Sarah Luiza de Souza Moreira

    Clique no link em cima dos formatos para baixar:
  • formato PDF
  • formato e-PUB

Publicação: Sempreviva Organização Feminista
Apoio: Fundação Heinrich Boll Brasil

Ouça os programas de áudio sobre as publicações:

  • F

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Capire é o novo portal internacional de comunicação feminista!

LOGO horizontal jpegA comunicação é um dos pontos chave para a Marcha Mundial das Mulheres. Juntamente aos nossos aliados, temos participado de iniciativas conjuntas para criar uma comunicação feminista e popular, que visibilize as alternativas das mulheres e dos povos por todo o mundo e dispute a hegemonia na sociedade. 

Nesse sentido, no dia 6 de Janeiro de 2020 foi lançado este projeto: Capire.

Capire significa "compreender". Pelos olhares e vozes das mulheres compreendemos o mundo. Com o feminismo o transformamos! Os textos e materiais multimídia de Capire se organizam em seis eixos temáticos: movimento, economia feminista, justiça ambiental, soberania alimentar, desmilitarização e autonomia. Publicamos todo o conteúdo em inglês, espanhol, francês e português.

Iniciativa internacional da Marcha Mundial das Mulheres e parceiros como uma ferramenta de comunicação para ecoar as vozes das mulheres em movimento, visibilizar as lutas e processos organizativos nos territórios, fortalecer referências locais e internacionais do feminismo popular, anticapitalista e antirracista.

Capire será mais um portal onde os diferentes processos de feminismo anti-capitalista e anti-racista convergirão. Entrevistas, materiais audiovisuais, textos, reflexões, histórias de experiências, expressões culturais de mulheres em diferentes partes do mundo, tudo isso num só lugar.

Os materiais a serem publicados no Capire serão organizados em torno de seis eixos temáticos: movimento, economia feminista, justiça ambiental, soberania alimentar, desmilitarização e autonomia. Os eixos guiam toda a construção do portal, desde o seu conteúdo até à sua identidade visual.

O objetivo deste projeto é tornar visível na Internet a ação das mulheres que resistem e constroem alternativas nos seus territórios, de modo que nossas ações e reflexões cheguem a mais pessoas. Precisamente por esta razão, todo o conteúdo estará em quatro línguas: inglês, espanhol, francês e português.

Capire será produzido com a contribuição das próprias mulheres, razão pela qual existem parceiros em todas as regiões atentas à organização dos materiais e à transmissão dos seus processos locais. Existe também um endereço de correio eletrônico para receber sugestões de temas e contribuições: info@capiremov.org

Vamos começar o ano de 2021 com textos e vídeos produzidos por mulheres de todo o mundo. Confira em: www.capiremov.org.

As redes sociais do Capire já estão em funcionamento, por isso não se esqueça de se juntar a elas: Instagram, Facebook, twitter. Além disso, inscreva-se nas nossas listas de e-mail e telegram.

Seguimos construindo uma comunicação feminista e popular, procurando ensinar a todo o mundo sobre as ações feministas das mulheres em suas regiões.  Participe desta iniciativa conosco: compartilhe com suas companheiras e companheiros!


Quem somoshttps://capiremov.org/quem-somos/



Acesse agora www.capiremov.org e leia: 

::: Mulheres cubanas organizando a solidariedade e o anti-imperialismo
Fazemos nossa denúncia revolucionária e de vanguarda para um processo de transformação e para conseguirmos nos libertar do domínio imperialista | Análise por Elpidia Moreno

::: Ocupação colonial e patriarcado na Palestina
"Estamos fazendo da luta feminista uma fonte primária para as lutas dos povos pela libertação" | Entrevista com Ruba Odeh

::: Mulheres construindo soberania alimentar na África
Sefu Sani, da Marcha Mundial das Mulheres no Quênia, fala sobre o que é necessário para os países africanos alcançarem a soberania alimentar | Análise por Sefu Sani

::: País do impossível: a organização popular contra o bloqueio na Venezuela
O que significa, para a vida das mulheres, o bloqueio e a guerra não convencional na Venezuela | Análise por Alejandra Laprea

::: As lutas nos EUA contra o trumpismo, o racismo e o patriarcado
"A pandemia nos mostrou que temos de escolher se continuaremos nessa tendência de autoritarismo global ou se construiremos uma coisa totalmente nova" | Entrevista com Cindy Wiesner

::: Sustentar a vida na última colônia da África
As mulheres estão utilizando seu conhecimento político e cultural para seguir em frente e libertar o Saara Ocidental | Análise por Najat Khayya

::: Democracia e poder popular na América Latina
Em vídeo, Danixa Navarro, Laura Capote e Lupe Perez falam sobre a participação das mulheres nos processos de mobilização. | Assista

::: Uma Escola Feminista Internacional em construção
Uma ferramenta que contribui com a aliança entre os movimentos e com a construção de sínteses transformadoras entre as mulheres | Relato de experiência com Nalu Faria e Sandra Morán


Leia também os poemas “Mulher exausta”, de L’Encre des Étoiles, e "Síntese II" (poemas de Bukavu)", de Judite Canha Fernandes. E assista os vídeos da série de animações "Crítica feminista ao poder corporativo".


Repasse esse e-mail! Se você ainda não faz parte de nossa lista de e-mails, se inscreva e nos acompanhe também nas redes sociais (@capiremov). Precisamos do apoio de todo mundo para divulgar e ampliar o portal Capire!

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Capire é uma iniciativa da Marcha Mundial das Mulheres, em diálogo com as mulheres de movimentos aliados, como a Via Campesina e Amigos da Terra Internacional, e com as organizações que fazem parte do projeto Fortalecendo os Feminismos Populares.


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