quinta-feira, 14 de abril de 2016

MULHERES NO ACAMPAMENTO DA LEGALIDADE E DA DEMOCRACIA, em Porto Alegre

MULHERES NO ACAMPAMENTO DA LEGALIDADE E DA DEMOCRACIA, em Porto Alegre
Desde a segunda-feira, dia 11 de abril, centenas de pessoas de movimentos sociais, que fazem parte da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo ocuparam a Praça da Matriz, em frente ao Palácio do Governo. Neste local, foi montado o Acampamento da Legalidade e da Democracia que não tem data definida para terminar. A Praça da Matriz é o símbolo da resistência e da luta em defesa da democracia, na Campanha da Legalidade, em 1961.
As mulheres, organizadas no Comitê das Mulheres, estão presentes em todos os movimentos acampados, assim como numa parte exclusiva, num espaço de formação e reunião e as barracas para dormir. A Marcha Mundial das Mulheres tem 2 barracas e as marchantes se organizam em turnos.

AÇÃO DE SOLIDARIEDADE FEMINISTA
Para financiar nossa participação, as militantes da MMM estão organizando algumas iniciativas:
Contribuição espontânea através de alimentos e água ou em dinheiro para outras despesas, Contribuições espontâneas podem ser feitas diretamente no acampamento com uma das responsáveis do dia, ou na conta da MMM (CEF, ag 0448, conta 85.530-6  tipo 013) – neste caso é importante avisar o valor e a data.
Estamos ainda organizando uma “Ação entre amigas” onde sortearemos 3 prêmios que a MMM ganhou, de militantes para este fim. Os números podem ser adquiridos na banca da MMM ou durante nossas atividades. Os prêmios serão: 1º prêmio 1 bolsa da Frida (doação da Isabel),  2º prêmio 1 cesta com produtos da Natura (doação Aniger) e 3º prêmio 1 bolsa pequena da Friducha (doação Isabel).
As atividades prioritárias para as marchantes, para os próximos dias são:

Quinta, 14 de Abril, em Porto Alegre
9h – Roda de Conversa das Mulheres - Estudos no Acampamento da Legalidade - “A luta política contra a intolerância à mulher”, com Maria Guazelli, na Praça da Matriz
14h às 16h – Oficina de  Bonecas Abayomi: símbolo de resistência, tradição e poder acontecerá  no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz (traga retalhos de malha)
17h – “O papel da mídia no golpe” - Aula pública com a professora Christa Berger, no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
18h - Oficina de serigrafia, com Izabel Freitas - Leve uma camiseta para serigrafas nas costas ou uma lisa para fazer na frente. Teremos poucas pra vender.
20h – Atividades Culturais no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz – vamos levar o violão e soltar a voz. Companheira me ajude, que eu não posso andar só!
20h - Salchipão e coxinhaço da Mary (tem que confirmar a presença)

Sexta, 15 de Abril, em Porto Alegre
9h – Estudos no Acampamento da Legalidade - “As reformas necessárias: Política e da Mídia”, na Praça da Matriz
14h às 16h – Oficinas no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
17h – Ato Estadual em Defesa da Democracia, na Esquina Democrática, (concentração da MMM será na Borges esquina com José Montaury - frente da loja Paquetá) – veste tua camiseta, leva tua bandeira, cartazes, apitos, e muita alegria!

Sábado, 16 de Abril em Porto Alegre
- Vigília da Legalidade e da Democracia na Praça da Matriz
10h confecção da Batucada da MMM
15h  Ato das Mulheres pela democracia - 
Local: Esquina Democrática
Após, seguiremos em cortejo até a nossa barraca, na Praça da Legalidade para atividade cultural feminista.
A batucada da MMM estará aquecendo os tambores. Quem tiver violão pode levar.

Domingo, 17 de Abril em Porto Alegre
- Vigília da Legalidade e da Democracia na Praça da Matriz
11h - Cortejo da Cultura Pela Democracia. Saída em frente ao Auditório Araújo Viana – vamos vestir nossas camisetas, nossas alegorias e mostrar nossa irreverência e nossa alegria.
Não vai ter Golpe!



MANDE NOTÍCIAS DAS ATIVIDADES PELO ESTADO. PRECISAMOS CHEGAR A MUITAS VOZES, DE INDIGNAÇÃO E PRONTAS PARA BARRAR O GOLPE!

terça-feira, 12 de abril de 2016

A MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES PARTICIPA DO ACAMPAMENTO DA LEGALIDADE E DA DEMOCRACIA, em Porto Alegre

A MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES PARTICIPA DO ACAMPAMENTO DA LEGALIDADE E DA DEMOCRACIA, em Porto Alegre

Desde a segunda-feira, dia 11 de abril, centenas de pessoas de movimentos sociais, que fazem parte da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo ocuparam a Praça da Matriz, em frente ao Palácio do Governo. Neste local, foi montado o Acampamento da Legalidade e da Democracia que não tem data definida para terminar. A Praça da Matriz é o símbolo da resistência e da luta em defesa da democracia, na Campanha da Legalidade, em 1961.
As mulheres, organizadas no Comitê das Mulheres, estão presentes em todos os movimentos acampados, assim como numa parte exclusiva, num espaço de formação e reunião e as barracas para dormir. A Marcha Mundial das Mulheres tem 2 barracas e as marchantes se organizam em turnos.
Para financiar nossa participação, as militantes da MMM estão organizando algumas iniciativas:
Contribuição espontânea através de alimentos e água ou em dinheiro para outras despesas, Contribuições espontâneas podem ser feitas diretamente no acampamento com uma das responsáveis do dia, ou na conta da MMM (CEF, ag 0448, conta 85.530-6  tipo 013) – neste caso é importante avisar o valor e a data.
Estamos ainda organizando uma “Ação entre amigas” onde sortearemos 3 prêmios que a MMM ganhou, de militantes para este fim. Os números podem ser adquiridos na banca da MMM ou durante nossas atividades. Os prêmios serão: 1º prêmio 1 bolsa da Frida (doação da Isabel),  2º prêmio 1 cesta com produtos da Natura (doação Aniger) e 3º prêmio 1 bolsa pequena da Friducha (doação Isabel).
As atividades prioritárias para as marchantes, para os próximos dias são:

Quarta, 13 de Abril, em Porto Alegre

9h – Estudos no Acampamento da Legalidade - “Alimentação saudável e a daúde humana: os efeitos dos agrotóxicos e dos transgênicos”, com Maria Guazelli, na Praça da Matriz
14h Votação na sessão plenária da Câmara Municipal de Porto Alegre, da Moção protocolada no dia 31 de março que repudia a atitude da médica pediatra Maria Dolores Bressan, que se negou a continuar atendendo o filho da vereadora suplente Ariane Leitão, ex-secretária Estadual de Política para Mulheres, por ser filiada ao PT.
17h – “O avanço do ódio e do fascismo na Sociedade Brasileira” - Aula pública com a escritora Márcia Tiburi e a deputada estadual Manuela d'Avila, no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
17h – Plenária do Comitê Gaúcho do FNDC em defesa da Democracia e da Democratização da Comunicação, no Sindicato dos Jornalistas do RS
20h – Atividades Culturais no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz


Quinta, 14 de Abril, em Porto Alegre
9h – Roda de Conversa das Mulheres - Estudos no Acampamento da Legalidade - “A luta política contra a intolerância à mulher”, com Maria Guazelli, na Praça da Matriz
14h às 16h – Oficina de  Bonecas Abayomi: símbolo de resistência, tradição e poder acontecerá  no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz (traga retalhos de malha)
17h – “O papel da mídia no golpe” - Aula pública com a professora Christa Berger, no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
20h – Atividades Culturais no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz – vamos levar o violão e soltar a voz. Companheira me ajude, que eu não posso andar só!
20h - Salchipão e coxinhaço da Mary (tem que confirmar a presença)

Sexta, 15 de Abril, em Porto Alegre
9h – Estudos no Acampamento da Legalidade - “As reformas necessárias: Política e da Mídia”, na Praça da Matriz
14h às 16h – Oficinas no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
17h – Ato Estadual em Defesa da Democracia, na Esquina Democrática, (concentração da MMM será na Borges esquina com José Montaury - frente da loja Paquetá) – veste tua camiseta, leva tua bandeira, cartazes, apitos, e muita alegria!

Sábado, 16 de Abril em Porto Alegre
- Vigília da Legalidade e da Democracia na Praça da Matriz
10h confecção da Batucada da MMM
Tarde- ato das Mulheres pela democracia

Domingo, 17 de Abril em Porto Alegre
- Vigília da Legalidade e da Democracia na Praça da Matriz
11h - Cortejo da Cultura Pela Democracia. Saída em frente ao Auditório Araújo Viana – vamos vestir nossas camisetas, nossas alegorias e mostrar nossa irreverência e nossa alegria.
Não vai ter Golpe!




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segunda-feira, 11 de abril de 2016

AGENDAS PELA DEMOCRACIA


Terça, 12 de Abril

PORTO ALEGRE

9h – Estudos no Acampamento da Legalidade - “Por que o impeachment é golpe?, com Jacques Alfonsin e Denise Dora, na Praça da Matriz
13h – Ato de Negros e Negras em defesa da Democracia, no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
14h às 16h – Oficinas no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
17h - Ato-Debate de Lançamento da Frente UFCSPA pela Democracia, nas escadarias da UFCSPA, com a participação da FBP e FPSM.
18h – Lançamento do Comitê dos(as) Trabalhadores(as) em Educação em defesa da Democracia e da Legalidade, no saguão da ALRS
19h – “Por que o impeachment é golpe” - Aula pública do Fórum Pela Democracia, com o Procurador Regional da República, Domingos Silveira, no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
20h – Atividades Culturais no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
21h – Sarau Gauchada com Olívio Dutra, no Ocidente

INTERIOR

9h - Caminhada da Juventude em Defesa da Educação em São Leopoldo. Saída em frente a Câmara Municipal.
10h - Lançamento do Comitê Escolar em Defesa da Democracia e da Legalidade, na Escola 25 de Julho, em Novo Hamburgo.
18h30min - Ato Político Cultural da FBP em Defesa da Democracia, na Praça XV, em Torres.
19h – Plenária de mobilização com Movimentos Sociais e Movimento Comunitário, na Sede do PT, em Cruz Alta.
19h – Roda de conversa sobre Democracia e os Direitos dos(as) Trabalhadores(as). Rua dos Franciscanos, 241, Bairro Sagrada Família, Gravataí. Organização: FBP


Quarta, 13 de Abril

PORTO ALEGRE
9h – Estudos no Acampamento da Legalidade - “Alimentação saudável e a daúde humana: os efeitos dos agrotóxicos e dos transgênicos”, com Maria Guazelli, na Praça da Matriz
14h às 16h – Oficinas no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
17h – “O avanço do ódio e do fascismo na Sociedade Brasileira” - Aula pública com a escritora Márcia Tiburi e a deputada estadual Manuela d'Avila, no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
17h – Plenária do Comitê Gaúcho do FNDC em defesa da Democracia e da Democratização da Comunicação, no Sindicato dos Jornalistas do RS
20h – Atividades Culturais no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz

INTERIOR
9h – Lançamento da Frente Parlamentar contra o Golpe do Vale dos Sinos e Paranhana, na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo.
17h30min - A mídia e a crise política no Brasil. Aula pública com Juremir Machado, no auditório Gulerpe, no HUSM, da UFSM, em Santa Maria

Quinta, 14 de Abril

PORTO ALEGRE
9h – Estudos no Acampamento da Legalidade - “A luta política contra a intolerância à mulher”, com Maria Guazelli, na Praça da Matriz
14h às 16h – Oficinas no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
17h – “O papel da mídia no golpe” - Aula pública com a professora Christa Berger, no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
18h – Os desafios da democracia no Brasil, no auditório da FCE, UFRGS. Organização: Movimento Mudança. Com Leonardo Avritzer (UFMG), Marco Aurélio Cepik (UFRGS) e Flávio Koutzzi.
18h – Lançamento do Comitê dos Servidores Federais Em Defesa da Democracia Sem Ajuste Fiscal, no auditório do Sindiserf, na rua General Bento Martins, 24/901
20h – Atividades Culturais no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz

INTERIOR
19h - Sarau Democrático no Mocó Cultural, próximo à Estação São Leopoldo

Sexta, 15 de Abril
PORTO ALEGRE
9h – Estudos no Acampamento da Legalidade - “As reformas necessárias: Política e da Mídia”, na Praça da Matriz
14h às 16h – Oficinas no Acampamento da Legalidade, na Praça da Matriz
17h – Ato Estadual em Defesa da Democracia, na Esquina Democrática, Porto Alegre
18h – Lançamento do Livro “Anistia e Esquecimento”, de Vanessa Dorneles Schinke, no Baden Café Especiarias, na rua Jerônimo de Ornellas, 431, Porto Alegre
19h – Aula Magna com o jurista Marcelo Lavenere, ex-presidente da OAB, organizada pelo Comitê de Advogados e Advogadas pela Legalidade, no auditório Dante Barone, na ALRS.

Sábado, 16 de Abril

PORTO ALEGRE
- Vigília da Legalidade e da Democracia na Praça da Matriz
14h - Sarau Auto de Resistência e Cortejo Cultural, na Vila Santa Rosa em Porto Alegre. Organização: Na Rua Pela Democracia e Cultura Pela Democracia
16h – Abraço ao Cais Mauá, Porto Alegre
16h – Ato, Caminhada e Batucada pela Democracia na Esplanada da Restinga, Porto Alegre

Domingo, 17 de Abril
PORTO ALEGRE
- Vigília da Legalidade e da Democracia na Praça da Matriz
11h - Cortejo da Cultura Pela Democracia. Saída em frente ao Auditório Araújo Viana
12h – Coxinhaço contra o Golpe, no Morro da Conceição. Na rua Barão do Amazonas esquina com a rua João do Rio. Com Samba de Roda, MCS de Funk, Bloco Carnavalesco e Muamba
12h às 20h – Projeto Tô na Rua – na Octávio Correa esquina com a Lima e Silva. Com trucks, música, dança, moda. O evento será beneficente para Barbara Penna.

INTERIOR
Sarau Auto de Resistência em Santa Maria. Organização: Na Rua Pela Democracia e Cultura Pela Democracia

Quarta, 20 de Abril

PORTO ALEGRE
10h – Painel “Mídia e o Estado Democrático de Direito”, com Paulo Henrique Amorim, no Hotel Embaixador. Promoção: Sinpro/RS, CUT/RS, FeteeSul.

INTERIOR
Sarau Auto de Resistência em Santa Maria. Organização: Na Rua Pela Democracia e Cultura Pela Democracia

MANDE NOTÍCIAS DAS ATIVIDADES PELO ESTADO. PRECISAMOS CHEGAR A MUITAS VOZES, DE INDIGNAÇÃO E PRONTAS PARA BARRAR O GOLPE!

sábado, 9 de abril de 2016

Carta de solidariedade ao MST pelos assassinatos no acampamento Dom Tomás Balduíno


A Marcha Mundial das Mulheres se solidariza com o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), nesse momento de profunda tristeza pela perda de dois companheiros assassinados no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, no Paraná.

A área ocupada contava com cerca de 2500 famílias, e a Justiça Federal já havia declarado que as terras eram pertencentes à União e, portanto, deveriam ser destinadas à reforma agrária. Não havia pedido de reintegração de posse ou qualquer outra medida semelhante com relação à área.

Em atividade de ronda, o grupo que a realizava sofreu uma emboscada pela Polícia Militar e por seguranças privados da empresa Araupel. Os militantes foram atingidos pelas costas, enquanto tentavam fugir dos tiros. O resultado foram dois mortos, e tantos outros feridos.

O conservadorismo anda a passos largos no Brasil, e a direita não mede esforços para concretizar seus anseios golpistas de, mais uma vez, controlar completamente este país. Começando pelos meios institucionais, passaram a ocupar as ruas e agora mostram sua verdadeira cara ao reprimir os movimentos sociais usando de extrema violência.

O que ocorreu ontem com os companheiros do MST foi um crime bárbaro, realizado a mando daqueles que não suportam ver o povo se organizando para lutar pelos seus próprios direitos.

Exigimos a punição dos responsáveis pelo crime, executores e mandantes. Reafirmamos a reforma agrária como uma de nossas bandeiras. Sem reforma agrária, não há qualidade de vida para as mulheres e para todo o povo brasileiro.

Reafirmamos também nossa incansável luta por uma sociedade mais justa. Não sairemos das ruas, por mais que nos tentem intimidar. Essa é, afinal, a melhor forma de homenagear os companheiros que caíram pelas mãos do agronegócio e do poder econômico em nosso país.

Por nossos mortos, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!

Lutar, construir reforma agrária popular!

Seguiremos em marcha até que todas e todos sejamos livres!


Marcha Mundial das Mulheres

terça-feira, 5 de abril de 2016

Mulheres contra o Golpe, pela Democracia - OCUPE PRAÇAS e PARQUES DA CIDADE

Companheiras,

Estamos cada dia preparadas para uma nova ação, mobilizadas e ampliando nossa rede de movimentos sociais, setores políticos e partidos de esquerda num movimento em defesa da democracia, dos direitos sociais (que significam as conquistas, os direitos trabalhistas e nossa liberdade).

Nossa mobilização será permanente, independente do resultado no Congresso, pois o Golpe é um processo com várias etapa as e o impeachment é só uma delas. Os/as  parlamentares golpistas não sossegarão enquanto não retirarem todas as conquistas, e aplicarem sua receita conservadora e fascista sobre as mulheres e os movimentos sociais.

Comitês locais e regionais

É fundamental continuarmos ampliando e conversando com as mulheres nas ruas, nas comunidades, nas escolas e universidades, A organização de Comitês Regionais ou Locais, em defesa da democracia e contra o Golpe estão sendo criados em todo do Estado e pelo Brasil (inclusive fora do Brasil). 

A criação de comitês é uma das iniciativas da Frente Brasil Popular, que vem sendo estruturados em várias cidades, pelas entidades sindicais e por movimentos sociais, com o objetivo de informar a população sobre o que está em jogo neste momento histórico que o país atravessa. As Centrais Sindicais devem contribuir com a FBP organizando plenárias e ajudando a montar os comitês.

Mobilização e vigília em Brasilia

Além dos comitês, ficou definido que deveremos estar presentes em Brasília para acompanhar a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, cuja data ainda não foi marcada (estima-se que deverá ser em torno dos dias 15 a 19). Orientamos que, nossas militantes, que tem disponibilidade de permanecer em Brasília, em acampamento, em torno destas datas, procure as Centrais sindicais ou os comitês em suas cidades. Cada uma que puder participar deverá arcar com suas despesas de alimentação, pois a MMM RS não dispõe de recursos.

Nesta quinta, dia 7 haverá encontro das mulheres com a presidenta Dilma às 11h, para expressar solidariedade diante dos ataques da revista IstoÉ,
Jornal da Frente Brasil Popular
Já saiu primeira edição do Jornal da Democracia, elaborado pela Frente Brasil Popular, com o objetivo de informar a população. "Quem ganha e quem perde com o golpe do impeachment?", é a manchete de capa.
As mulheres em defesa da democracia e contra o golpe
Sabemos que as marchantes estão á participando de vários comitês pelo Rio Grande do Sul, e tem contribuído na organização dos atos que já aconteceram, como Santa Rosa e em Santo Ângelo, Novo Hamburgo, Três Cachoeiras, Rio Grande, Santa Maria, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria, Bagé, sendo que em Porto Alegre temos participado também do GT Operativo Estadual.
Estão se mobilizando também as universidades como a UFRGS, Furg e UFSM, servidoras do judiciário, juristas, juventude, advogadas, mulheres, professoras, mostrando que existe grande potencial para mobilizar as trabalhadores, as estudantes e a população em geral pela democracia e contra os golpistas e fascistas.
Acesse nosso blog, pois temos mantido atualizado com textos e panfletos que podem ser baixados e reproduzidos localmente.
Neste domingo será dia de ocuparmos os parques e praças nas cidades.  
            Veste tua camiseta, pega a bandeira, e vamos pra rua, conquistar corações e mentes.  

Domingo, 10 de Abril em Porto Alegre

Cortejo da Cultura Pela Democracia, no Parque da Redenção em Porto Alegre. 
Veste uma peruca, colares, e muita alegria. Vamos levar cartazes e pincéis para expressar nossa luta.
Hora: 11 horas
Local: em frente ao Auditório Araújo Vianna.
O cortejo sai às 12h em direção a José Bonifácio - a partir das 14h tem shows em frente ao Expedicionário.
Depois da atividade da cultura faremos uma reunião pic-nic para discutir as demais ações da semana, juntas.

Final da tarde, organização de uma Vigília das Mulheres contra o Golpe e pela Democracia.
Local – ocupe praças e parques contra o golpe.

Dia 11 de Abril (segunda) – 18h Fórum pela Democracia (contraponto ao Fórum da Liberdade)
Local: Auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre
Será um espaço de formação e preparação para os momentos que estão por vir.




#Mulheres pela Democracia

Seguiremos em marcha !!!!

Fonte: Cut RS e MMM

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A luta pela democracia: uma luta das mulheres

Foto: MAMANA
Foto: MAMANA
*Por Sarah de Roure
Há algum tempo nós feministas temos falado que uma onda conservadora cresce em todo o mundo promovendo  politicas de austeridade, fomentando discursos e politicas xenofóbicos, e aprofundando o controle sobre os corpos. Aqui no Brasil essa onda chega em forma de golpe e de ameaça aos nossos direitos históricos. Não por acaso, os que advogam pelo fim do mandato da presidente são os mesmos que protagonizam essa onda de ataques às mulheres, aos trabalhadores, ao povo negro, e a juventude.
Temos denunciado que Moros, Cunhas, Temer, Aécios, Bolsonaros, sequestram nossa democracia assim como as grandes empresas,conglomerados de comunicação e empreiteiras que compram e vendem as grandes decisões do país financiando campanhas milionarias e os votos de parlamentares.
Essa avalanche conservadora se dá de forma coordenada entre a política, a economia, a cultura e a sociedade  e se manifesta nos espancamentos públicos de jovens negros, na militarização da vida cotidiana e da ordem pública; ou na cultura do estupro presente nas redes sociais e nas ruas.
Os conservadores apostam por uma crise politica e economica no país como forma de derrotar qualquer agenda de direitos e de transformação. A chamada crise economica internacional impede as mudanças exigidas por amplos setores da sociedade, derrota o governo e garante a concentração da riqueza.
O capitalismo não pode conviver com uma democracia que de fato aprofunde direitos e reparta a riqueza por  isso precisa nos criminalizar, precisa da lei antiterrorismo, de retirar direitos das mulheres, ocupar os territórios indígenas e quilombolas além de retirar conquistas dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Ao compreender que o patriarcado também é um sistema que estrutura o capitalismo, vemos que o avanço do conservadorismo é funcional e essencial à reorganização da vida demandada pela crise econômica. Em outras palavras, a engrenagem do capitalismo e do patriarcado precisa se reajustar a partir da crise que se instala no país, e o conservadorismo azeita essa dinâmica.
Nesse sentido é que a luta pela democracia precisa ser uma luta anti capitalista, indissociável da luta pela igualdade. Alguns tem afirmado que primeiro vencemos o golpe e depois discutimos como alterar o rumo das politicas do governo. Entretanto defender a democracia e aprofundar nas transformações são parte de um mesmo processo.  Além das fronteiras do patriarcado nossa luta é para que a democracia reconheça as mulheres, tanto em suas políticas como nos espaços de decisão e representação. Reivindicar a democracia não é portanto lutar pela manutenção da ordem mas defender a igualdade e a liberdade.
O movimento de mulheres está nas barricadas de ontem e de hoje fazendo frente ao avanço do conservadorismo. Nossa história se confunde com a dos que lutam por radicalizar na participação seja na luta das sufragistas pelo direito ao voto no século XIX, na mobilização  das operarias por condições de trabalho e pelo direito de se organizarem politicamente, até na história das que resistiram à ditadura no Brasil e em outros países da America Latina.
Ocupamos as ruas, as redes e os roçados para fortalecer as mulheres como sujeito político coletivo afirmando que nossa luta é pela democracia transforma e constrói a vida que valha a pena ser vivida.
*Sarah de Roure é militante da Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo
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