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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
16º Grito dos Excluídos e Excluídas
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sábado, 17 de abril de 2010
O Massacre de Eldorado dos Carajás
by admin on 17/04/2010 · 0 comments
Faz 14 anos (17 de abril de 1996) que a polícia assassinou, covardemente, dezenove sem-terra no município de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, Brasil.
A história precisa ser lembrada para não mais se repetir…
Fonte: Blog do CEA.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Anticapitalismo e justiça climática

Por Esther Vivas
A mudança climática é, hoje em dia, uma realidade inegável. O eco político, social e midiático da Conferência de Compenhague, em dezembro de 2009, foi uma boa prova disso. Uma conferência que mostrou a incapacidade do próprio sistema capitalista de dar uma resposta crível a uma crise que ele mesmo criou. O capitalismo verde se coloca na questão da mudança climática, aportando uma série de soluções tecnológicas (energia nuclear, captação do carbono da atmosfera para seu armazenamento, agrocombustíveis, etc…) que gerariam maiores impactos sociais e meio-ambientais. Se trata de soluções falsas à mudança climática que tentam esconder as causas estruturais que nos conduzem a situação atual de crise e que buscam fazer negócio com a mesma, uma vez que propõe a contradição entre cálculo de curto prazo do capital e os ritmos longos do equilíbrio ecológico.
Por Esther Vivas
Neste contexto, é urgente um movimento capaz de desafiar o discurso dominante do capitalismo verde, assinalar o impacto e a responsabilidade do atual modelo de produção, distribuição e consumo capitalista e vincular a ameaça climática global com os problemas sociais cotidianos. Copenhague têm sido até agora a maior expressão do movimento pela justiça climática, coincidindo justamente com o décimo aniversário das mobilizações contra a OMC em Seattle. Um protesto que, sob o lema” Mudamos o sistema, não o clima”, expressa esta relação difusa entre justiça social e climática, entre crise social e crise ecológica. Mas o êxito dos protestos em Copenhague contrasta com a debilidade das manifestações a nível mundial, com algumas exceções como Londres.
A crise atual apresenta a necessidade urgente de mudar o mundo de base e fazê-lo desde uma perspectiva anticapitalista e eco-socialista radical. Anticapitalismo e justiça climática são dois combates que tem que estar estritamente unidos. Qualquer perspectiva de ruptura com o atual modelo econômico que não leve em conta a centralidade da crise ecológica está fadada ao fracasso e qualquer perspectiva ecologista sem uma orientação anticapitalista, de ruptura com o sistema atual, ficará na superfície do problema e ao final pode acabar sendo um instrumento à serviço das políticas de marketing verde. Prossegue>
Frear a mudança climática implica modificar o atual modelo de produção, distribuição e consumo. Os retoques superficiais e cosméticos não valem. As soluções a crise ecológica passam por tocar os cimentos do atual sistema capitalista. Se queremos que o clima mude, é necessário mudar o sistema. Daí a necessidade de ter uma verdadeira perspectiva eco-socialista, ou eco-comunista como assinalava Daniel Bensaid em um de seus últimos artigos.
Assim mesmo, se deve combater as teses do neo-malthusianismo verde que culpabilizam os países do sul por suas altas taxas de população e que buscam controlar o corpo das mulheres, impedindo o direito a decidir sobre nosso corpo. Lutar contra a mudança climática implica enfrentar a pobreza: a maior desigualdade social, mais vulnerabilidade climática. É necessário reconverter setores produtivos com graves impactos sociais e ambientais ( indústria militar, automobilística, extrativistas, etc…), criando emprego em setores sociais e ecologicamente justos como a agricultura ecológica, serviços públicos( sanitários, educativos, transporte), entre outros.
Acabar com a mudança climática implica apostar pelo direito dos povos a soberania alimentar. O modelo agroindustrial atual(deslocalizado, intensivo, quilométrico. Petro-dependente) é um dos máximos geradores de gases de efeito estufa. Apostar por uma agricultura ecológica, local e camponesa e por circuitos curtos de comercialização permitem, como diz a Via Campesina, esfriar o planeta. Assim mesmo, há que integrar as demandas dos povos originários, o controle de suas terras e bens naturais, e sua cosmovisão e respeito a “Pachamama”, a “mãe terra”, e a defesa do “bem viver”. Valorizar estas contribuições que propõe um novo tipo de relação entre humanidade e natureza é chave para enfrentar a mudança climática e a mercantilização da vida e do planeta.
Desde uma perspectiva Norte-Sul, justiça climática implica a anulação incondicional da dívida externa dos países do Sul, uma dívida ilegal e ilegítima, y reivindicar o reconhecimento de uma dívida social, histórica e ecológica do Norte em relação ao sul resultado de séculos de espólio e exploração. Em casos de catástrofe, é necessário promover mecanismos de “ auxílio popular”. Temos visto como a mudança climática aumenta a vulnerabilidade dos setores populares especialmente nos países do Sul. Os terremotos no Haiti e Chile são dois dos casos mais recentes. Frente a estas ameaças são necessárias redes de solidariedade internacional de movimentos sociais de base que permitam uma canalização da ajuda imediata e efetiva das populações locais. A iniciativa não pode ficar nas mãos de um “ humanitarismo” internacional vazio de conteúdo político.
A luta contra a mudança climática passa por combater o atual modelo de produção industrial, deslocalizado, “just on time”, massivo, dependente de recursos fósseis, etc… As burocracias sindicais seguem e legitimam as políticas do “capitalismo verde” com a farsa de que as “tecnologias verdes” criam emprego e geram maior prosperidade. É necessário desmontar este mito. A esquerda sindical deve colocar em xeque o atual modelo de crescimento sem limites, apostando em outro modelo de “desenvolvimento” que esteja em consonância com os recursos finitos do planeta. As reivindicações ecologistas e contra as mudanças climáticas tem que ser um eixo central do sindicalismo combativo. Os sindicalistas não podem ver os ecologistas como seus inimigos e vice-versa. Todas e todos sofremos as consequências das mudanças climáticas e é necessário que atuamos coletivamente.
É falso pensar que podemos combater as mudanças climáticas só a partir da mudança de atitudes individuais, e ainda mais quando a metade da população mundial vive no “subconsumo crônico”, e também é falso pensar que podemos lutar contra a mudança climática somente com respostas tecnológicas e científicas. São necessárias mudanças estruturais nos modelos de produção de bens, de energia, etc… Nesta direção, as iniciativas que desde o local propõe alternativas práticas ao modelo dominante de consumo, produção, energético… têm um efeito demonstração e de conscientização que é fundamental apoiar.
Por sua natureza, falar de como enfrentar a mudança climática implica discutir estratégia, auto-organização, planificação e as tarefas que, aqueles e aquelas que como nós se consideram anticapitalistas, temos pela frente.
Síntese da intervenção de Esther Vivas no 16º Congresso Mundial da 4ª Internacional em Newport, Bélgica, março 2010. Tradução de Paulo Marques para www.brasilautogestionario.org
domingo, 7 de março de 2010
No dia de luta das mulheres, rosa, só se for a Luxemburgo
Marcha de Campinas a São Paulo reunirá cerca de 2 mil mulheres por dez dias; ação faz parte de mobilização internacional
por Dafne Melo
A partir do dia 8 de março, centenas de mulheres começam a marchar de Campinas (99 km de SP) a capital paulista, em uma mobilização que pretende durar dez dias. Para muitas, porém, a caminhada já começou. “Já estamos em marcha, organizando as caravanas dos Estados e toda a infra-estrutura”, explica Sônia Coelho, da Sempreviva Organização Feminista (SOF). A mobilização faz parte da 3º Ação Internacional da Marcha Mundial de Mulheres, organização que aglutina movimentos feministas nos cinco continentes. No Brasil, diversos movimentos sociais e organizações se juntam à ação, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), a Articulação do Semi-Árido (ASA) e Consulta Popular, dentro outros. O evento tem caráter nacional e conta com a participação de mulheres de todos os Estados brasileiros.
Sônia explica que além de pautar as reivindicações das mulheres, a marcha pretende ser um momento de formação para as militantes. A caminhada acontecerá sempre pelas manhãs e pela tarde serão organizados debates e painéis com temas relativos às lutas mais urgentes do movimento feminista.
Pautas
Dar visibilidade social às pautas feministas e articular movimentos de mulheres de diferentes naturezas em torno de uma plataforma de luta comum são dois dos principais objetivos da marcha, além da criação de espaços de formação politica. A plataforma de luta está centrada em quatro grandes temas: autonomia econômica das mulheres, luta contra violência sexista, luta contra privatização da natureza e dos serviços públicos e paz e desmilitarização. De acordo com Tatau Godinho, militante da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), os debates e articulações em torno dos temas serão ricos justamente por colocar em um mesmo espaço a perspectiva que mulheres de diferentes setores – estudantil, rural, sindical, do movimento negro, etc – têm sobre esses temas.
De acordo com Sônia Coelho, as discussões feitas ao longo dos 10 dias devem ser sistematizadas em um texto que deverá ser entregues para os governos federal, estaduais e municipais. “Queremos detalhar essas reivindicações no processo da marcha”, aponta Sônia.
A organização espera que pelo menos 2 mil mulheres marchem durante os 10 dias. Toda a estrutura, desde a montagem e desmontagem de barracas, cozinha, organização dos debates será elaborada somente por mulheres.
Auto-organização
Tatau Godinho, militante da MMM, explica que o espaço de formação não se dá apenas nos debates, mas também no próprio processo de auto-organização das mulheres na construção da marcha. “A existência de um movimento de mulheres forte depende de nossa capacidade de auto-organização, por isso a importância de realizar uma marcha dessa magnitude. Temos dito às companheiras que ainda não sabem se poderão marchar o quanto essa experiência é insubstituível”. Sônia Coelho, da SOF, agrega que o momento também é propício para gerar solidariedade entre as companheiras de diferentes movimentos.
A presença masculina não é proibida durante a marcha, mas a infra-estrutura – alimentação, banheiros, barracas, transporte de bagagem, etc – será oferecida somente às mulheres. “A presença dos companheiros é muito bem vinda nos atos de lançamento e de chegada que vamos organizar”, diz Sônia. “Mas precisamos nos fortalecer entre nós mesmas para enfrentar as desigualdades de gênero que existem na sociedade e que se reproduzem dentro das organizações de diversas formas”, finaliza.
África
A 3º Ação Internacional da MMM acontecerá durante todo o ano, mas se concentrará em dois meses: março e outubro. Nesse primeiro mês serão feitas mobilizações nacionais simultâneas. Em outubro, uma ação internacional reunirá militantes de diversos países na República Democrática do Congo, na região da província de Sud-Kivu, que se centrará na questão da paz e desmilitarização, denunciando a situação a que estão submetidas as mulheres nessa região, onde a violência contra as elas têm sido usada como arma de guerra. “Calcula-se que 70% das mulheres e adolescentes dessa região já tenham sofrido violência sexual”, protesta Sônia Coelho.
Em agosto, na Colômbia, um encontro contra a guerra e pela paz pretende reunir lutadoras de todo continente para discutir a militarização. Na Europa, o encontro ocorrerá em junho, na Turquia, e na Ásia o local escolhido foi Filipinas, onde os debates ficarão em torno da luta contra o livre comércio, instalação de bases militares e tráfico de mulheres.
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/no-dia-de-luta-das-mulheres-rosa-so-se-for-a-luxemburgo/view
Sônia explica que além de pautar as reivindicações das mulheres, a marcha pretende ser um momento de formação para as militantes. A caminhada acontecerá sempre pelas manhãs e pela tarde serão organizados debates e painéis com temas relativos às lutas mais urgentes do movimento feminista.
Pautas
Dar visibilidade social às pautas feministas e articular movimentos de mulheres de diferentes naturezas em torno de uma plataforma de luta comum são dois dos principais objetivos da marcha, além da criação de espaços de formação politica. A plataforma de luta está centrada em quatro grandes temas: autonomia econômica das mulheres, luta contra violência sexista, luta contra privatização da natureza e dos serviços públicos e paz e desmilitarização. De acordo com Tatau Godinho, militante da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), os debates e articulações em torno dos temas serão ricos justamente por colocar em um mesmo espaço a perspectiva que mulheres de diferentes setores – estudantil, rural, sindical, do movimento negro, etc – têm sobre esses temas.
De acordo com Sônia Coelho, as discussões feitas ao longo dos 10 dias devem ser sistematizadas em um texto que deverá ser entregues para os governos federal, estaduais e municipais. “Queremos detalhar essas reivindicações no processo da marcha”, aponta Sônia.
A organização espera que pelo menos 2 mil mulheres marchem durante os 10 dias. Toda a estrutura, desde a montagem e desmontagem de barracas, cozinha, organização dos debates será elaborada somente por mulheres.
Auto-organização
Tatau Godinho, militante da MMM, explica que o espaço de formação não se dá apenas nos debates, mas também no próprio processo de auto-organização das mulheres na construção da marcha. “A existência de um movimento de mulheres forte depende de nossa capacidade de auto-organização, por isso a importância de realizar uma marcha dessa magnitude. Temos dito às companheiras que ainda não sabem se poderão marchar o quanto essa experiência é insubstituível”. Sônia Coelho, da SOF, agrega que o momento também é propício para gerar solidariedade entre as companheiras de diferentes movimentos.
A presença masculina não é proibida durante a marcha, mas a infra-estrutura – alimentação, banheiros, barracas, transporte de bagagem, etc – será oferecida somente às mulheres. “A presença dos companheiros é muito bem vinda nos atos de lançamento e de chegada que vamos organizar”, diz Sônia. “Mas precisamos nos fortalecer entre nós mesmas para enfrentar as desigualdades de gênero que existem na sociedade e que se reproduzem dentro das organizações de diversas formas”, finaliza.
África
A 3º Ação Internacional da MMM acontecerá durante todo o ano, mas se concentrará em dois meses: março e outubro. Nesse primeiro mês serão feitas mobilizações nacionais simultâneas. Em outubro, uma ação internacional reunirá militantes de diversos países na República Democrática do Congo, na região da província de Sud-Kivu, que se centrará na questão da paz e desmilitarização, denunciando a situação a que estão submetidas as mulheres nessa região, onde a violência contra as elas têm sido usada como arma de guerra. “Calcula-se que 70% das mulheres e adolescentes dessa região já tenham sofrido violência sexual”, protesta Sônia Coelho.
Em agosto, na Colômbia, um encontro contra a guerra e pela paz pretende reunir lutadoras de todo continente para discutir a militarização. Na Europa, o encontro ocorrerá em junho, na Turquia, e na Ásia o local escolhido foi Filipinas, onde os debates ficarão em torno da luta contra o livre comércio, instalação de bases militares e tráfico de mulheres.
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/no-dia-de-luta-das-mulheres-rosa-so-se-for-a-luxemburgo/view
domingo, 28 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
A MMM na Marcha de Abertura do FSM 2010 em Porto Alegre
A Marcha de abertura do Fórum Social Mundial-2010 em Porto Alegre/RS.
Vídeo destaca a Comunidade Utopia e Luta; a presença da Marcha Mundial das Mulheres; e luta do SINDISINDIRS, pelo FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. Ao final o Cantor e compositor Nei Lisboa,no Gigantinho.
Vídeo destaca a Comunidade Utopia e Luta; a presença da Marcha Mundial das Mulheres; e luta do SINDISINDIRS, pelo FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. Ao final o Cantor e compositor Nei Lisboa,no Gigantinho.
Acompanhe também o vídeo produzido pelo Coletivo Soylocoporti sobre a Marcha de Abertura do FSM10 para a Produtora Cultural Colaborativa - Aldeia da Paz AQUI
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