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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Invisibilidade lésbica e nossas estratégias de resistência


Na calada da noite desta terça-feira (30), véspera do feriado de 1º de maio, o pastor deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que atende também pelo cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, colocou na pauta da próxima reunião do colegiado o projeto conhecido como “a cura gay”. A proposta pretende suspender as normas do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbem profissionais da área de sugerir tratamento para curar homossexuais. Além disso, ele propõe que seja penalizada a discriminação contra heterossexuais. Em contraposição, um grupo de deputados criou a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos (FPDDH). Enquanto isso, uma onda de protestos pela retirada do pastor da Comissão toma as ruas de Brasília e de todo o país.
O post de hoje é coletivo: um sopro de realidade e de força, sobretudo pra estes tempos tão sombrios.
Ato do 8 de março de 2013 em São Paulo. Foto: FdE)
Ato do 8 de março de 2013 em São Paulo. Foto: FdE)
Invisibilidade lésbica e nossas estratégias de resistência
Por: Jessica Ipólito, Célia Alldridge e Camila Furchi
Este texto é o resultado de uma segunda roda de conversa sobre a lesbianidade e feminismo, realizada no dia 13 de abril, em São Paulo. O ponto de partida para nosso debate foi o documentário “Invisibilidade Lésbica”, produzido por Thais Faria1, militante da Marcha Mundial das Mulheres.
O documentário suscita reflexões bastante interessantes sobre a invisibilidade lésbica através do depoimento da protagonista Caroline, que, ao contar suas experiências e compartilhar algumas reflexões sobre a vivência de sua sexualidade desde a infância até a faculdade, nos motiva a compartilhar as nossas próprias “versões” dessas histórias. Histórias marcadas por medos, dúvidas e violências, mas também por superação, solidariedade e pela luta por autonomia.
A imposição do modelo heteronormativo e patriarcal tem vários efeitos sobre as nossas vidas, sendo determinante, por exemplo, na construção de estratégias de sobrevivência e inserção na sociedade que implicam na nossa auto-invisibilização (na escola, faculdade, mercado do trabalho, etc.). Em tempos em que setores conservadores tiram do baú temas considerados superados como a “cura gay”, manter-se “no armário” para muitas mulheres acaba sendo, temporariamente ou permanentemente, uma forma de auto-preservação.
MMM na Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Foto: Elaine Campos.
MMM na Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Foto: Elaine Campos.
Começando no seio da família, quantas de nós, assim como Caroline, tivemos que sustentar a “mentirinha” que nossas namoradas/ficantes são meras amigas frente aos nossos pais, para evitar maiores problemas e manter o “status quo”? Quantas vezes tivemos que aguentar em silêncio insinuações maliciosas de parentes sobre a nossa vida pessoal ou piadas sobre casamento e filhos por receio de “desequilibrar” uma ordem familiar baseada na pressuposição de que por sermos mulheres nos relacionamos sexualmente apenas com homens? Muito mais do que medo de desequilibrar esse modelo heteronormativo, quantas de nós não nos escondemos por receio das sanções físicas e morais que esse modelo implica?
 Infelizmente, a nossa casa é o primeiro, mas não o único dos lugares estruturados para a manutenção da sociedade heteronormativa e patriarcal. Espaços de sociabilização como a escola também foram construídos para manter essa ordem e, de certo, modo punir aquelas/es que ousam questionar sua procedência. Como conta Anna Claudia, psicóloga, entrevistada no documentário:
  Gays e lésbicas estão nas escolas, sempre estiveram, [incluindo os próprios] professores e professoras, mas são invisibilizados, e são obrigados a se invisibilizar pela lógica que está na escola.
Essa lógica, que pressupõe valorização das relações heterossexuais em detrimento das “outras”, aparece também em mais espaços da nossa vida. A dificuldade em acessar serviços de saúde com profissionais capacitados/as para receber lésbicas e bissexuais – no sistema público e sistema privado – é uma das nossas experiências mais comuns. E é no/a ginecologista que sentimos mais forte o medo de falar da nossa sexualidade, pois há uma forte associação dessa especialidade médica com a reprodução. A hegemonização do sexo heterossexual como o único possível, o único legítimo, tem efeitos preocupantes na vida das mulheres lésbicas e bissexuais, como nos diz Caroline:
Ginecologista, no meio onde eu nasci, onde eu cresci, eu acho que é só quando a mulher for ter o filho, quando tiver grávida que eles acham necessário você ir num ginecologista [..] eu deixei mais de lado [ir no ginecologista] porque realmente sempre foi colocado o lado reprodutivo e eu, enquanto lésbica, não tinha que preocupar tanto com o lado reprodutivo, né? 
É como se a gente não precisasse de serviços de saúde sexual pelo fato que não fazemos sexo por fins de procriação, embora muitas lésbicas tiveram ou têm relações heterossexuais, e muitas também são mães. É como se a gente não pudesse pegar DST’s (doenças sexualmente transmissíveis), ou que estivéssemos imunes ao vírus HIV; um mito que permanece entre muitas de nós.
 Vivenciamos cerceamentos e proibições que se expressam através de ameaças. Assim como Caroline, nós não temos direito à expressão do nosso afeto em espaços públicos, sendo que, por exemplo, somos explícita ou implicitamente proibidas de segurar na mão de nossas companheiras. Na rua, nossa forma de vestir é alvo de olhares e repreensão constantes: quando não é motivo de zombaria, é fetichizado-erotizado. Nossa liberdade de ir e vir sem sofrer lesbofobia depende da nossa invisibilidade, de nos manter dentro dos padrões pré-estabelecidos pelo patriarcado:
 Onde eu sinto uma homofobia muito grande, é que eu não posso simplesmente sair na rua de mão dada, tenho que me podar a todo momento, onde que eu tô manifestando meu afeto pela outra pessoa, porque posso ser agredida por causa disso. E além da agressão física tem a própria agressão verbal que já é muito complicada… (Caroline).
Como vimos, através da violência lesbofóbica e da imposição da invisibilidade, o sistema heternormativo e patriarcal controla nossos corpos e sexualidade, definindo o papel “natural” e o comportamento “adequado” para nós mulheres. Porém, não somos vítimas desse sistema. Somos sujeitos políticos dissidentes; um exemplo vivo de ameaça ao patriarcado pelo simples fato de nos relacionarmos afetiva-sexualmente com outras mulheres, e de não sermos sempre disponíveis para os homens. A partir daí, nos tornamos revolucionárias permanentes.
Ato do Dia Internacional de Luta das Mulheres, São Paulo, 2013. Foto: Elaine Campos.
Ato do Dia Internacional de Luta das Mulheres, São Paulo, 2013. Foto: Elaine Campos.

Somos protagonistas de nossas vidas e criamos nossos próprios espaços coletivos, acolhedores e solidários; onde a lesbianidade não é considerada um sofrimento e ninguém sente pena ou compaixão por nós. Nossa militância política feminista nos fornece as ferramentas para entender as raízes da nossa opressão e nos permite construir, de forma coletiva e coerente, nossas resistências e alternativas na luta pela transformação social.
*Por Jessica Ipólito, militante da Furzarca Feminista e autora do blog Gorda&sapatão, Célia Alldridge e Camila Furchi, ambas militantes da Marcha Mundial das Mulheres de SP
 1A Thais Faria é militante da Marcha Mundial das Mulheres e, antes de formar-se em jornalismo, do grupo de diversidade sexual da Universidade Federal de Viçosa ‘Primavera nos Dentes’

sexta-feira, 22 de março de 2013

Nem Marco Feliciano nem qualquer outro(a) deputado(a) homofóbico e lesbofóbico, racista e/ou misógino nos representa.


MOÇÃO DE REPÚDIO
 
A Marcha Mundial das Mulheres , em reunião da coordenação nacional,  com a participação de 19 Estados e 47 representantes, expressa a indignação com a eleição e manutenção do Pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM).
 
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara deveria ser um espaço para garantir a promoção dos direitos humanos, a igualdade de gênero, o fim do racismo, da homofobia e a lesbofobia frente às ofensivas contra os direitos de igualdade e liberdade que se expressam no conjunto da sociedade, mas também no parlamento.
 
Este espaço é um dos que primava pela democracia e pela valorização das lutas dos movimentos sociais. Por isto, as manifestações públicas do Deputado Marco Feliciano contra os direitos e conquistas das mulheres, homossexuais, negros causa indignação e repúdio. Esta indicação é uma afronta a democracia e aos direitos inalienáveis na luta contra todas as formas de preconceito e discriminação.
 
Manter este deputado à frente da Comissão significa a conivência do parlamento com a ofensiva conservadora e misógina que enfrentamos na sociedade, fruto da influência declarada de setores conservadores e fundamentalistas e que tentam impor o pensamento único em contraposição aos princípios de igualdade e liberdade, ferindo o Estado Laico.
 
Seguimos na luta pela liberdade e igualdade entre homens e mulheres, pelo fim da criminalização das mulheres e a legalização do aborto, pela liberdade na vivência da sexualidade, em defesa da igualdade racial. Por isso, repudiamos a manutenção do de Marcos Feliciano à frente desta Comissão assim como estamos alertas as movimentações dos setores conservadores.
 
Nem Marco Feliciano nem qualquer outro(a) deputado(a) homofóbico e lesbofóbico, racista e/ou misógino nos representa.
 
Seguimos em marcha até que todas sejamos livres!
 
MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

HOMOFOBIA: violência que ameaça, decide e MATA!

  por Naiara Malavolta*


São muitos os fatores que constróem uma mentalidade preconceituosa e agressiva. Não precisamos ser mestras em psicologia para entendermos isso. No entanto, destes fatores a cultura e a educação - ou a falta da educação para a diversidade - são, sem dúvida, os mais preponderantes.
No Brasil, país de muitos preconceitos, desde muito cedo é comum ver as crianças praticando o hoje chamado bulling preconceituoso: chama-se negros e negras de macacos em qualquer campo de futebol; loiras de burras em salas de aula, meninos sensíveis de veadinhos e meninas com atitude de machorras. Pior: estes xingamentos são considerados "comuns da idade" na maioria das escolas, afastando o enorme grau de preconceito que trazem embutidos neles.
Esta "cultura" reproduzida pelas crianças é formada pelos exemplos domésticos (piadinhas, xingamentos ou termos inadequados usados ao corrigir o comportamento das crianças) e, mais forte que tudo, pelas imagens rotineiras dos programas de televisão e constróem cotidianamente adultos que têm preconceito e muitas vezes não sabem nem mesmo o porquê, ou de onde esta aversão (por isso o uso do termo fobia) veio.
Ensinar a pensar é uma das grandes tarefas que tem a escola na educação das crianças e um dos questionamentos mais importante é sem dúvida: porque existem papéis definidos para homens e mulheres? A quem estes papéis favorecem?
Nos assusta a quantidade de reações violentas com homossexuais nas ruas, praticadas por "cidadãos comuns", sem antecedentes - o que dificulta a punição, quase sempre convertida em trabalhos comunitários ou pagamento de cestas básicas.
O problema é que a falta de ação pública, como política de Estado (e não em ações de governo, como insistem alguns "gênios" hoje em dia), só faz piorar as coisas, transformando a impunidade em fator que reforça a cultura machista, racista e lesbofóbica no Brasil.
O fato, hoje, é que a homofobia no Brasil, assim como o machismo, é violenta: ela escolhe um alvo, ameaça, decide que vai acabar com aquela vida e MATA! Execuções bárbaras, sumárias, geralmente cometidas com requintes de crueldade, por motivos fúteis e, invariavelmente levadas a cabo por homens. Será, mesmo, que isso não quer dizer alguma coisa? Será mesmo que esta cultura tem de ser preservada?
No centro deste debate um fator me solta aos olhos: os fundamentalismos! Falo no plural porque dependendo da cor da pele e do gênero atacado, o fundamentalismo social entra em ação, mas o fundamentalismo religioso, este está no centro da grande maioria dos casos. Igrejas que esolhem ou escolheram alvos durante toda a sua história e que hoje voltam suas armas para nós, homossexuais.
Não que a religiosidade das pessoas seja problema. Entender isso no meu texto seria o equivalente a enteder que quando falo nos crimes cometidos por homens, imagino que todo o homem seja um criminoso. Não, óbvio que não se trata disso. Acontece que a religiosidade não é um problema quando manifesta por pessoas que têm cultura, discernimento, ou foram educadas pela escola ou pela vida de forma inclusiva, compreendendo a natureza e a riqueza da diversidade humana.
No entanto, esta mesma religiosidade, transformada em dogma sectário (como todo o dogma é) e fanático como a ignorância o faz ser, esta religiosidade, sim, é perigosa, porque está sendo usada como motor para o ódio, para a apropriação das mentes das pessoas e, inclsuive, dos espaços de poder nas esferas públicas. A frase "Deus vai te punir" é o recurso da hora quando nos atacam nas ruas, hoje em dia.
Falo tudo isso porque esta semana dezenas de lésbicas, ativistas do movimento LGBT do estado do Paraná, foram alvo de violência direcionada: e-mail e telefonemas ofensivos, ameaçadores, com termos de baixo calão foram direcionados para várias das nossas companheiras. Em muitos deles o termo DEUS apareceu várias vezes.
Tomamos providências, é claro, e certamente encontraremos as pessoas que as fizeram. No entanto, esta situação nos faz pensar a cada noite, antes de dormirmos: até quando? Quanto tempo mais teremos de vencer o medo diário de sairmos às ruas sem sabermos se não seremos nós as próximas vítimas? Até quando esta visbilidade escancarada ou a invisibilidade forçada serão as únicas armas disponíveis para nos defendermos?
Continuaremos lutando diariamente para mudar esta CULTURA que separa homossexuais de heterossexuais, mulheres de homens, negros de brancos, bons de maus, como forma de, polarizando, nos colocar em lados opostos da natureza humana, situação utilizada para justificar o medo, a aversão, o preconceito que leva à agressão, à violência e tantas vezes à morte. Mas não podemos mais fazer isso sozinhas! Esperamos, infelizmente ao som de marchas fúnebres, que todas as vozes se levantem!
"O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguem reparou? O que vocês está fazendo? Eu estava em paz, quando você chegou..." - Nando Reis - Relicário.
* Liga Brasileira de Lésbicas - articulação Regional Sul
LBL-RS - Liga Brasileira de Lésbicas - RS lbl.rs@brturbo.com.br

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quando o preconceito está implícito e fica explícito


Reportagem especial de Zero Hora desta segunda-feira - ilustrada com 06 fotos, das quais 03 eram de beijos homossexuais - explicita mais do que o preconceito, mas a falta de visão social de vários problemas.
A primeira surpresa vem com a manchete: "vandalismo, drogas e sexo a céu aberto" ilustrada com 03 casais homossexuais se beijando, de forma absolutamente "normal", em três diferentes situações.
Minha primeira surpresa foi perceber que nunca tinha visto tantos beijos gays numa mesma reportagem de ZH, infelizmente, com conotação tão pejorativa e distorcida. Espero que, daqui para adiante, tais demonstrações de afeto e carinho entre pessoas do mesmo sexo deixem de ser tabu para este veículo e seus afiliados (e amadrinhados) país afora.
A segunda surpresa, ao ler a reportagem buscando os fatos, foi me deparar com tanta falta de sensibilidade com relação a um problema que há anos se arrasta na cidade de Porto Alegre: a falta de alternativas para adolescentes e jovens com relação a atividades culturais e mesmo com relação a pontos de encontro na capital.
Em mais de um trecho da "reportagem" - se é que se pode chamar de
reportagem uma matéria que aborda apenas um lado do problema - pude
perceber a preocupação com os comerciantes da região "invadida" pelos
jovens, e com a descrição de que um referido supermercado (o mesmo que
vende bebidas alcóolicas a baixos preços a garotada) é obrigado a
fechar seus banheiros. Me pergunto quantas vezes os jovens que compram
garrafas de cachaça (também visível em uma das fotos) foi obrigado a
apresentar carteira de identidade para comprovar que era maior na hora
da compra da bebida no caixa do supermercado?
O problema na região da cidade baixa não é frequência de lésbicas e
gays, como sugere a malfadada matéria, mas a presença de um conjunto
de jovens de todas as orientações sexuais que, sem alternativas na
cidade, vítima da falta de políticas públicas para esta população, com
completo acesso a álcool e drogas as mais variadas, encontra, nos
arredores do parque que frequenta de dia, a continuidade da
socialização peculiar de sua faixa etária durante o final da tarde e a
noite.
Tivéssemos na cidade - como já tivemos em outros tempos - shows
públicos, mostras de teatro, cinema a baixos preços, praças seguras e
iluminadas e esta garotada teria um destino diferente.
Ao invés de ficarmos preocupados com o lucros de domingo de alguns
comerciantes rançosos, que evitam em seus espaços a circulação de
gente que não lhes pareça como uma imagem de espelho, preocupemo-nos
com a segurança e o desenvolvimento (afetivo, cultural, social) desta
garotada que grita que não será como aqueles que lhes torcem o nariz.
Espero que o mesmo espaço reservado às fotos de gays e lésbicas em
situação tão negativa (não pelos beijos, é claro, mas pela insinuação
grotesca do texto) seja dada a esta população nos momentos em que
reivindicamos o fim da homofobia, a aprovação da PLC122/06, o
casamento gay, a adoção por casais do mesmo sexo. Espero ver este
jornal contribuir para a imagem positiva de nossa população e para a
conquista de direitos e oportunidades, ao invés de fomentar o ódio
anti-gay, anti-lésbica, anti-travesti que se subentende de reportagens
como esta.
Aos responsáveis pela matéria (jornalistas?
gustavo.azevedo@..., marcelo.gonzatto@...),
sugiro a dignidade de entrevistar a população que ali foi retratada,
procurando as suas razões para os excessos que foram apontados. Tenho
certeza que poderão perceber que esses meninos e meninas são mais
vítimas sociais do que vândalos incontroláveis que perturbam a ordem
de nosso "Porto tão Alegre dos Casais". Assim, quem, sabe, consigam
contribuir para que este porto seja para todos os casais, para todas
as idades, para todas as pessoas e não apenas para aqueles que mantém
comércio ou que detém o poder da imprensa.
Cobre-se do poder pública uma ação educativa na região, políticas
definidas para jovens e adolescentes, oportunidades de trabalho e
renda, combate ao tráfico de entorpecentes e à venda de bebidas para
menores de idade e coloque-se na cadeia aqueles que se aproveitam e
lucram com isso. E, por favor, parem de apontar o amor entre pessoas
do mesmo sexo como a causa do problema. Não somos marginais - ainda
que muitos queiram nos manter à margem - e não permitiremos que nos
tratem como se fôssemos!

Ana Naiara Malavolta
Articuladora Estadual daLiga Brasileira de Lésbicas

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Reunião da MMM Metropolitana será dia 21 de agosto

Convidamos a todas as militantes da MMM a participar da reunião de Porto Alegre e Metropolitana que acontecerá no dia 21 de agosto, das 9 às 13h, local: Cpers Sindicato - av. Alberto Bins, 480 em Porto Alegre.

Aproveitamos para convidar as militantes feministas que gostariam de conhecer nosso trabalho e também fazer parte de um dos coletivos do Estado, a participarem conosco desta atividade de organização e mobilização da Marcha.

Neste encontro contaremos com a participação da companheira Simone Schaeffer que esteve na Plenária Nacional da MMM (30, 31 e 01/08) e trataremos dos encaminhamentos que precisamos dar conta de assumir.

Na parte da tarde faremos uma oficina com o tema Lesbianidade e Feminismo, onde vamos abordar os avanços, desafios e perspectivas. Faremos ainda o pré lançamento do video da Ação 2010, lançado no dia 30 de julho em São Paulo.

Venham todas. Tragam sua animação, suas camisetas e bandeiras, e um lanchinho pra gente socializar entre todas as participantes da oficina.

Vamos nos agendar para as diversas atividades que estão acontecendo durante todo o mês da visibilidade lésbica - http://4marchalesbicadepoa.blogspot.com/

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Campanha de Saúde para Lésbicas


Campanha de Saúde para Lésbicas é lançada em Porto Alegre no o8 de março!

Em parceria com a Academia, a Prefeitura de Porto Alegre, o Governo Federal e parceiras do movimento social, a LBL lançou no dia 08 de março uma campanha de sensibilização sobre a necessidade de realização de exames ginecólogicos preventivos direcionada a mulheres lésbicas e bissexuais.

Desenvolvida pela Patuá Comunicação Responsável, usando militantes lésbicas como modelos, a campanha também trabalhará o acolhimento destas mulheres com os profissionais de saúde nos postos do SUS:

CLIQUE NO BANNER PARA ACESSAR A ÁREA DA CAMPANHA!

Peças buscam sensibilizar pacientes e médicos

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Recado da Naiara:


Oi gente, tudo bem?

O mês de março, como não poderia deixar de ser, foi bastante agitado: de 08 a 18 de março marchamos entre Campinas e SP, numa grande ação feminista que reuniu mais de 2000 mulheres de todo o Brasil.

Durante os 11 dias que estivemos juntas, além de marcharmos cerca de 15 Km por dia, centralizamos os debates em 04 eixos específicos da III Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. Foi 10! Postei fotos (mais de 900!) em ttp://picasaweb.google. com/naiaramalavo lta

Também em março, no dia 08, lançamos (LBL - RS) uma campanha voltada à saúde das mulheres lésbicas. Tem um link no nosso blog www.lblrs.blogspot. com que remete para áreas específicas da campanha, voltadas para médicos e para pacientes lésbicas.
CONFERE lá e aproveita para botar um linquezinho na tua página para este espaço, questão de saúde, ok!?

Bjs e estou on-line novamente!
Naiara