sexta-feira, 23 de junho de 2017

Preparando a Plenária Estadual de julho/2017


Companheiras,

Chegamos na metade de 2017 e não precisamos descrever novamente as inúmeras atividades em que estivemos participando, lutando contra os retrocessos e por democracia; contra a truculência policial  e pelo fim da militarização da Polícia; estamos nas ruas, nas ocupações, nas escolas e nas comunidades lutando todos os dias por liberdade e autonomia.
Precisamos organizar nossas marchantes para o segundo semestre, que já mostrou que não vai ser mais fácil.  Temos várias mulheres que querem conhecer a Marcha e mesmo entre as que já estão há algum tempo, precisamos um momento de formação para falar da nossa história, nossas lutas e nossos desafios.
Contaremos com a presença das marchantes convidadas de Santa Catarina, Paraná e Maria Fernanda Marcelino da MMM SP.
Para que possamos transformar nossa Plenária e Formação em momentos de troca, gostaríamos que os núcleos organizassem localmente uma reunião ou roda de conversa.

Importante:

- Vamos fazer a formação e plenária em apenas 1 dia (sábado 15 de julho);
- Orientamos para que os núcleos reúnam e possam indicar 2 companheiras para participar da plenária.
 - A nossa plenária será aberta a convidadas de outras organizações/movimentos e coletivos que gostariam de conhecer a MMM e estreitar nossas alianças.
- Ofereceremos os lanches e cafés durante a atividade de sábado (manhã e tarde), e teremos um almoço no local, para todas.
- Não teremos como contribuir com transporte para a vinda das companheiras, por isto é importante a organização local para a vinda de pelo menos 1 marchante.

PLENARIA ESTADUAL DA MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES RS

Data: 15 de julho de 2017 (sábado)
Local: Sindipetrosul – Endereço: R. Gen. Lima e Silva, 818 - Centro, Porto Alegre - RS

MANHÃ - 8:30 – 12:30
1.    Apresentação
2.    Dinâmica inicial - Autocuidado, espaço de feminismo, solidariedade e resistência.
3.    Oficina - O que é a Marcha Mundial das Mulheres? Organização da MMM no mundo, quem somos - nos diversos países; internacionalismo e o feminismo da Marcha - estratégia politica e a sujeita coletiva e politica que é a marcha.
Convidada: Maria Fernanda

TARDE -  14h – 18:30
1.    Oficina - Por onde andamos, onde vamos? Depois de ampliarmos nosso olhar sobre a atuação da Marcha pelo mundo, avaliaremos a conjuntura política e econômica e seus enlaces com questões raciais e de gênero.
Debates
2.    Agendas de lutas
3.    Fechamento com propostas para a próxima plenária, cujo objetivo é avançar no debate organizativo.
Encerramento

Saudações feministas

Marcha Mundial das Mulheres RS
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

24h de solidariedade pela paz e contra a guerra! 03/06/2017

Roda de conversa: 24h de Ação em Solidariedade Feminista


Companheiras,

No dia 3 de junho, sábado, a Marcha Mundial das Mulheres convoca suas companheiras de todo o mundo para 24h de ação em solidariedade feminista pela paz e contra a guerra. No Brasil, estamos em um contexto de golpismo, violência, reformas neoliberais e ataques conservadores às e os trabalhadores, às mulheres, às populações negras, indígenas, quilombolas e LGBT. No resto do mundo, os governos de direita, a xenofobia, o racismo, as guerras declaradas e não declaradas também formam uma realidade que precisa ser transformada urgentemente. Diante disso, um dia de solidariedade feminista colabora para organizarmos nossa ação em nossas regiões e no mundo inteiro.

No Brasil, estamos em marcha pelas eleições diretas já, contra o governo golpista de Temer, suas reformas e o autoritarismo da repressão e da criminalização dos movimentos sociais. Participamos de datas nacionais de mobilização, como a Greve Geral do dia 28 de abril, o 1º de maio e as manifestações recentes em Brasília, no dia 26 de maio. Neste dia 3 de junho, organizaremos ações pelo Brasil contra a guerra alimentada pelo capitalismo e suas grandes empresas corporativas. Até agora, temos agenda em Natal, capital do Rio Grande do Norte, onde as militantes farão uma atividade e colagem de lambe-lambe; e faremos um debate online, também às 12h, com militantes da MMM de vários estados. Neste debate, pontuaremos nossa crítica ao militarismo e às suas expressões no Brasil, tanto no genocídio e na violência de Estado presente nas regiões pobres das cidades, quanto na repressão às mobilizações populares. O debate estará disponível em tempo real na nossa plataforma do YouTube, que será divulgada em nossas redes sociais.

A declaração internacional da MMM está disponível abaixo e em anexo.

Saudações feministas,
Marcha Mundial das Mulheres

______

PELA PAZ E CONTRA A GUERRA:
Chamado para as 24 horas de ação de solidariedade feminista em todo o mundo

Neste sábado, 3 de junho de 2017, das 12h às 13h, una-se a nós em uma ação solidária pela paz em todo o mundo. Você pode se manifestar, escrever uma mensagem ou simplesmente tirar uma foto, gravar um vídeo e enviá-lo para nosso Facebook internacional (www.facebook.com/marchemondialedesfemmes) e envie-o para nosso e-mail: info@marchemondiale.org

Ser mulher é viver constantemente em guerra. Repetimos essa frase durante nossa 4ª Ação Internacional em 2015, ao falar sobre o que vivem as mulheres em seus lares, comunidades e territórios. Durante nosso 10º Encontro Internacional, em Maputo, em outubro de 2016, houve consenso sobre o fato de que a violência e o terrorismo estão se espalhando por todo o mundo a passos largos. A ofensiva conservadora e a militarização da vida cotidiana das mulheres passaram a ser uma tendência por todos os lados.

De norte a sul, de leste a oeste, as mulheres sofrem os efeitos e as consequências da ocupação territorial por parte dos regimes imperialistas coloniais, que subjugam os povos em condições sub-humanas, através de assassinatos e encarceramentos traumáticos, enquanto o resto do mundo contempla em silêncio. Isso é uma guerra.

Estamos sendo testemunhas da ascensão de governos de extrema direita em muitos países, que impõem um retrocesso nos direitos que foram conquistados graças às lutas populares pela justiça, liberdade e igualdade. Incitam a intolerância, o ódio e a guerra contra minorias, migrantes, negras, indígenas, incitam também a criminalização dos movimentos sociais e a repressão às mobilizações. Além disso, esses governos estão forçando a aplicação de agendas neoliberais muito mais radicais, que defendem os interesses de corporações transnacionais que apoiaram suas campanhas eleitorais.

Enfrentamos novas formas de colonialismo, em que esses governos, em conjunto com corporações transnacionais (TNC), invadem nações na África, Ásia e América Latina, realizando investimentos diretos e cooperação para o desenvolvimento. Essas corporações financiam eleições e manipulam governos nacionais, através de propina e outros “mecanismos de ajuda”, e sob o guarda-chuva dos Tratados de Livre Comércio e outras políticas neoliberais. Usurpam terras de camponeses, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas; desalojam famílias e comunidades inteiras, e as afastam de sua forma de ganhar a vida e dos recursos naturais, que são essenciais para a vida. Nesses contextos, as comunidades são obrigadas a suportar a extrema pobreza, a violência, o genocídio e o medo com relação ao seu presente e futuro. As mulheres pagam caro enquanto lutam para assegurar meios de sobrevivência para suas famílias, são exploradas em trabalhos não remunerados e muitas vezes acabam na prostituição ou em casamentos precoces, forçados, com um futuro embargado.

A militarização de nossas vidas passou a ser comum em todo o mundo. As superpotências produzem o armamento e o vendem a países que interessam economicamente. As nações africanas são seus mercados preferidos, principalmente os países da África Ocidental e outros, como República Centro-africana, a República Democrática do Congo e o Moçambique. Essas corporações fomentam a dívida ao vender armas aos governos nacionais, a milícias e grupos paramilitares, que criam guerras civis e ataques terroristas em todo o território.

Enquanto os povos lutam entre si, as TNC intensificam suas operações extrativistas e recuperam o pouco dinheiro que pagam em impostos na forma de pagamentos de dívida. Nessa conjuntura, os governos nacionais carecem de capacidade para oferecer serviços básicos, como saúde, educação, água e saneamento, moradia, transporte público; não há espaço para a construção de instituições democráticas. A violação dos direitos das mulheres e crimes gerais aumentam quando os sistemas judiciários só defendem e protegem os interesses das elites políticas e a impunidade das TNC. Isso é uma forma de guerra.
A democracia foi destruída e não é possível realizar eleições justas, o que mantém governos ditatoriais no poder durante muitos anos. Os direitos constitucionais e as leis são manipuladas e mudam conforme os interesses de algumas elites. Fomos testemunhas de prisões e assassinatos de militantes e do fechamento de suas organizações na Turquia, Burundi e em muitas outras partes do mundo. As instituições regionais e mundiais não conseguiram mediar os conflitos e nem fomentar a transparência e responsabilidade com relação à gestão pública. No lugar disso, seguem legitimando essas ditaduras.

Milhares de pessoas são forçadas a migrar. Vivemos em um período histórico de mobilidade das pessoas em busca de um lugar em que possam salvar a sua vida e a de suas famílias. A África é o continente que recebe o maior número de migrantes: crianças, mulheres e homens migram de zonas rurais a urbanas, e de um país a outro.
Milhares de migrantes da África e Oriente Médio morrem no Mar Mediterrâneo tentando chegar à Europa para escapar de toda brutalidade causada pela guerra, a fome e as perseguições provocadas pelas elites capitalistas. As migrantes vivem em condições muito vulneráveis e enfrentam todo tipo de discriminação: sua cidadania não é reconhecida, não têm acesso a empregos, não podem viver com suas famílias, estão expostas à fome, a doenças e a muitas outras coisas. As pessoas que migram são seres humanos com conhecimentos, cultura e valores, e têm um papel a desempenhar na construção de um mundo melhor para todas.

Nós, militantes da Marcha Mundial das Mulheres, chamamos a todas as militantes, companheiras e aliadas de todo o mundo para que se unam a nós em uma ação solidária pela paz, no sábado, 3 de junho, das 12h às 13h. Compartilhe suas mensagens e demandas pela paz, contra a guerra, pelos direitos das migrantes, pelas mulheres que vivem em territórios ocupados, e pelos povos afetados pelas TNC.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Roda de Conversa: “Mulheres da Agroecologia: com as mãos na resistência”.










Durante a Semana do Alimento Orgânico - "Produto Orgânico, melhor para a vida" - acontecerá uma Roda de Conversa: “Mulheres da Agroecologia: com as mãos na resistência”. Uma roda de conversa entre mulheres que produzem e consomem produtos agroecológicos. Após a roda de conversa haverá uma partilha de alimentos orgânicos.

Participantes confirmadas:
Andréa Schaeffer - Coletivo de Economia Solidária Somos Soma;
Camila Dellanhese Inácio - CSA-POA;
Isabel Cristina M. R. Dalenogare – Grupo Mulheres da Terra;
Ana Maria - UVAIA/UFRGS
Mediadora: Cíntia Barenho / MMM-RS

Realização: Grupo Mulheres da Terra do Assentamento Filhos de Sepé-Viamão/RS; Cooperativa Central dos Assentamentos (Coceargs); Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR-RS); EMATER/RS-ASCAR; Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria do Agronegócio, Pecuária e Irrigação do RS (DDPA/SEAPI); Marcha Mundial das Mulheres (MMM); Uvaia - UFRGS; Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA Porto Alegre)

Quando: 30/5/2017
Horário: 15:30
Local: Contraponto - Faculdade de Educação- UFRGS
Av. Paulo Gama, 110 – Porto Alegre/RS

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ação de base - Panfletagem no Humaitá/POA





Nesse sábado, a partir das 13h30min, a Frente Brasil Popular estará realizando uma atividade de panfletagem e diálogo com a população no bairro Humaitá.
Essa é iniciativa para que possamos enraizar a luta  da FBP nos bairros e periferias de Porto Alegre, articuladas com as lideranças comunitárias da região.

Essa atividade em especial foi proposta e organizada pela MMM junto com o movimento de mulheres da Frente e pretende fazer o recorte das mulheres, apresentando como as reformas trabalhista e da previdência afetam principalmente a nós!

Convocamos todas e todos a estarem presentes fortalecendo a luta contra o golpe e a retirada de direitos!

Quando: 20/05 (sábado)
Que horas: a partir das 13h30min
Ponto de encontro: EMEF Antônio Giudice, rua Caio Brandão de Melo n 1, Humaitá
Contatos: Maria do Carmo (993619985) e Alicia (993589061)



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Governo Temer: um ano de retrocesso para as mulheres

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Por Maria Júlia Montero*
Vivemos um momento de crise econômica. Diferente de tempos prósperos, hoje a burguesia mostra seu lado mais reacionário, propondo medidas para manter seu lucro: ataques aos direitos da classe trabalhadora, avanço sobre os territórios, aprofundamento do racismo (aumento do genocídio dos povos negro e indígena) e do patriarcado (mercantilização das mulheres, controle da sua função reprodutiva, maior exploração do trabalho feminino).
É nessa perspectiva que avaliamos o governo Temer: um governo neoliberal, alinhado às elites econômicas internacionais, que busca colocar em prática as políticas necessárias para que a burguesia mantenha seu lucro mesmo com a crise. Isso também atinge as mulheres.
Na votação do 18 de abril de 2016, já vimos a quem serviria o golpe: ao defenderem o impeachment, os deputados votavam “em nome de deus e da família”. Essa defesa passou a fazer parte da agenda do governo: Marcela Temer foi colocada como a “primeira dama ideal”, “bela, recatada, e do lar”. No 8 de março, Temer afirmou que as mulheres percebem melhor as alterações na economia porque vêem a diferença de preços no mercado, e que a responsabilidade do trabalho doméstico e cuidado das crianças é nossa. Recentemente, soltou a pérola de que, para não quebrar, “os governos precisam passar a ter marido”. Isso demonstra o projeto político golpista para as mulheres: somos feitas para não ter autonomia, e obedecer nossos maridos. O que ocorre agora vai na contramão dos direitos das mulheres.
Além dos comentários absurdos, o governo, já desde a composição do ministério, sinalizou qual o espaço que as mulheres teriam: nenhum. Um ministério sem mulheres é o retrato do governo golpista, pois é coerente com seu projeto político – e não esperávamos nada diferente de um golpe patriarcal, a serviço do capital e do imperialismo. Vale dizer, porém, que ministras de um governo golpista seriam igualmente golpistas, e não diminuiriam o caráter patriarcal do golpe. De fato: após as críticas, Temer chamou uma mulher para ocupar a “secretaria de mulheres”: Fátima Palaes, uma evangélica que faz cultos religiosos em seu gabinete e é contra o aborto.
Mas, porque dar tanta importância a esse discurso? Como disse no início, vivemos uma crise econômica. Isso significa corte de gastos públicos, incluindo os serviços de socialização dos cuidados – como hospitais e creches (lembram-se da “PEC da Morte”, que congela os investimentos em áreas sociais por 20 anos?). E é aí que entra o ideário da mulher “do lar”, que acaba por justificar a não divisão do trabalho doméstico e de cuidados com o Estado e com os homens. O trabalho gratuito das mulheres “substitui” os serviços públicos, pois elas cuidarão de crianças, doentes e idosos.
A idéia fixa de que devemos ficar em casa também serve para justificar o trabalho precário e baixos salários: afinal, se o lugar da mulher é em casa, e ela tem um marido que a sustente, porquê precisa de um salário igual ao do homem?
Falando em mercado de trabalho, não podemos esquecer das reformas da previdência e trabalhista. O governo Temer quer igualar a idade de aposentadoria entre homens e mulheres, o que é muito injusto. Somando o trabalho doméstico e o trabalho fora, trabalhamos cerca de 55h, e os homens, 50h. Dedicamos 21h por semana ao trabalho doméstico; os homens, 10h. Ou seja: trabalhamos mais. Ainda, somos maioria no emprego precário, informal, e ganhamos menos. Nada mais justo que nos aposentemos antes. Ao fazer com que tenhamos que trabalhar até os 65 anos, o governo consegue mais anos de mão de obra barata para as empresas.
A reforma trabalhista prevê que grávidas poderão trabalhar em ambientes insalubres, aumento da jornada de trabalho (lembra que trabalhamos mais?), parcelamento de férias, diminuição do horário do almoço, e aumenta o trabalho em regime de tempo parcial e temporário, em que as mulheres são maioria. Isso significa que iremos trabalhar até os 65 anos em condições extremamente ruins!
Para coroar, há a violência contra a mulher, que é uma forma de controle, pois só a ideologia patriarcal não é suficiente para nos manter subordinadas – por isso a necessidade da violência, realizada por homens e legitimada pelo Estado através da sua omissão. Essa área também sofreu retrocessos: em maio, Temer cortou 61% (de R$ 42,9 milhões para R$ 16,7 milhões) das verbas destinadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência; e reduziu em 54% (de R$ 11,5 milhões para R$ 5,3 milhões) o orçamento para políticas de incentivo à autonomia das mulheres.
Fica clara a intenção do governo golpista de nos manter em situação subordinada, nos transformando em um permanente exército de reserva de mão de obra barata e precarizada. Se todos esses retrocessos ocorreram em um ano, há de se imaginar o que nos aguarda caso essas reformas sejam aprovadas.  O que está em jogo é nosso futuro, e por isso é preciso que nos organizemos para barrar o governo Temer e seus retrocessos.
*Maria Júlia é militante da Marcha Mundial das Mulheres de São Paulo.
**Texto originalmente escrito para a revista “O Professor”, do Sinpro-ABC.


SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!
RESISTIR, INSISTIR E AVANÇAR

terça-feira, 25 de abril de 2017

As mulheres vão parar Caxias do Sul



dia 28 de abril as mulheres vão parar o Brasil



GREVE GERAL - As mulheres estão mobilizadas em todo o Estado. Vamos dizer basta de retrocessos!

Orientamos a todas as marchantes a se somar nas ações em seus municípios, nos bairros e vilas, nos trancaços e nas manifestações.
Em Porto Alegre, teremos 2 momentos de nos juntarmos no centro da cidade.
dia 26/4 - vamos nos juntar ao mutirão de panfletagem no centro da cidade  e nos bairros e vilas, nossa concentração será ás 12hs no Largo Glênio Peres.

dia 28/4 - 12hs na esquina democrática inicia concentração para o grande ato unificado do dia! 

Vistam suas camisetas, vamos carregar nossas latas, faixas e bandeiras, vamos fazer deste dia um marco na história do país.




Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!





segunda-feira, 24 de abril de 2017

24 de abril: Dia internacional de Ação Feminista



 24 de abril  - MMM contra a Reforma da Previdência!


No dia 24 de abril de 2017, as mulheres da Marcha Mundial organizam em todo o mundo ações contra a ofensiva das empresas transnacionais sobre nossos trabalhos e vidas.

No Brasil, faremos desta data um dia de luta das mulheres contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista de Temer, rumo à greve geral do 28 de abril.

Ação Nacional  - acompanhe as atividades estaduais pelo evento: https://www.facebook.com/events/281424122308773/  

Aqui no RS decidimos nos somar as ações das companheiras nas redes e nos preparar para uma forte atuação durante o dia da greve geral, dia 28/4.
Orientamos a todas a se somar nas ações em seus bairros e vilas, trancaços e manifestações, teremos 2 momentos de nos juntarmos no centro da cidade.
dia 26/4 - vamos nos juntar ao mutirão de panfletagem no centro da cidade  e nos bairros e vilas, nossa concentração será ás 12hs no Largo Glênio Peres.
dia 28/4 - 12hs na esquina democrática inicia concentração para o grande ato unificado do dia! tragam suas latas, faixas e bandeiras, vamos fazer deste dia um marco na história do país.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
  
Aqui os materiais para baixar e usar nas redes sociais.






sexta-feira, 21 de abril de 2017

24 DE ABRIL: DIA INTERNACIONAL DE AÇÃO FEMINISTA!



No dia 24 de Abril, relembramos o massacre ocorrido em Rana Plaza, Bangladesh. Em 2013, cerca de mil mulheres foram feridas ou perderam suas vidas devido ao colapso do edifício onde trabalhavam em condições desumanas por um salário imoral. Nós, militantes da Marcha Mundial das Mulheres, em solidariedade unimos nossas vozes para denunciar a ganância do capitalismo, a exploração e expropriação do trabalho produtivo que, de diversas formas, acontece diariamente em nossas vidas.
O capitalismo se reestrutura permanentemente usando os mesmos mecanismos violentos de acumulação que estão em sua origem: a apropriação das terras e da natureza, a exploração do trabalho, o controle sobre o corpo das mulheres, a violência e o poder militar. Esse sistema manifesta-se de forma diretamente articulada com o neocolonialismo e o patriarcado.
As corporações organizam a sua produção e toda a cadeia de valor de forma distribuída pelo mundo, tendo como alvo os países do sul global, considerados “paraísos fiscais” onde a mão de obra é barata. Contudo, a força de trabalho só pode ter menos custo quando não são garantidos os direitos das/os trabalhadoras/es. Mulheres, principalmente negras, asiáticas e/ou imigrantes enfrentam, inclusive nos países do norte, condições precárias de trabalho, longas jornadas e recebem os salários mais baixos.
Por causa da usurpação de terras das comunidades, da transformação da agricultura familiar em agricultura para exportação, do desmatamento, da contaminação dos rios resultante das atividades das transnacionais, a situação para as mulheres é de ausência dos recursos básicos para manter o bem-estar cotidiano das famílias e comunidades, ter acesso a alimentos saudáveis e água. Passamos, assim, a depender do mercado para poder ter alimentos e, se que não temos poder de compra, caminhamos longas distâncias para procurar água. A presença das corporações nas comunidades forma uma classe de trabalhadores emigrantes urbanos - na sua maioria composta por homens - que impulsiona a prostituição, casamentos prematuros e ou outras formas de controle da sexualidade das mulheres como alternativa para as dificuldades financeiras que as mulheres e suas comunidades enfrentam.
A indústria alimentar que defende e produz alimentos geneticamente modificados (GMO) instalou-se nos nossos mercados. Para ela, a aparência dos alimentos tem mais importância do que sua qualidade nutricional, e assim vemos a nossa saúde e bem-estar gravemente afetados. As indústrias da moda e da tecnologia, através da manipulação midiática para o consumo acelerado, produzem diariamente necessidades superficiais e nos vendem a ideia de que o consumo nos dá um status elevado, serve como forma de relaxamento e culto à nossa autoestima. Contestamos a falsa ideia de que “ser mulher” se sustenta na quantidade e no custo do que se compra.
Este contexto que afeta diariamente as mulheres surge como consequência do chamado “livre comércio” - que não é uma novidade, e também nada tem de livre. Os Tratados de Livre Comércio (TLCs) são instrumentos que estabelecem regras muito rígidas, formuladas através de um processo extremamente antidemocrático e que tem como objetivo tornar estas regras irreversíveis, para que assim as empresas transnacionais ampliem seu poder sobre nossas vidas, o controle sobre as políticas dos Estados e a exploração da força de trabalho das mulheres. Com os TLCs, as corporações querem se apropriar cada vez mais do conhecimento produzido historicamente pelos povos. Querem patentear a vida, as sementes, o conhecimento – e ter o monopólio destas patentes por mais tempo. São exemplos de TLC: o acordo Transpacífico (TPP), o Transatlântico (TTIP) e o acordo sobre comércios e serviços (TISA). 
Nós mulheres lutamos contra os TLCs porque esses acordos são muito mais do que simples regulações do comércio entre países: são estratégias de dominação das pessoas. Eles ampliam o alcance do mercado, aprofundam as desigualdades entre os países e entre os povos. Eles colocam em perigo a sustentabilidade da vida na terra pela destruição que causam à camada do ozônio, à biodiversidade terrestre e marinha e ainda pela ganância desmedida em conquistar e explorar a Lua e outros planetas. As transnacionais contam com a impunidade: violam os direitos humanos, contaminam a natureza, os nossos corpos e seguem impunes. Elas mudam de nome, marca e deslocam o lugar de sua produção conforme seja melhor para seus lucros.
Quando enfrentamos o livre comércio, estamos questionando um modelo de desenvolvimento que, na sua combinação do machismo e do racismo no mercado capitalista, beneficia apenas uma pequena elite. Denunciamos as estratégias de avanço permanente do capital sobre os territórios e a biodiversidade dos países do sul. Denunciamos a financeirização da vida.
Nos, mulheres da MMM, reafirmamos o 24 de Abril como uma data de resistência e luta contra o poder e impunidade das TLCs e contra todas as formas de exploração capitalista neoliberal. Convidamos nossas militantes e aliados a se unirem nessa reflexão-ação sobre o seu contexto específico, incorporando suas lutas locais nesta discussão mais ampla. O nosso questionamento é o fundamento para as alternativas que estamos construindo com base na soberania alimentar, agroecologia e economia solidária. Defendemos o trabalho como um espaço para a liberdade daquelas que são produtoras e suas consumidoras/res.
A nossa ação nos fortalece e impulsiona as lutas e resistências na diversidade de mulheres que somos e representamos local e internacionalmente. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Reunião da Executiva Estadual e MMM Porto Alegre

Companheiras,
Estamos vivendo um momento muito complicado, onde temos um acúmulo grande de tarefas cotidianas, representações pela MMM que exige estarmos muito conectadas na conjuntura, além de assumirmos compromissos com as decisões coletivas. Além disto temos várias mulheres novas vindo pra Marcha, o que aumenta nossa responsabilidade em organizar nossos debates, atividades formativas e estarmos com nossos materiais e batucada sempre preparadas pra sair pras ruas a qualquer momento.

Nesse clima que estamos convidando a todas que puderem estar, para um reunião conjunta da Executiva Estadual com a MMM Porto Alegre, que acontecerá na próxima quinta, dia 13 de abril, em Porto Alegre. As marchantes, de núcleos da MMM da Metropolitana que quiserem participar, serão bem vindas.

Quando: 13 de abril - quinta
Hora: das 18:30 às 20:30
Local: Sindbancários - rua Gen Câmara, 464 - sala de reuniões - 2º andar

Pauta:

- Relato da Reunião Nacional da MMM
- 24h de Ação Feminista
- Agendas para o próximo período

Muito importante a presença das marchantes para termos um movimento feminista cada vez mais forte.

Seguiremos em Marcha até que todas Sejamos Livres

Violência contra a mulher não é entretenimento

Publicado por Camila Vaz
Texto de Leilane Menezes
Violncia contra a mulher no entretenimento
A pipoca está pronta e a família se aconchega no sofá. A diversão vai começar. Na tela, o personagem de José Mayer, o estereótipo do machão assediador, dá uma bofetada no rosto da mulher com quem se casou na ficção. Um dos olhos dela fica roxo.
Sem qualquer mal-estar, papai, mamãe e filhinhos acompanham a história. Uma outra personagem, também mulher, ri da cara da vilã que apanhou. “Tá de óculos por que, Magnólia?”, ela zomba.
A mensagem é clara: tudo bem bater em uma mulher, se ela merecer. Se ela for vilã, vadia, mimada, chata, traidora ou louca vamos, inclusive, vibrar quando a mão pesada masculina mirar seu rosto.
É um exercício diário de justificar o injustificável. Cena a cena, transforma-se a violência contra as mulheres em uma atrocidade palatável a qual vemos na TV, como se fosse um show de calouros ou programa de culinária.
Acabou a novela, é hora do BBB. Se o faz de conta não nos revolta, quem sabe a realidade faça esse papel? Errado. Na tela, um homem de 40 e poucos anos agride com palavras uma mulher de 20. Berra com ela, nariz com nariz, bota o dedo na cara da namorada, que, visivelmente acuada e silenciada, deita-se em posição fetal debaixo do cobertor.
Especialmente quando um dos lados é mais forte fisicamente, um dedo em riste significa muito. O rapaz mina a autoestima da companheira de confinamento. Diz que sua maior qualidade é “transar legal” e a destrata diariamente. Na base do grito, novamente, a oprime diante da audiência nacional, que, passiva, não se assombra com a gravidade da violência transmitida como um show bizarro.
Uma das participantes chega a dizer: “A Emilly tem que levantar o bracinho e mostrar aquele roxo embaixo do braço”, sugerindo a violência física.
As outras mulheres da casa temem pela própria segurança. Afinal, estão ali trancadas com um agressor. “Violência verbal também é violência”, lembra uma delas. E ela está correta: a Lei Maria da Penha prevê punição a quem comete violência psicológica e verbal.
A violência psicológica é definida no artigo , inciso II, da Lei Maria da Penha como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Essa não foi a primeira nem será a última vez em que assistimos um relacionamento abusivo ser romantizado em rede nacional.
Como bem lembrou Luana Piovani esta semana, dois meses depois de bater na atriz, Dado Dolabella ganhou o prêmio máximo de um reality show. A TV se transforma em espelho e reflete a imagem e semelhança de quem está do outro lado.
A promotora do Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) Liz-Elainne Mendes chama a atenção para o fato de que canais de rádio e TV operam concessões públicas e por isso estão sujeitos à regulamentação e fiscalização.
“A mídia tem poder de reforçar o machismo e os estigmas aos quais as mulheres estão expostas. Quando a violência contra a mulher é mostrada sem nenhum contexto de conscientização, isso causa prejuízos sociais e comunitários. Há uma violência simbólica e ostensiva sendo praticada”, explica a promotora.
Para entender mais sobre a responsabilidade da mídia na espetacularização da violência contra a mulher, é possível assistir o documentário “Quem matou Eloá”, de Lívia Perez.
Em 2008, Lindemberg Alves, de 22 anos, invadiu o apartamento da ex-namorada, Eloá Pimentel, 15, armado, mantendo-a refém por cinco dias.
O crime foi amplamente transmitido pelos canais de TV. A apresentadora Sonia Abrão, inclusive, entrevistou o sequestrador ao vivo. “Quem matou Eloá?” traz uma análise crítica sobre a abordagem da mídia televisiva nos casos de violência contra a mulher, revelando um dos motivos pelo qual o Brasil é o quinto no ranking de países que mais matam mulheres.
Fonte: Metropoles

quarta-feira, 5 de abril de 2017

MMM Repudia Misoginia da BM em Cachoeirinha/RS



Marcha Mundial das Mulheres denuncia e repudia a violência misógina da Brigada Militar contra as professoras em Cachoeirinha - RS

A Marcha Mundial das Mulheres condena a violência e a tortura utilizada pela Brigada Militar, aparato repressivo e policial do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. No dia 30 de março de 2017, na frente da Câmara de Vereadores durante votação fechada do chamado Pacote de Ajuste Fiscal do Prefeito Miki Breier (PSB). A BM chamada pelo presidente da Câmara e com apoio do Prefeito, em uma ação de extremada violência, utilizando bombas de gás, cassetetes, balas de borracha, armas de choque e até cadeiras, foi realizada   contra as professoras, professores, servidores e servidoras do município de Cachoeirinha/RS partiu para retirar da frente e de dentro das dependências da “casa do povo” aqueles que se encontravam protestando e em luta por melhores condições de trabalho e vida. Esta atos de desmedida violência pode ser conferida em diversos vídeos que circulam na internet, inclusive pela grande imprensa.

Nós militantes feministas repudiamos o ataque ao direito mais do que legítimo de greve, único instrumento das trabalhadoras e dos trabalhadores no sistema capitalista para melhorar suas condições de trabalho. No último ano, com a desculpa da crise econômica e de um ajuste fiscal nas contas de todos os governos, nossos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais estão sendo cortados como se fossem privilégios. Reafirmamos que salário digno e condições de trabalho decentes, aposentadoria, educação e saúde para todos e todas são direitos humanos e não vamos recuar de denunciar e lutar pela manutenção dos avanços conquistados.

REPUDIAMOS veemente a prática de tortura, com requintes de misoginia, sofrido pela professora V dentro da Câmara de Vereadores, onde recebeu uma descarga de arma Taser em um dos seus mamilos, não contente em ver uma mulher se contorcendo de dor, ele repete o ato no outro mamilo deixando bem nítido o componente de humilhação, de ódio, de misoginia contra uma das mulheres que ali se atreviam a gritar contra a ação policial pedindo que parassem de bater nos colegas.

Às vésperas do dia em que lembramos o golpe civil militar sofrido no Brasil em 1964, os 22 anos de Ditadura (que nos recusamos e esquecer ou ignorar), que torturou e matou aqueles e aquelas que lutaram por voltar a viver num país com Democracia plena, não há como não indignar-se com tal ação de uma polícia que serve mais para reprimir manifestante por liberdades e direitos do que para servir como um setor de serviços, gestão e promoção da necessária segurança pública em nosso estado.

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Cada vez mais o Estado criminaliza as lutas sociais, as lutas por direito a terra, ao trabalho decente, ao transporte, a moradia a saúde, a comunicação e a educação pública impondo políticas neoliberais que transformam pessoas e seus direitos básicos em mercadorias, com todo um aparato policialesco militar que só aumenta a violência no campo e na cidade.

Lutar não é crime!!
Pelo fim da Militarização da Polícia
Por uma Polícia Cidadã que defenda todas e todos!

Fora Temer
Fora Sartori
Fora Miki

Feminismo em marcha para mudar a vida das mulheres!
Feminismo em marcha para mudar o mundo


Solicitamos a todos os movimentos feministas e de mulheres, movimentos sociais e populares, entidades, sindicatos, partidos políticos e defensores dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras que concordam e lutam com o conteúdo desta nota pública, que enviem suas assinaturas para nossos contatos.


Marcha Mundial das Mulheres
Facebook: www.facebook.com/MarchaMundialRS/

Assinam conosco:

CLADEM Brasil
VEREADORA NENA KRONBAUER - PT Cândido Godói RS
MARA FELTES - Executiva da CUT Nacional
LILIANE MARIA VIERO COSTA - Professora
CAROLINE FLORES - Coletivo Esteio da Esquerda
ANGELA CORDOVA - Depto Feminino UAB 
ALBERT SANSANO - Sec Exec do Conselho Intern do Fórum Mundial da Educação/FME
EWELIN CANIZARES - Coletivo Inclusivas
LAURA SANTOS ROCHA - Vice-presidenta Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS
MÃE ROSE - Centro Africano Oya Timboa
ANA PAULA GARCIA BATISTA - Servidora da UFRGS
RITA SANCO -  Ex-Prefeita do PT em Gravataí/RS
VITÓRIA BERNARDES - Psicóloga, Coletivo Inclusivas
TELASSIM LEWANDOWSKI - Secretaria de mulheres do PT/RS
IRIS DE CARVALHO - Diretora de Gênero e Diversidade/CPERS Sindicato
ANGELA MARIA SOUZA -  Coletivo Marias Bonitas Fazendo História
BEATRIZ PRESTES -Servido Pública do RS
CECILIA KAMINSKI - AETMV e ATAPIV
JOANA ALVES STEDILE - Estudante de Pedagogia UFRGS
MARZIE DAMIN - Psicóloga e professora
PAULO DE TARSO CARNEIRO -  Servidor público federal aposentado
MARIA ELISABETE GOMES DA SILVA - Professora educação especial


Maria Elisabete Gomes da Silva 
Professora ED. ESPECIAL .


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