terça-feira, 25 de abril de 2017

As mulheres vão parar Caxias do Sul



dia 28 de abril as mulheres vão parar o Brasil



GREVE GERAL - As mulheres estão mobilizadas em todo o Estado. Vamos dizer basta de retrocessos!

Orientamos a todas as marchantes a se somar nas ações em seus municípios, nos bairros e vilas, nos trancaços e nas manifestações.
Em Porto Alegre, teremos 2 momentos de nos juntarmos no centro da cidade.
dia 26/4 - vamos nos juntar ao mutirão de panfletagem no centro da cidade  e nos bairros e vilas, nossa concentração será ás 12hs no Largo Glênio Peres.

dia 28/4 - 12hs na esquina democrática inicia concentração para o grande ato unificado do dia! 

Vistam suas camisetas, vamos carregar nossas latas, faixas e bandeiras, vamos fazer deste dia um marco na história do país.




Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!





segunda-feira, 24 de abril de 2017

24 de abril: Dia internacional de Ação Feminista



 24 de abril  - MMM contra a Reforma da Previdência!


No dia 24 de abril de 2017, as mulheres da Marcha Mundial organizam em todo o mundo ações contra a ofensiva das empresas transnacionais sobre nossos trabalhos e vidas.

No Brasil, faremos desta data um dia de luta das mulheres contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista de Temer, rumo à greve geral do 28 de abril.

Ação Nacional  - acompanhe as atividades estaduais pelo evento: https://www.facebook.com/events/281424122308773/  

Aqui no RS decidimos nos somar as ações das companheiras nas redes e nos preparar para uma forte atuação durante o dia da greve geral, dia 28/4.
Orientamos a todas a se somar nas ações em seus bairros e vilas, trancaços e manifestações, teremos 2 momentos de nos juntarmos no centro da cidade.
dia 26/4 - vamos nos juntar ao mutirão de panfletagem no centro da cidade  e nos bairros e vilas, nossa concentração será ás 12hs no Largo Glênio Peres.
dia 28/4 - 12hs na esquina democrática inicia concentração para o grande ato unificado do dia! tragam suas latas, faixas e bandeiras, vamos fazer deste dia um marco na história do país.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
  
Aqui os materiais para baixar e usar nas redes sociais.






sexta-feira, 21 de abril de 2017

24 DE ABRIL: DIA INTERNACIONAL DE AÇÃO FEMINISTA!



No dia 24 de Abril, relembramos o massacre ocorrido em Rana Plaza, Bangladesh. Em 2013, cerca de mil mulheres foram feridas ou perderam suas vidas devido ao colapso do edifício onde trabalhavam em condições desumanas por um salário imoral. Nós, militantes da Marcha Mundial das Mulheres, em solidariedade unimos nossas vozes para denunciar a ganância do capitalismo, a exploração e expropriação do trabalho produtivo que, de diversas formas, acontece diariamente em nossas vidas.
O capitalismo se reestrutura permanentemente usando os mesmos mecanismos violentos de acumulação que estão em sua origem: a apropriação das terras e da natureza, a exploração do trabalho, o controle sobre o corpo das mulheres, a violência e o poder militar. Esse sistema manifesta-se de forma diretamente articulada com o neocolonialismo e o patriarcado.
As corporações organizam a sua produção e toda a cadeia de valor de forma distribuída pelo mundo, tendo como alvo os países do sul global, considerados “paraísos fiscais” onde a mão de obra é barata. Contudo, a força de trabalho só pode ter menos custo quando não são garantidos os direitos das/os trabalhadoras/es. Mulheres, principalmente negras, asiáticas e/ou imigrantes enfrentam, inclusive nos países do norte, condições precárias de trabalho, longas jornadas e recebem os salários mais baixos.
Por causa da usurpação de terras das comunidades, da transformação da agricultura familiar em agricultura para exportação, do desmatamento, da contaminação dos rios resultante das atividades das transnacionais, a situação para as mulheres é de ausência dos recursos básicos para manter o bem-estar cotidiano das famílias e comunidades, ter acesso a alimentos saudáveis e água. Passamos, assim, a depender do mercado para poder ter alimentos e, se que não temos poder de compra, caminhamos longas distâncias para procurar água. A presença das corporações nas comunidades forma uma classe de trabalhadores emigrantes urbanos - na sua maioria composta por homens - que impulsiona a prostituição, casamentos prematuros e ou outras formas de controle da sexualidade das mulheres como alternativa para as dificuldades financeiras que as mulheres e suas comunidades enfrentam.
A indústria alimentar que defende e produz alimentos geneticamente modificados (GMO) instalou-se nos nossos mercados. Para ela, a aparência dos alimentos tem mais importância do que sua qualidade nutricional, e assim vemos a nossa saúde e bem-estar gravemente afetados. As indústrias da moda e da tecnologia, através da manipulação midiática para o consumo acelerado, produzem diariamente necessidades superficiais e nos vendem a ideia de que o consumo nos dá um status elevado, serve como forma de relaxamento e culto à nossa autoestima. Contestamos a falsa ideia de que “ser mulher” se sustenta na quantidade e no custo do que se compra.
Este contexto que afeta diariamente as mulheres surge como consequência do chamado “livre comércio” - que não é uma novidade, e também nada tem de livre. Os Tratados de Livre Comércio (TLCs) são instrumentos que estabelecem regras muito rígidas, formuladas através de um processo extremamente antidemocrático e que tem como objetivo tornar estas regras irreversíveis, para que assim as empresas transnacionais ampliem seu poder sobre nossas vidas, o controle sobre as políticas dos Estados e a exploração da força de trabalho das mulheres. Com os TLCs, as corporações querem se apropriar cada vez mais do conhecimento produzido historicamente pelos povos. Querem patentear a vida, as sementes, o conhecimento – e ter o monopólio destas patentes por mais tempo. São exemplos de TLC: o acordo Transpacífico (TPP), o Transatlântico (TTIP) e o acordo sobre comércios e serviços (TISA). 
Nós mulheres lutamos contra os TLCs porque esses acordos são muito mais do que simples regulações do comércio entre países: são estratégias de dominação das pessoas. Eles ampliam o alcance do mercado, aprofundam as desigualdades entre os países e entre os povos. Eles colocam em perigo a sustentabilidade da vida na terra pela destruição que causam à camada do ozônio, à biodiversidade terrestre e marinha e ainda pela ganância desmedida em conquistar e explorar a Lua e outros planetas. As transnacionais contam com a impunidade: violam os direitos humanos, contaminam a natureza, os nossos corpos e seguem impunes. Elas mudam de nome, marca e deslocam o lugar de sua produção conforme seja melhor para seus lucros.
Quando enfrentamos o livre comércio, estamos questionando um modelo de desenvolvimento que, na sua combinação do machismo e do racismo no mercado capitalista, beneficia apenas uma pequena elite. Denunciamos as estratégias de avanço permanente do capital sobre os territórios e a biodiversidade dos países do sul. Denunciamos a financeirização da vida.
Nos, mulheres da MMM, reafirmamos o 24 de Abril como uma data de resistência e luta contra o poder e impunidade das TLCs e contra todas as formas de exploração capitalista neoliberal. Convidamos nossas militantes e aliados a se unirem nessa reflexão-ação sobre o seu contexto específico, incorporando suas lutas locais nesta discussão mais ampla. O nosso questionamento é o fundamento para as alternativas que estamos construindo com base na soberania alimentar, agroecologia e economia solidária. Defendemos o trabalho como um espaço para a liberdade daquelas que são produtoras e suas consumidoras/res.
A nossa ação nos fortalece e impulsiona as lutas e resistências na diversidade de mulheres que somos e representamos local e internacionalmente. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

Reunião da Executiva Estadual e MMM Porto Alegre

Companheiras,
Estamos vivendo um momento muito complicado, onde temos um acúmulo grande de tarefas cotidianas, representações pela MMM que exige estarmos muito conectadas na conjuntura, além de assumirmos compromissos com as decisões coletivas. Além disto temos várias mulheres novas vindo pra Marcha, o que aumenta nossa responsabilidade em organizar nossos debates, atividades formativas e estarmos com nossos materiais e batucada sempre preparadas pra sair pras ruas a qualquer momento.

Nesse clima que estamos convidando a todas que puderem estar, para um reunião conjunta da Executiva Estadual com a MMM Porto Alegre, que acontecerá na próxima quinta, dia 13 de abril, em Porto Alegre. As marchantes, de núcleos da MMM da Metropolitana que quiserem participar, serão bem vindas.

Quando: 13 de abril - quinta
Hora: das 18:30 às 20:30
Local: Sindbancários - rua Gen Câmara, 464 - sala de reuniões - 2º andar

Pauta:

- Relato da Reunião Nacional da MMM
- 24h de Ação Feminista
- Agendas para o próximo período

Muito importante a presença das marchantes para termos um movimento feminista cada vez mais forte.

Seguiremos em Marcha até que todas Sejamos Livres

Violência contra a mulher não é entretenimento

Publicado por Camila Vaz
Texto de Leilane Menezes
Violncia contra a mulher no entretenimento
A pipoca está pronta e a família se aconchega no sofá. A diversão vai começar. Na tela, o personagem de José Mayer, o estereótipo do machão assediador, dá uma bofetada no rosto da mulher com quem se casou na ficção. Um dos olhos dela fica roxo.
Sem qualquer mal-estar, papai, mamãe e filhinhos acompanham a história. Uma outra personagem, também mulher, ri da cara da vilã que apanhou. “Tá de óculos por que, Magnólia?”, ela zomba.
A mensagem é clara: tudo bem bater em uma mulher, se ela merecer. Se ela for vilã, vadia, mimada, chata, traidora ou louca vamos, inclusive, vibrar quando a mão pesada masculina mirar seu rosto.
É um exercício diário de justificar o injustificável. Cena a cena, transforma-se a violência contra as mulheres em uma atrocidade palatável a qual vemos na TV, como se fosse um show de calouros ou programa de culinária.
Acabou a novela, é hora do BBB. Se o faz de conta não nos revolta, quem sabe a realidade faça esse papel? Errado. Na tela, um homem de 40 e poucos anos agride com palavras uma mulher de 20. Berra com ela, nariz com nariz, bota o dedo na cara da namorada, que, visivelmente acuada e silenciada, deita-se em posição fetal debaixo do cobertor.
Especialmente quando um dos lados é mais forte fisicamente, um dedo em riste significa muito. O rapaz mina a autoestima da companheira de confinamento. Diz que sua maior qualidade é “transar legal” e a destrata diariamente. Na base do grito, novamente, a oprime diante da audiência nacional, que, passiva, não se assombra com a gravidade da violência transmitida como um show bizarro.
Uma das participantes chega a dizer: “A Emilly tem que levantar o bracinho e mostrar aquele roxo embaixo do braço”, sugerindo a violência física.
As outras mulheres da casa temem pela própria segurança. Afinal, estão ali trancadas com um agressor. “Violência verbal também é violência”, lembra uma delas. E ela está correta: a Lei Maria da Penha prevê punição a quem comete violência psicológica e verbal.
A violência psicológica é definida no artigo , inciso II, da Lei Maria da Penha como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Essa não foi a primeira nem será a última vez em que assistimos um relacionamento abusivo ser romantizado em rede nacional.
Como bem lembrou Luana Piovani esta semana, dois meses depois de bater na atriz, Dado Dolabella ganhou o prêmio máximo de um reality show. A TV se transforma em espelho e reflete a imagem e semelhança de quem está do outro lado.
A promotora do Núcleo de Direitos Humanos do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) Liz-Elainne Mendes chama a atenção para o fato de que canais de rádio e TV operam concessões públicas e por isso estão sujeitos à regulamentação e fiscalização.
“A mídia tem poder de reforçar o machismo e os estigmas aos quais as mulheres estão expostas. Quando a violência contra a mulher é mostrada sem nenhum contexto de conscientização, isso causa prejuízos sociais e comunitários. Há uma violência simbólica e ostensiva sendo praticada”, explica a promotora.
Para entender mais sobre a responsabilidade da mídia na espetacularização da violência contra a mulher, é possível assistir o documentário “Quem matou Eloá”, de Lívia Perez.
Em 2008, Lindemberg Alves, de 22 anos, invadiu o apartamento da ex-namorada, Eloá Pimentel, 15, armado, mantendo-a refém por cinco dias.
O crime foi amplamente transmitido pelos canais de TV. A apresentadora Sonia Abrão, inclusive, entrevistou o sequestrador ao vivo. “Quem matou Eloá?” traz uma análise crítica sobre a abordagem da mídia televisiva nos casos de violência contra a mulher, revelando um dos motivos pelo qual o Brasil é o quinto no ranking de países que mais matam mulheres.
Fonte: Metropoles