quinta-feira, 1 de maio de 2008

Coordenadora Nacional da Marcha, NALU FARIAS esteve em Porto Alegre


Relato da Reunião com a Coordenadora Nacional da Marcha, Nalu Farias

Quando: 24 de abril, das 17:30 às 20h
Local: Sindicato dos Bancários
Presentes: Nalu, Denise, Analine, Catherine, Evelize, Gisela, Carmem, Marilise, Angela, Mercedes, Carla, Estela, Cristina e Cláudia

Pauta:
- sobre os desafios da MMM
- o que é estratégico de estarmos participando
- onde as militantes da Marcha tem que potencializar na sua militância.

Nalu apresentou a conjuntura histórica do movimento feminista no Brasil e no mundo e que originaram a organização da MMM nas décadas de 1980 e 1990.
Falou também do movimento feminista que se organizava, na década de 90, em torno das Conferências da ONU e de como foi construída a articulação para Pequin em 1995. É neste período que não acontecem mais atividades de massa, colocando as mulheres nas ruas.
Em outubro de 1999 acontece a primeira reunião de organização da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil, que surge como um movimento de base, de massas e permanente. A MMM surge como um instrumento de rearticularmos um campo de esquerda, contra o neoliberalismo e o tema do aborto voltou a pauta do movimento feminista que estava se reavivando. Os temas da Economia e do Mercado foram nos pautando como tema estruturante. Incorporamos uma cara própria, principalmente quando assumimos a agenda geral (junto com a CMS), a crítica a sociedade de mercado e batucada feminista.
Na seqüência apresentou os desafios da MMM nos âmbitos nacional e internacional, para o próximo período, citando dois pontos estratégicos:
- firmar a Marcha como movimento permanente e de massas;
- aproximar sempre mais lideranças nas formações sobre o feminismo.
O que devemos ter sempre como central na construção das análises para os nossos debates e formação:
- Não fragmentar o movimento, mas incorporar todos os debates (jovens, negras, lésbicas, mercantilização, desenvolvimento econômico, violência, prostituição, trabalho, sexualidade, aborto são os mais pautados).
- O elemento de classe é fundamental estar à frente das análises
- A opressão e a divisão sexual/social do trabalho (base material)
- Dar visibilidade para a opressão de classe e de gênero a que as mulheres estão sujeitas

No âmbito internacional:
- Autonomia econômica das mulheres;
- Violência sexista (mercantilização, aborto, autonomia do corpo);
- Acesso a bens comuns (sustentabilidade);
- Paz e desmilitarização
- Nos prepararmos para uma Ação Mundial em 2010 – numa plataforma que a gente consiga negociar nos nossos países – fazermos uma Marcha de uns 10 dias.

No âmbito Nacional:
- Pauta econômica – Política de Valorização do Salário Mínimo e Economia Solidária
- Violência e a Lei Maria da Penha (transformar num debate permanente e visibilizar as diferenças regionais nas políticas públicas)
- Aborto -> buscar a unidade no movimento feminista e questionar o modelo de sexualidade
- Mercantilização -> questionar os padroões, a utilização da imagem da mulher; valores mercantis

Após a apresentação dos pontos acima tivemos um debate entre as participantes, que novamente apontaram para a necessidade de iniciarmos um processo de formação feminista para dentro da MMM e também para fora, pautando as bandeiras de luta da marcha. Também a necessidade de demarcarmos posição em atos e manifestações públicas puxadas pela CMS e demais movimentos parceiros como Via Campesina, CUT etc.
Nalu chama a atenção para que possamos compreender a diversidade de mulheres que temos nos Estados e ainda que possamos trazer para a Marcha tanto as feministas dos movimentos só de mulheres como dos mistos. E que a Marcha possa exercer sua radicalidade e que esta possa dialogar no limite de cada uma. No tema do aborto temos ampliado consciências.E por último informa que há um projeto de uma publicação que possa trabalhar a formação e os temas de debates da Marcha, pois há muita demanda de formação pesada para dentro e fora da Marcha.

Resumo das reuniões que realizamos em Porto Alegre, no mês de abril

Resumo das reuniões que realizamos em Porto Alegre, no mês de abril

Quando: 11 de abril, das 18:30 às 20h
Local: Sindicato dos Bancários
Presentes: Joana, Cláudia, Angela, Eva, Raquel e Marilise, Justificaram – Eliane, Vânia, Paty e Analine
- Avaliamos o 8 de março em Porto Alegre e Caxias (municípios presentes).
Para as gurias de Porto Alegre a escolha do bairro Restinga foi muito importante não só porque a Marcha de Porto Alegre, realiza pela primeira vez uma atividade num bairro de periferia nesta data, mas também porque realizamos o 8 de março bem no meio da Esplanada da Restinga e lá montamos uma tenda com banca para realizarmos uma oficina sobre o tema da violência. Levamos um folder da Marcha sobre a violência e o folder do 8 de março 2008: Mulheres Feministas Anticapitalistas em Luta Por: Igualdade, Autonomia e Soberania Popular.
A escolha do bairro foi em função de no mês de janeiro a companheira Marlene, militante e delegada do OP, ter sido brutalmente assassinada. A ocorrência deste triste fato levou as mulheres do bairro a se reorganizarem novamente e nós da MMM de Porto Alegre, realizamos pela primeira vez oficina no 8 de março em uma comunidade de periferia. Avaliamos que a atividade foi muito boa e dela resultou que organizaremos com o grupo de mulheres um núcleo da Marcha. O sucesso da atividade também foi o de termos levado um número bom de companheiras da MMM de PoA. Participaram ao todo 26 pessoas. “as mulheres seus direitos, nada menos... aos homens, seus direitos nada mais”
Em Caxias do Sul, o ponto alto das atividades foi a pintura de um muro na cidade, fazendo um contraponto à Festa da Uva que usava só homens nas ilustrações alusivas às festividades deste ano. Lá também as gurias divulgaram uma carta questionando o lema da Campanha da Fraternidade deste ano, que é "Fraternidade e Defesa da Vida". De acordo com a nota, condenar o aborto é "relegar a responsabilidade da maternidade e das relações sexuais somente às mulheres".
- Economia Solidária e a MMM
-> Ângela relatou a participação da Marcha na IV Plenária de EPS que aconteceu em Brasília dia 29 de março, na qual ela foi a delegada representante da MMM-RS. Relata que as mulheres organizadas (muitas da Marcha) produziram um documento que foi distribuído e discutido nos trabalhos em grupo a partir dos eixos definidos para os trabalhos da IV plenária. (já tínhamos enviado este relato noutro informe). No momento da leitura da carta, todas as mulheres foram convidadas a subir no palco. Isso produziu um impacto positivo demonstrando uma enorme maioria de mulheres no plenário. Tudo isso acompanhando com músicas e palavras de ordem. Sobre os resultados, avaliamos como bastante positivo diante do estágio do debate sobre feminismo no interior da economia solidária, quais foram: 50% nas direções nacional e estaduais e criação do GT de Mulheres - Dos 10 grupos de discussão - 05 apresentaram proposta de GT de mulheres e 05 de GT de gênero.
Pontos negativos
A Plenária não conseguiu chegar ao final de todas as votações. Uma enorme celeuma no momento da votação sobre a composição da executiva marcou o encerramento da atividade. A tensão começou quando se aprovou que os movimentos sociais não poderiam fazer parte do Fórum Brasileiro de EPS. Um outro momento posterior, mais tenso, foi no instante da votação de composição da executiva. Existiam duas propostas: 01 - que mantinha a maioria de entidades nacionais na executiva (proposta da atual executiva) e a 02 - que garantia a participação de 70% dos empreendimentos. Na primeira votação, os defensores da proposta 01 não aceitaram a aprovação por contraste dos crachás. Foi pedido contagem dos votos. Na contagem dos votos o número de votantes ultrapassou em 65 votos acima dos 246 - quorum de delegados/as presentes. Isso fez a plenária implodir e assim terminar.
Os fóruns estaduais terão um papel determinante na recomposição do Fórum Brasileiro após esses fatos.
-> Lembramos às gurias presentes, que em nossa reunião de janeiro, tiramos como ação do GT de EPS se encarregar de organizar uma atividade de formação pra dentro da MMM no tema da economia feminista até maio. Para dar início a esta formação, será utilizado o caderno de textos que foi distribuído no Seminário Estadual de Economia, Feminismo e Desenvolvimento em 27 de outubro. O método será a leitura do texto“Diálogos entre a Economia Solidária e Economia Feminista” da Miriam Nobre (para todas as que quiserem). No Fórum Mundial de Educação a MMM RS participará de um painel e organizará uma oficina . Responsáveis: Ângela, Angelisa, Eliane, Joana e Denise. Na 4ª Feira de Economia Solidária do Mercosul – 15ª Feira Estadual de Cooperativismo temos a proposta de organizarmos uma oficina sobre o tema da divisão sexual do trabalho durante o evento. E por último também vamos organizar uma oficina da Marcha no Ened (Encontro Nacional de Estudantes do Direito) que acontecerá também em julho, em Caxias do Sul, onde Cláudia e Raquel ficaram responsáveis por organizar uma oficina.
1º de Maio
Para este ano teremos como eixos: A redução da Jornada de Trabalho sem redução de salários e Contra a Repressão aos Movimentos Sociais realizada pelo Gov. Yeda.
A atividade será Estadual e terá a concentração no Parque da Redenção (Parque Farroupilha). Os temas que vamos pautar é a Corrupção do Detran e a Privatização do Araújo Viana.

- Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe – 25 de julho
O Coletivo de Mulheres Negras estão organizando uma atividade para o dia 25 de julho, no Plenarinho e nos convidam a participar das reuniões de organização que acontecerão às terças (próxima reunião do Coletivo de Mulheres Negras será dia 29 de abril – sala Sarmento Leite – Assembléia Legislativa).

Nós da Marcha queremos fazer uma atividade de formação feminista e então tiramos como indicativo o dia 26 de julho, para não dividirmos o público e organizarmos uma atividade da Marcha.
As responsáveis por organizar a metodologia, dia, local etc, são a Tati, Pathy e Nenê e estão se somando também a Angela Comunal e a Antelina.

quarta-feira, 30 de abril de 2008




FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO - FME
TEMA: EDUCAÇÃO: ECONOMIA SOLIDÁRIA E ÉTICA PLANETÁRIA
DATA: 28 a 31 de maio de 2008 - Santa Maria – RS - Brasil

MOSTRA MUNDIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA - 26 a 31 DE MAIO DE 2008


Durante o FME (Fórum Mundial de Educação) em Santa Maria –RS – Brasil, haverá uma importante MOSTRA MUNDIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA dos EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS, das experiências Locais, Nacionais e Mundiais.
É um grande momento de integrar a teoria e a prática com o TEMA - EDUCAÇÃO: ECONOMIA SOLIDÁRIA E ÉTICA PLANETÁRIA.
Em anexo vão as orientações sobre a MOSTRA MUNDIAL DA ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA.
Com fraternas saudações e votos de bom trabalho e boa luta.

Ir. Lourdes Dill e Carmen Possebon
Coord. do Projeto Esperança/ Pelos Empreendimentos Solidários - Cooesperança



INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES PARA FME – Fórum Mundial Educação
Educação: Economia Solidária e Ética Planetária
Fone: 55 – 3218-1271
Site:
wwwforummundialeducacao.org/santamaria
E-mail:
fmesm@forummundialeducacao.org


A Mostra Mundial de Economia Solidária e uma das importantes atividades inseridas no FME (Fórum Mundial de Educação), como uma parte prática e interativa, ligada ao tema Central do FME. Este será um grande espaço de articulação Nacional e Internacional, que dará uma boa visibilidade na construção deste outro modelo de Desenvolvimento Solidário e Sustentável, para esta "OUTRA ECONOMIA QUE ACONTECE", através da Economia Solidária.
Com certeza, pela construção deste novo modelo passa necessariamente uma reeducação nas formas de organização do trabalho, na Educação, e Formação, na Produção, na Preservação do Meio Ambiente, na Comercialização Direta e na distribuição mais justa dos frutos do trabalho , bem como, na forma de consumir, fortalecendo um Comércio Justo e um Consumo Ético e Solidário, e na certeza de que "UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL" e "UMA OUTRA ECONOMIA ACONTECE".

INFORMAÇÕES PARA A MOSTRA MUNDIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA:
PROJETO ESPERANÇA/COOESPERANÇA
Rua Silva Jardim, 1704 - 97.010-490 - Santa Maria - RS - BRASIL
Fone/Fax: 55 3219-4599
Fone: 55 - 3223-0219 - Ramal 16
E.mail:
projespcooesp@terra.com.br / Site: www.esperancacooesperanca.org.br
E-mail: fmemostramundialeps@pop.com.br
Aqui é para quem vem expor.

É por isso que afirmamos com Provérbio Africano:
"MUITA GENTE PEQUENA, EM MUITOS LUGARES PEQUENOS,
FAZENDO COISAS PEQUENAS, MUDARÃO A FACE DA TERRA"

terça-feira, 11 de março de 2008


RELATO DO 8 DE MARÇO PELO ESTADO DO RS

E AS AÇÕES DE PROTESTO E SOLIDARIEDADE A LUTA DAS MULHERES CAMPONESAS

Em Porto Alegre:

5 de março - a MMM de Porto Alegre esteve junto com a Via Campesina num ato em protesto à entrega do Prêmio Ana Terra que a Coordenadoria da Mulher do Governo Yeda, entrega para as representantes dos Coredes e representantes do Governo, homenageando o próprio governo pelas políticas públicas para as mulheres que o estado não faz. Foi uma bela manifestação, que reuniu vários movimentos autônomos da juventude e da universidade.

7 de março – Pela manhã aconteceu o Seminário Mulher e Mídia, no qual, a companheira Euleutéria da MMM-RJ participou como painelista.

A tradicional Marcha Estadual reuniu mais de mil mulheres e aconteceu após a concentração e uma manifestação na Praça da Matriz, que fica em frente aos 3 poderes do RS, as representantes dos diversos movimentos sociais entregaram o Manifesto das Mulheres do estado do RS, contendo uma série de denúncias e reivindicações. Nós da MMM entregamos o nosso Manifesto em apoio às mulheres da Via Campesina, e saímos pelas ruas do centro da cidade gritando palavras de ordem que eram ajudadas pelos microfones. As gurias da Via Campesina também estavam presentes.

Nosso material MULHERES FEMINISTAS ANTICAPITALISTAS EM LUTA POR: IGUALDADE, AUTONOMIA E SOBERANIA POPULAR, pedia mudança radical na política que dirige a cidade de Porto Alegre e o estado do Rio Grande do Sul; Afirmação da Soberania Nacional e da necessidade de distribuir renda, para combater a pobreza no país; Afirmação e construção efetiva de ações que combatam a violência sexista; Consolidação da Política Nacional de Enfrentamento à violência contra mulher e implementação da Lei Maria

da Penha; defesa de um Salário Mínimo Nacional e de um Piso Salarial Regional dignos, que promovam o acesso das mulheres à renda proveniente do seu trabalho; Fortalecimento de mecanismos de geração de trabalho e renda, para as mulheres afrodescendentes, lésbicas, indígenas, chefes de família, jovens e acima de 40 anos; Implementação da Aposentadoria das Donas de Casa,

que um trabalho gratuito realizado dentro de casa, não é valorado na economia e é desconsiderado nas estatísticas; Defesa da Economia Solidária; Combate as empresas transnacionais donas dos desertos verdes de árvores exóticas que atuam com força no Rio Grande do Sul; Afirmação dos direitos sexuais e reprodutivos; direito ao corpo com a legalização do aborto; Combate a todas

as formas de preconceito; defesa de uma educação inclusiva, não sexista; combate à violência sexista, à mercantilização do corpo das mulheres, ao tráfico sexual; rechaço à violência e criminalização dos movimentos sociais, como ocorre no RS e em diversos estados brasileiros, como as ações promovidas pela policia gaúcha, em março de 2007 e 2008, contra as mulheres da via campesina.

8 de março - Participamos na parte da manhã do Seminário do grupo Utopia e Luta, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (surgiu em 2005, durante o Fórum Social Mundial, quando 42 famílias ocuparam o antigo prédio do INSS), no I Encontro de Mulheres do movimento. Ali firmamos compromisso e parcerias.

Na parte da tarde fomos até o bairro Restinga e lá montamos uma tenda com banca e realizamos uma oficina sobre o tema da violência, bem no meio da Esplanada da Restinga.

A escolha do bairro foi o fato de no mês de janeiro a companheira Marlene, militante e delegada do OP, ter sido brutalmente assassinada. A ocorrência deste triste fato levou as mulheres do bairro a se reorganizarem novamente e nós da MMM de Porto Alegre, realizamos pela primeira vez oficina no 8 de março em uma comunidade de periferia. Avaliamos que a atividade foi muito boa e dela resultou que organizaremos com o grupo de mulheres um núcleo da Marcha. O sucesso da atividade também foi o de termos levado um número bom de companheiras da MMM de PoA. Participaram ao todo 26 pessoas.

“as mulheres seus direitos, nada menos... aos homens, seus direitos nada mais”

NOTÍCIAS QUE VEM DO INTERIOR DO ESTADO:

CAXIAS

A Marcha Mundial de Mulheres, movimento formado por feministas, divulgou uma carta questionando o lema da Campanha da Fraternidade deste ano, que é "Fraternidade e Defesa da Vida". De acordo com a nota, condenar o aborto é "relegar a responsabilidade da maternidade e das relações sexuais somente às mulheres".
Para a integrante da Marcha em Caxias do Sul, Mariane Cecconelo, ao criticar o aborto, a Igreja acabou entrando em confronto com quem defende a prática. Ela explica que o movimento é a favor da legalização do aborto, pois se trata de um direito da mulher.

Conforme dados da Federação Internacional de Planejamento Familiar, em 2006, foram realizados um milhão de abortos induzidos.

Diretora da UNE em Caxias

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Caxias do Sul (UCS) terá uma programação relacionada às mulheres nesta semana. Os debates contarão com a diretora das Mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE), Ana Cristina Pimentel. Ela chega em Caxias amanhã e fica até quinta-feira.

Segundo o Coletivo de Mulheres Estudantes do DCE, o tema que centrará as atividades é Mulheres desconstruindo tabus. Além de debates, haverá atrações culturais.

MONTENEGRO

As atividades aconteceram no dia 7 de março, na Praça Rui Barbosa, no centro de Montenegro. Considerada extremamente positiva, tanto quanto a participação de entidades e movimentos sociais, como da comunidade que circulou pelo centro.

Da imprensa local:

Mulheres lembradas por seu dia (por William Szulczewski)

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, cuja data é esse sábado, dia 8, houve celebração antecipadamente na manhã desta sexta-feira, na Praça Rui Barbosa, em Montenegro. O grupo Marcha Mundial das Mulheres ocupou o espaço da manhã, com oficinas de instrumentos musicais, atividades culturais e distribuição de materiais informativos. As atividades foram organizadas pela própria Marcha, juntamente, com outras entidades. O evento teve como objetivo ressaltar as lutas e conquistas cotidianas, conforme explicou Simone Schäffer, uma das organizadoras da Marcha no município. A presidente da Associação Floresta Montenegrina, Maria Valderez, diz que foi uma boa iniciativa que aconteceu em Montenegro. "É válido ressaltar a importância da mulher. Mesmo assim muitos ainda não respeitam a mulher na sociedade de hoje", salienta.

O evento também contou com presenças masculinas. Entregando panfletos explicativos para mulheres e homens que passavam por ali, Cláudio Machado alega que as mulheres são extremamente importantes na sociedade. "Toda a mulher tem seu lugar na comunidade, por isso torço para que uma mulher assuma um cargo importante na política, para que então, seja mais valorizada", revela Cláudio. Jornal Ibiá, 8 de março de 2008.Montenegro


sexta-feira, 7 de março de 2008




TOTAL SOLIDARIEDADE A LUTA DAS


MULHERES DA VIA CAMPESINA!



Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, um dia de luta para mulheres de todo o mundo, as companheiras da Via Campesina cumprem o importante papel de denunciar a toda a sociedade gaúcha e brasileira os desmandos que o latifúndio e as transnacionais promovem no campo, numa ação que destaca o protagonismo das mulheres na luta por igualdade, autonomia e soberania popular.


Ao ocupar área ilegal de uma poderosa transnacional (Stora Enso), a ação das mulheres da Via Campesina questiona o sistema capitalista, que concentra terra e riquezas e aprofunda a miséria no campo e na cidade. A ação denuncia a ordem capitalista e machista que não reconhece e não valoriza o trabalho das mulheres no campo, relegando-as a um lugar de subordinação.


Repudiamos a ação da brigada militar gaúcha sob ordens do governo do estado do Rio Grande do Sul, comandado por Yeda Crusius, que agiu violentamente a serviço da ilegalidade operada pela transnacional.


Denunciamos a Brigada Militar que realizou um violento despejo, prendeu 800 mulheres, feriu mais 60. Tudo isso amparada por um "interdito proibitorio" que a empresa SOTRA ENZO, conseguiu com a "justiça" que autoriza a policia a fazer despejo sem mandato judicial, de qualquer de suas áreas ocupadas. É o estado brasileiro a serviço de uma empresa Finlandesa, que comete o crime de ter comprado 86 mil hectares de médios e grandes proprietários, na área de fronteira com Uruguay e Argentina o que é proibido por lei.


Denunciamos a invasão de forma violenta por um contingente da Brigada Militar ao acampamento das mulheres da Via Campesina na Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul (RS), onde centenas de agriculturas foram feridas e impedidas pelos policiais de receber atendimento médico.


Denunciamos que cerca de 250 crianças que estavam no acampamento foram separadas das mães e colocadas deitadas com as mãos na cabeça. Ferramentas de trabalho foram apreendidas e barracos os destruídos.


Denunciamos a prisão da companheira Irma Ostroski, detida covardemente ao realizar exames de corpo de delito, após ser agredida na ação violenta da polícia.


Exigimos a anulação da compra ilegal de terras pela Stora Enso na faixa de fronteira e sua expropriação para fins de reforma agrária; e pela retirada do projeto, da Câmara e do Senado, que propõe a redução da faixa de fronteira.


Dizer não à ação das transnacionais e ao agronegócio, é uma tarefa inadiável de todas e todos que lutam por um mundo de igualdade.


A NOSSA LUTA É TODO O DIA.


SOMOS MULHERES E NÃO MERCADORIA!!



Assista os vídeos:


Mulheres da Via Campesina Ocupam Stora Enso 1/2


http://br.youtube.com/watch?v=4g5V0VzPf28


Mulheres da Via Campesina Ocupam Stora Enso 2/2


http://br.youtube.com/watch?v=ZLu4QATtdJI