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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

PROGRAMAÇÃO TENDA DA SOLIDARIEDADE

Tenda da Solidariedade: “Somos todas Apodi”

Ação 24h da MMM, Chapada do Apodi, 2012.
A solidariedade entre as mulheres é uma das bases de sustentação do nosso feminismo. Ela nos une através dos continentes e da nossa diversidade. Nossa solidariedade está em movimento, se constrói na prática e nos fortalece como mulheres em marcha até que todas, absolutamente todas, sejamos livres.
“Somos todas Apodi” é a tenda que apresenta ações de solidariedade que realizamos no Brasil e em diversas partes do mundo. Esse nome é uma referência à nossa solidariedade ativa com as companheiras do Rio Grande do Norte que resistem ao agro e hidronegócio em seus territórios.
A programação das rodas de conversa atualiza as demandas de companheiras que vivenciam em seu cotidiano situações extremas de desigualdade econômica, militarização e controle de seus corpos, povos e territórios pelas forças do capitalismo patriarcal.
As rodas de conversa terão tradução consecutiva em português.
Programação
Dia 26, 20h – Tunísia e Marrocos
Na Tunísia, a revolta popular que se iniciou em janeiro de 2011 depôs o ditador Ben Ali  e inspirou revoltas em todo o mundo , sobretudo no mundo árabe. Enquanto as organizações progressistas, dentre elas associações feministas como ATFD e a central sindical UGTT, mantiveram-se nas ruas pela radicalização das reformas, o islamismo político e fundamentalista também se organizava ocupando o Congresso, o governo de transição e as ruas, o que colocou em cheque direitos fundamentais das mulheres e acelerou uma política econômica neoliberal. Mais recentemente o assassinato dos líderes políticos de esquerda Chokri Belaid e Mohamed Brahmi evidenciaram o método de sequestro da política pelo terror. Participam da roda de conversa Basma Khalfaoui e Souad Mahmoud, falando em francês.
No Marrocos, a emergência do movimento de contestação, em 20 de fevereiro de 2011, amplificou lutas sociais históricas, como as dos diplomados desempregados ou das mulheres afetadas pelas políticas de micro-crédito. A Monarquia respondeu com forte repressão, prisões políticas e o chamado de uma nova Constituição, que foi boicotado e teve baixa participação. No início deste mês de agosto, novas manifestações contra o rei Mohamed VI atravessaram o país, frente à sua decisão de libertar da prisão um confesso pedófilo espanhol. Participa da roda de conversa Khadija Rhamiri, falando em francês.
Dia 27, 19h30 – Cuba
Por mais de 50 anos, Cuba sofre um criminoso embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. Esse embargo tem como objetivo enfraquecer e isolar o país e tudo o que ele representa enquanto desafio aos preceitos do capitalismo patriarcal. As tentativas de deslegitimar a experiência cubana, por parte dos países do centro do capitalismo, se dão em meio à grave crise e retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Visibilizar a luta das mulheres cubanas na construção de outro modelo de vida é essencial para reforçar os laços da região e para construir processos de integração regional verdadeiramente calcados na solidariedade e complementariedade. Participam da roda de conversa Elpidia Moreno, Carla López e Maria del Carmen Barroso, falando espanhol.
Dia 28, 13h – Bangladesh
Em 24 de abril de 2013, um edifício onde funcionavam várias oficinas de costura de empresas internacionais desabou, deixando um saldo de mais de 1.000 mortes, a maioria mulheres. As trabalhadoras da indústria têxtil não têm direito à sindicalização, trabalham em péssimas condições, em longas jornadas e com salários baixíssimos (RS$70,00/mês). Ao mesmo tempo, o crescimento do fundamentalismo islâmico ligado ao Talibã ataca as mulheres que trabalham fora de casa, impõe o uso de véu e as punições da sharia. Participa da roda de conversa Salima Sultana, falando em inglês.
Dia 28, 19h30 – Grécia
Desde 2008, a crise econômica afeta severamente o povo na Grécia. E são as mulheres, jovens, pobres e imigrantes, que estão enfrentando a maior parte das consequências: desemprego, redução do investimento em políticas de bem-estar e aumento da violência sexista. Esse país vivenciou manifestações massivas para denunciar as falsas soluções impostas pelas elites e pelo poder financeiro de diversos países da Europa. Para fazer com que as vozes da resistência feminista a essa crise sejam escutadas, Dimitra Spanou participa desta roda de conversa, falando em inglês.
Dia 29, 13h – Sahara Ocidental
A República Árabe Saharaui Democrática tem grande parte de seu território ocupado pela Monarquia Marroquina, justamente a costa de pesca abundante e a zona de produção de fosfato. A população Saharaui divide-se entre a zona ocupada, uma estreita faixa de zona liberada e os acampamentos de refugiados no deserto na Argélia. As mulheres são ativas lutadoras pela autodeterminação de seu povo e de si próprias, inclusive nas zonas ocupadas que se sublevaram no acampamento de Gdeim Izik, no final do ano 2010. Apesar da União Africana e 80 países reconhecerem RASD, o governo brasileiro ainda não a reconhece. Participa da roda de conversa Chaba Siny, falando em espanhol.
Dia 29, 19h30 – República Democrática do Congo (RDC) e República Centro Africana (RCA)
O encerramento da Terceira Ação Internacional da MMM, em 2010, se deu em Bukavu, no leste da República Democrática do Congo. Esta região é marcada por décadas de um conflito armado que tem por trás interesses econômicos no controle das riquezas minerais e florestais da região. A violência sexual contra as mulheres é arma de guerra de uso corrente por todos os grupos armados, rebeldes, exército, e mesmo pelos capacetes azuis das Nações Unidas. Em 2013, a ofensiva de milícia ugandesa e da milícia M23 provocaram novas violações, assassinatos e deslocamentos de população. Participam da roda de conversa Adèle Kagarabi e Eudoxie Nziavake, falando em francês.
Um golpe de estado realizado pelo grupo armado Séléka mergulhou a República Centro Africana no caos, com assassinatos, pilhagens, violações e abusos sexuais e ausência total de Estado de direito. A fome, a sede e a falta de acesso a serviços de saúde, frente ao crescimento da malária, ameaçam milhares de pessoas, sobretudo mulheres e crianças que se refugiam do conflito em meio à floresta. Mais de 200 mil pessoas são refugiadas internas e 60 mil vão para outros países, a maioria para a RDC. A população Centroafricana se sente abandonada pela comunidade internacional frente à grave crise humanitária que enfrentam. Participa da roda de conversa Chantal Manzibahi, falando em francês.
More than 1000 women from 42 countries are gathering in Bukavu, Democratic Republic of Congo, for the closing event of the 3rd International Action of the World March of Women. The local members are celebrating in Marseilles, France, 17/10/2010
Mais de 100 mulheres de 42 países se reuniram em Bukavu, na República Democrática do Congo, para o encerramento da 3ª Ação Internacional da MMM, em 2010. Na foto, membras locais celebrando em Marselha, na França. Foto: Demotix
Dia 30, 13h – Palestina
O maior número de refugiados do planeta é formado por palestinos e palestinas, que ocupam hoje apenas 2% de seus territórios originais. A ação do Estado genocida de Israel conta com a conivência, apoio e financiamento de outros Estados poderosos, como os Estados Unidos, e gera muito lucro para a indústria armamentista. Ser militante, neste contexto, é um processo que altera profundamente a vida de cada uma das mulheres. A repressão, a prisão e até a tortura estão no horizonte de quem decide resistir a essa ocupação violenta e lutar pela palestina livre. Participa da roda de conversa Khitam Khatib, falando em inglês.
Fórum Social Mundial. Foto: Arquivo MMM.
Fórum Social Mundial Palestina Livre, 2012. Foto: Arquivo MMM.
Dia 30, 19h30 – Guatemala e Haiti
Em abril deste ano, teve início na Guatemala o julgamento do ditador Ríos Montt, acusado de comandar o genocídio do povo indígena ixil, nos anos 1980, incluindo atos sistemáticos de violência sexual. Considerado culpado, a sentença, entretanto, foi anulada pela Corte de Constitucionalidade. A Justiça prometeu retomar os debates e o julgamento até abril de 2014. Enquanto isto, os militares reagem de maneira ofensiva. Criminalizam as e os defensores dos direitos humanos, imputando-lhes crimes que não cometeram, as desqualificam publicamente e as ameaçam. Ao mesmo tempo, se intensifica a criminalização e as ameaças contra as comunidades que defendem seus territórios, e aos trabalhadores que resistem à privatização. Participam da roda de conversa Nancy Delgado, Gloria Esperanza e Sandra Morán, falando em espanhol.
O Haiti vive sob uma ocupação militar, gerando uma terrível ameaça ao direito de soberania. As forças estrangeiras ameaçam e violentam a população, praticam violência sexual contra as mulheres e geram uma situação de constante controle. Por terem imunidade, não são punidos pelos seus atos. A militarização no país, ao invés de melhorar a situação de vida dos haitianos e haitianas, acirra ainda mais as contradições e precariza a vida da população. O terrível terremoto que atingiu o país em 2010 agravou, ainda mais, situação da população, e vitimou muitas pessoas, inclusive algumas de nossas companheiras, que sempre serão lembradas por sua luta. A epidemia de cólera, inoculada pela brigada nepalesa, já fez milhares de mortes e infectados. Nada foi feito para responsabilizar essa força estrangeira por essa atrocidade. Participa da roda de conversa Samia Salomon, falando em francês.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Inscrição para o 9 Encontro Internacional da MMM - grupo RS

    9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres Feminismo em marcha pra mudar o mundo! Entre os dias 25 e 31 de agosto de 2013, o Brasil sediará pela primeira vez um Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, reunindo representantes vindas dos cinco continentes do mundo, ativamente envolvidas na luta pela erradicação da pobreza e da violência contra as mulheres. São esperadas 1600 mulheres para participar durante todos os dias do Encontro, que acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo. Delegações vindas de 18 estados brasileiros vão realizar uma grande mobilização nas ruas, no dia 31 de agosto.  Para mais informações, consulte os sites:  http://marchamulheres.wordpress.com e www.sof.org.br

    atenção: IMPORTANTE QUE TODAS PREENCHAM AS DUAS FICHAS DE INSCRIÇÃO
    Ficha de inscrição NACIONAL para o 9º ENCONTRO INTERNACIONAL DA MMM NO BRASIL

    Feminismo em marcha para mudar o mundo!
    25 a 31 de agosto de 2013 - Memorial da América Latina São Paulo


    Companheiras,

    Estamos animadas com as notícias de mobilização que estão chegando, teremos um encontro lindo e comprometido com o feminismo militante que estamos construindo.
    Em breve enviaremos informações sobre o alojamento, programação, mostra e etc.
    Por hora estamos empenhadas em fazer um calculo real de nossa alimentação. Nosso plano é de contratar o restaurante do Memorial da América Latina. Para não haver desperdício estamos fazendo um apelo  para que as delegações façam suas incrições o quanto antes. Já imaginaram faltar 300 refeições ou sobrar essa quantidade em cada almoço ou jantar?

    PAGAMENTO DA INSCRIÇÃO DAS DELEGAÇÕES  - Preferencialmente o pagamento das inscrições devem ser feitas em conjunto, isso vai agilizar o credenciamento. Pedimos para que as delegações tragam, além do comprovante de depósito, uma lista com o nome das mulherescorrespondentes. Caso não seja possível o depósito, o acerto poderá ser feito no ato da inscrição.

    CONTA
    Banco Itaú
    Agência: 0444
    Conta corrente: 64087-4
    Titular: SOF Serviço de Orientação da Família
    CNPJ 60.396.793/0001-31

    RELEMBRANDO – A ficha deve ser preenchida por todas as participantes do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.

    Solicitamos preencher esta ficha com cuidado diretamente no formulário disponível online emhttp://bit.do/9encontroMMM. Caso seu acesso à internet seja irregular, pode também preencher na ficha em anexo e enviar para encontrommm2013@gmail.com até o dia 04 de agosto de 2013. É fundamental respeitar esta data limite para que possamos calcular a infra-estrutura de alojamento e alimentação adequadas.

    Como parte da nossa auto sustentação faremos um fundo de solidariedade  que ajudará a cobrir parte dos custos de alimentação e infra-estrutura do encontro. Para tanto será solicitado às delegações nacionais e internacionais uma contribuição econômica, na forma de taxa de inscrição. Sabendo das diferentes condições e custos de deslocamento de cada estado até São Paulo, sugerimos as seguintes faixas de valor:

    Participantes vindas de São Paulo capital e região metropolitana: R$ 60,00
    Participantes vindas do interior de SP e estados da região Sul e Sudeste: 40,00
    Participantes vindas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste: 20,00
    Contribuição solidária e voluntária: R$100,00


    Marcha Mundial das Mulheres

    Feminismo em marcha para mudar o mundo!

domingo, 11 de agosto de 2013

Sarau Feminista - Rumo ao 9º Encontro Internacional


 Sarau Feminista, dia 17/08 no La Estación Pub. 
Começaremos às 18h com um brechó e papo feminista. 
Lá pelas 20h, apresentações musicais. 
O Valor é R$ 15,00
A atividade será de arrecadação de recursos para a presença da MMM-RS no 9º Encontro Internacional em São Paulo (25 a 31 de agosto)
lembrando que a Mari Martinez irá tocar, mas que poderíamos encaixar um pocket de mais umas 2 pessoas, seja declamando uma poesia ou cantando.
Para ampliarmos a arrecadação para nosso 9º Encontro Internacional faremos um brechó no dia 17. 

Mari Martinez
(51) 97228880

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Feminismo em marcha para mudar o mundo: Brasil se prepara para receber o 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres


EncontroIMMM

Arte: Biba Rigo.
Entre os dias 25 e 31 de agosto de 2013, o Brasil sediará pela primeira vez um Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, reunindo representantes vindas dos cinco continentes do mundo, ativamente envolvidas na luta pela erradicação da pobreza e da violência contra as mulheres. São esperadas 1600 mulheres para participar durante todos os dias do Encontro, que acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo. Delegações vindas de 18 estados brasileiros vão realizar uma grande mobilização nas ruas, no dia 31 de agosto.
Em marcha até que todas sejamos livres
O Encontro será um momento especial para expressar a contribuição da Marcha Mundial das Mulheres para o feminismo brasileiro, demonstrando-o na prática e avançando em sua construção teórica. Ao mesmo tempo, é um momento para aprofundar nossa visão comum sobre os desafios que enfrentamos nesta conjuntura repleta de ofensivas conservadoras do capitalismo patriarcal, racista e lesbofóbico contra nossos corpos, nossas vidas e nossos territórios.
Juntas, vamos fortalecer nossa auto-organização e as estratégias de construção de um feminismo enraizado em processos locais que se conectam internacionalmente, em aliança com movimentos sociais anti-capitalistas e com uma forte solidariedade internacional que se expressa no nosso lema “seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”.
O 9º Encontro Internacional será combinado com uma grande programação de intercâmbio e formação político e cultural, no qual, além dos debates teóricos, também vamos fazer uso de outras linguagens, como uma exposição sobre o histórico da Marcha e do feminismo. O evento está pensado como um espaço dirigido à participação de um grande número de militantes da Marcha do Brasil e da América Latina e mulheres dos movimentos parceiros.
Programação
A abertura do Encontro, no dia 25 de agosto, terá participação das delegadas internacionais. Os dois dias seguintes serão de formação política e debate entre teóricas, pesquisadoras feministas e ativistas da MMM, relacionando teoria e prática feminista como partes de um mesmo processo.
Entre os dias 28 e 30, enquanto as delegadas internacionais se concentram em debates sobre a vida democrática da Marcha, as demais participam de atividades simultâneas, como debates de formação e oficinas.
No dia 31, todas se reúnem em uma Assembleia para compartilhar análises e decisões. O evento se encerra com uma grande mobilização, nas ruas de São Paulo.
Durante todo o período, iremos realizar uma Mostra de Economia Solidária e Feminista, a fim de promover o intercâmbio de ideias e de produtos e dar visibilidade às mulheres como atrizes da economia.
As interessadas em participar do Encontro devem procurar os comitês estaduais da MMM. No caso de estados onde não existe comitê organizado, entre em contato com a SOF (sof@sof.org.br), secretaria da Marcha no Brasil.
Contamos com o seu apoio na divulgação deste importante evento para a construção do feminismo militante e popular.
Para mais informações, consulte os sites:
http://marchamulheres.wordpress.com 
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

Ficha de inscrição do RS:

Leia, preencha e envie o formulário de inscrição, precisamos nos organizar, juntar, saber de nós!

https://docs.google.com/forms/d/1IWGUrCN8vTtbnvXxG9ONSuy3Kp7GLBZqRHFJdqIlSiQ/viewform

qualquer coisa nos contate, pelas listas ou direto no e-mail que estão no formulário.