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domingo, 22 de maio de 2016

Declaração internacional da Marcha Mundial das Mulheres contra o golpe no Brasil



Declaração internacional da Marcha Mundial das Mulheres contra o golpe no Brasil

O mundo inteiro assiste com raiva e tristeza o assassinato da democracia e da justiça no Brasil.
No último dia 17 de abril foi retransmitida desde a Câmara dos Deputados e em tempo real, a votação de abertura de processo de impeachment contra a Presidenta do Brasil Dilma Rousseff. Com argumentos baseados no desenvolvimento, na fé e nos valores tradicionais da família, muitos deputados estavam votando contra Dilma.
Legalmente este ato foi justificado com base em supostas acusações de violação da lei orçamentária e da lei de responsabilidade fiscal assim como de corrupção, sobre as quais não existem provas.
Com horror, soubemos no último dia 12 de maio que o Senado reafirmava o impeachment, levando ao afastamento de Dilma do governo durante 180 dias (período durante o qual se realizará a investigação). Com isso, o vice-presidente Michel Temer assumiu como Chefe do Estado e do Governo.
No Brasil, não está aberto um processo de impeachment: estamos presenciando um golpe de estado, disfarçado de legalidade. Trata-se de um golpe neoliberal, racista, patriarcal e lesbofóbico (ou heteronormativo), dos mercados contra o povo. As oligarquias e as elites econômicas, financiadas pelo capital transnacional, decidiram impor seu poder já que não puderam obter a vitória pelo voto.
O povo deu a Dilma mais de 54 milhões de votos porque não aceita o projeto golpista.
O chicote da direita mais radical não pôde esperar. Temer está em poder há menos de quatro dias e já apagou de uma só vez os avanços  progressistas e as principais  conquistas políticas do Partido dos Trabalhadores, eliminando os Ministérios da Cultura, das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, do Desenvolvimento Agrário, a Controladoria Geral da União, e ainda juntou os Ministérios da Previdência Social com a Fazenda. Temos presenciado como compôs seu governo e seu gabinete exclusivamente com ministros homens, brancos e velhos. E como a polícia já está usando a violência e a intimidação para reprimir os protestos que inundam as ruas de todas as cidades do Brasil.
O presidente ilegítimo já está anunciando a volta das políticas de ajuste estrutural (como o fim da política de valorização do salário mínimo, que tanto tem contribuído para a redução das desigualdades salariais), assim como uma reforma do sistema da Previdência Social.
Na política externa suas primeiras manifestações revelam um abandono da cooperação com América Latina, África e os BRICS, por considerá-la “ideologizada”.
No horizonte, vislumbram-se os  tratados de livre comércio com os  Estados Unidos e a União Europeia, assim como a privatização das empresas estratégicas.
Já há muito tempo vimos sentindo a crescente pressão da direita  conservadora  e neoliberal sobre os governos progressistas de toda a América Latina. Estes ataques ao povo são cada vez mais evidentes, e agora  inclusive, podemos por nome e cara a seus executores, porque agora os golpes de Estado se vestem de falsa democracia e de justiça.
Como sujeitos políticos não vamos ficar  indiferentes diante deste ataque à liberdade e à democracia. Assim,  em aliança com outros movimentos sociais, brasileiros e internacionais, saímos às ruas para denunciar a ditadura da direita.
Nós, mulheres militantes da Marcha Mundial das Mulheres:
– Rechaçamos veementemente o golpe midiático-jurídico executado contra a democracia, assim como toda a violência patriarcal que é exercida contra a Presidenta Dilma
– Chamamos nossas companheiras de todo o mundo a exigir de seus governos que se posicionem firmemente contra o golpe no Brasil  e a que não reconheçam o presidente em exercício Temer assim como qualquer outro indicado pelos atores do processo de impeachment.
– Pedimos que organizem ações públicas, escrevam cartas e mensagens aos meios de comunicação  e ministérios de assuntos exteriores de seus países para:
1.      Manifestar o repúdio ao golpe que ocorreu no Brasil no dia 12 de maio de 2016.
2.      Exigir o imediato retorno da institucionalidade democrática do país, que inclui a recondução incondicional da Presidenta legítima Dilma Roussef
3.      Exigir a anulação do falso processo de impeachment em curso no Brasil
4.      Denunciar o apoio e a cumplicidade de organismos de inteligência norte americanos no golpe.
5.      Exigir da  presidência dos Estados Unidos, dos países da União Europeia e demais  países que integram a OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – , uma posição contundente  contra o golpe no Brasil, o que inclui a interrupção imediata de todo tipo de cooperação militar, diplomática e econômica.
6.      Pedir a seus parlamentares que aprovem moções de denúncia e repúdio ao golpe no Brasil.
A solidariedade e a força de todas as militantes da Marcha Mundial das Mulheres está neste momento apoiando a luta de nossas companheiras no Brasil.
Em marcha sempre, companheiras!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Mulheres mobilizadas para um 1º de maio contra o golpe


Em 2016, o 1º de maio, Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, será parte da jornada de lutas contra o golpe. As mobilizações contra o golpe e a ofensiva da direita aos direitos conquistados acontecem desde o ano passado a partir da organização de movimentos, entidades, coletivos e centrais sindicais em torno da Frente Brasil Popular.
No dia 17 de abril, milhares de pessoas assistiram a votação da abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma na câmara dos deputados e, a cada voto “sim”, viram os interesses pessoais e privados de cada deputado federal sendo colocados acima da vontade do povo.
Este 1º de Maio acontecerá poucos dias antes da votação no Senado, e a presença nas ruas contra esse impeachment e contra o conservadorismo é fundamental. Em todo o país, espera-se que os atos políticos e culturais reúnam milhares de pessoas, trabalhadoras e trabalhadores, que se posicionam contra o golpe e contra os retrocessos que a oposição tenta impor.
Na luta contra o golpe, as mulheres tem lado porque sabem que só tem legitimidade para governar quem foi eleito com voto popular. E o que está por trás deste processo de Impeachment, que é golpe, é uma agenda extremamente conservadora, que foi derrotada nas eleições de 2014.
A chamada “Ponte para o futuro”, apresentada por Michel Temer, é na verdade um caminho acelerado para o retrocesso.
Eles querem interromper o processo de valorização do salário mínimo, que é essencial para distribuir a riqueza e para a autonomia econômica das mulheres, querem ampliar de forma irrestrita a terceirização do trabalho, reduzir os programas sociais, dar e maior abertura para políticas neoliberais como acordos de livre comércio que vão na contramão da integração regional e da integração dos povos.
Essa agenda reacionária, na política, na economia e na vida, pretende ampliar a exploração do trabalho ea desigualdade, e isto caminha junto com o aumento da violência sexista, com a sobrecarga de trabalho remunerado e não remunerado das mulheres. As mulheres são maioria entre titulares do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida, programas relevantes que a direita coloca em risco. As mulheres estão em luta porque precisam conquistar ainda mais direitos, e garantir que os que estão previstos em lei sejam efetivados. É o caso dos direitos das trabalhadoras domésticas, por exemplo, e também de outros direitos sociais que precisam ser garantidos e efetivados, como o direito a creches públicas, tanto nas cidades como no meio rural.
“Nós da Marcha Mundial das Mulheres temos entendimento de que a luta contra o golpe e em defesa da democracia é uma luta prolongada, que não se encerra com o rito que vai acontecer no senado”, diz Ticiana Studart, da MMM no Ceará. E completa: “é importante que a classe trabalhadora, da qual nós mulheres somos mais da metade, organizemos o maior 1º de maio já visto nos últimos anos, justamente para dizer não apenas que estamos contra o golpe, mas também que estamos mobilizadas e mobilizados afim de defender os nossos direitos, pois sabemos como a retirada desses direitos tem impacto na vida das mulheres”.

sábado, 9 de abril de 2016

Carta de solidariedade ao MST pelos assassinatos no acampamento Dom Tomás Balduíno


A Marcha Mundial das Mulheres se solidariza com o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), nesse momento de profunda tristeza pela perda de dois companheiros assassinados no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, no Paraná.

A área ocupada contava com cerca de 2500 famílias, e a Justiça Federal já havia declarado que as terras eram pertencentes à União e, portanto, deveriam ser destinadas à reforma agrária. Não havia pedido de reintegração de posse ou qualquer outra medida semelhante com relação à área.

Em atividade de ronda, o grupo que a realizava sofreu uma emboscada pela Polícia Militar e por seguranças privados da empresa Araupel. Os militantes foram atingidos pelas costas, enquanto tentavam fugir dos tiros. O resultado foram dois mortos, e tantos outros feridos.

O conservadorismo anda a passos largos no Brasil, e a direita não mede esforços para concretizar seus anseios golpistas de, mais uma vez, controlar completamente este país. Começando pelos meios institucionais, passaram a ocupar as ruas e agora mostram sua verdadeira cara ao reprimir os movimentos sociais usando de extrema violência.

O que ocorreu ontem com os companheiros do MST foi um crime bárbaro, realizado a mando daqueles que não suportam ver o povo se organizando para lutar pelos seus próprios direitos.

Exigimos a punição dos responsáveis pelo crime, executores e mandantes. Reafirmamos a reforma agrária como uma de nossas bandeiras. Sem reforma agrária, não há qualidade de vida para as mulheres e para todo o povo brasileiro.

Reafirmamos também nossa incansável luta por uma sociedade mais justa. Não sairemos das ruas, por mais que nos tentem intimidar. Essa é, afinal, a melhor forma de homenagear os companheiros que caíram pelas mãos do agronegócio e do poder econômico em nosso país.

Por nossos mortos, nenhum minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta!

Lutar, construir reforma agrária popular!

Seguiremos em marcha até que todas e todos sejamos livres!


Marcha Mundial das Mulheres

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Fórum Social Temático 15 anos

Companheiras,

Nossa programação para os próximos dias é intensa venham, divulgem, compartilhem.
Façam chegar em todas.

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Usem esta em suas capas do facebook:





Nossa banca estará junto de nossas atividades ou nos intervalos no Parque da Redenção e de noite no Largo Zumbi.

Esperamos todas!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Virada Feminista: encerramento da 4ª Ação Internacional MMM CE/RN

Nos Polos Culturais as mulheres ocupam a cidade com muita cultura da igualdade

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Desde as 6h da manhã de hoje (17), a cidade de Mossoró (RN) respira feminismo por todos os cantos. Do centro à Lagoa do Mato, do Nova vida ao Santa Delmira, as mulheres estiveram na rua ocupando os espaços públicos e promovendo uma cultura feminista, uma cultura pela igualdade.
As atividades começaram cedinho, no Polo Margarida Alves, no Nova Vida, com a bicicletada feminista percorrendo as ruas do bairro. Em seguida, teve a transmissão ao vivo da sede do Grupo Mulheres em Ação, do programa de rádio Espaço Lilás, com a participação das mulheres da comunidade e das repentistas paraibanas Soledade e Minervina. Este polo teve ainda uma oficina sobre Feminismo e Redes Sociais, debatendo o papel da mulher na mídia convencional e como as redes podem ser uma ferramenta de combate ao que é divulgado nessa grande mídia. As mulheres do bairro estiveram em peso participando de toda a programação. Débora Raquel, militante da Marcha Mundial das Mulheres e moradora do Nova Vida comemora o sucesso do polo: “Foi muito bom ver as mulheres da comunidade envolvidas nessas atividades, ocupando as ruas na bicicletada. É importante que tenhamos atividades assim para que as mulheres possam se sentir mais livres para mostrar sua cultura, sua arte, e até mesmo para poderem andar nas ruas sem medo”.
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Ainda de manhã, simultaneamente às atividades do Polo Margarida Alves, teve o seminário com o tema “Corpos e Territórios: Resistências e Alternativas”, no qual cerca de 700 mulheres do Rio Grande do Norte e do Ceará debateram sobre as experiências das Caravanas Agroecológicas Feministas que percorreram oito municípios do RN e um do Ceará. As atividades aconteceram no polo Nísia Floresta no Centro de Mossoró. Após o seminário, ao meio-dia, as mulheres percorreram as ruas do Centro com um ato público. Conceição Dantas, da coordenação executiva da MMM, explica que “hoje estamos ocupando a cidade de Mossoró com 24 horas de cultura feminista, revertendo a lógica desta sociedade dizendo que o feminismo ocupa campo e cidade construindo cultura para a igualdade”.
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Logo em seguida, às 13h, tiveram início no bairro Lagoa do Mato as atividades do Polo Romana Barros. Lá, as mulheres participaram de uma oficina de Batucada e uma de danças típicas da cultura afro. Com os pés descalços, em contanto com o chão e de olhos fechados para ouvir e sentir o som dos tambores, as mulheres se soltaram ao som da música. Geyse Anne, da MMM do Ceará e do movimento enegrecer, que ministrou a oficina ao lado da artista mossoroense Dayane Léo, falou sobre a importância dessas danças: “A dança também é uma forma de resistência, de mostrar ancestralidade através de nossas manifestações culturais. As danças populares também servem como uma forma de organizar as mulheres, de fazer com que a nossa cultura não se perca”.
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Um exemplo do que Geyse falou pode ser visto na própria oficina, com a participação das mulheres da comunidade quilombola de Jatobá, que fica localizada no município de Patu/RN, Maria Neide, moradora de Jatobá, falou sobre as danças tradicionais da comunidade, em especial de uma intitulada como “concagada”, dança esta que foi apresentada na abertura das atividades do Polo Nísia Floresta e encantou todas as presentes. “E um prazer para nós quilombolas estar aqui, mostrando para vocês a nossa dança, que é passada de geração para geração”.
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Às 15h, simultaneamente ao Polo Romana Barros, que ainda estava rolando, teve início às atividades do polo Pagu, no Bairro Santa Delmira. Neste polo as mulheres tiveram oficinas de poesia, batucada e filtro dos sonhos. Além disso, rolou música ao vivo, com a cantora e militante da Marcha, Everlaine Rocha. E ainda teve Sarau com o coletivo Boca de Bueiro. Daniela Couto, moradora do bairro, que só conhecia a MMM através do facebook disse que ficou encantada com a atividade: “Estou gostando. Muito bom finalmente poder fazer parte dessas atividades que eu só via na internet”.
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Com tudo isso, as atividades da Virada Feminista Agroecológica e Cultural completaram 12h de programação com muito sucesso e muita cultura para a igualdade por todos os cantos de Mossoró. E isso é só metade, porque ainda tem mais 12h de programação no Polo Frida Kahlo, na praça da Catedral, no Centro, pois já está rolando a Feira de Economia Solidária e Feminista, e simultaneamente os shows culturais, que terão artistas locais, regionais e nacionais.

Leia  todas as noticias do encerramento da 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres em
http://www.marchamundialdasmulheres.org.br/

terça-feira, 28 de julho de 2015

Nota sobre o convite para a Conferência de Políticas para as Mulheres de Santo Antônio da Patrulha-RS


Nota sobre o convite para a Conferência de Políticas para as Mulheres de Santo Antônio da Patrulha-RS

Nós, mulheres da Marcha Mundial das Mulheres, em plenária metropolitana realizada no último sábado, dialogamos sobre a arte do convite da Prefeitura de Santo Antônio da Patrulha para a Conferência Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.

Num cenário em que muitos prefeitos se negam a chamar e colaborar com a organização das conferências, o esforço da Prefeitura, da Coordenadoria e do Comdim devem ser saudados e reconhecidos. O grande mérito destes agentes, no entanto, está sendo apagado pelo equívoco cometido na escolha da arte da conferência.

Não temos como nos furtar de manifestar nosso repúdio a esta arte que expressa sexismo e misoginia. Todos os dias nós mulheres lutamos contra a violência, urbana e doméstica. Nós lutamos contra a opressão e discriminação, lutamos  por igualdade de direitos em todos os espaços, e buscamos todos os dias que nossa imagem não seja utilizada de forma  humilhante e depreciativa para vender ou propagandear o que quer que seja.

Como resultado da mobilização  das mulheres brasileiras, nós conquistamos as Conferências de Políticas Públicas para as Mulheres, como forma de garantir as políticas públicas que promovam a igualdade de gênero. Estes espaços são muito caros para nós, pois construímos cada proposta, cada Plano de Políticas para as Mulheres e com isto vamos construindo autonomia para as mulheres.

Mas quando o poder público reproduz a lógica de mercantilização dos nossos corpos, fazendo uma ligação machista e quase incompreensível entre o corpo da mulher  e um sapato, faz com que reforce a imagem da mulher como objeto e sexualizada.

Por isto queremos solicitar que este convite seja substituído por outro até a data da Conferência Municipal, prevista para acontecer dia 18 de agosto próximo,  que valorize a autonomia e liberdade, que respeite as mulheres da cidade de Santo Antônio da Patrulha, e que mostre a valorização que a Prefeitura deve dar à todas as mulheres. Uma nova arte que esteja a altura do empenho e da dedicação que a Prefeitura, a Coordenadoria e o Comdim estão tendo para garantir a realização da Conferência.

A nossa luta é todo o dia, somos mulheres e não mercadoria!

Marcha Mundial das Mulheres

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PLENÁRIA DA MMM - Núcleo Porto Alegre/RS



Companheiras, este é um ano muito especial, ano de 4a. Ação Internacional, convidamos a todas as militantes da MMM de Porto Alegre e região, as militantes de movimentos parceiros e as feministas que tiverem desejo de se somar a nós para virem construir conosco esta Ação Coletiva.
Nossa plenária será um aquecimento, uma preparação para a nossa:

PRIMAVERA DO DIREITO AO CORPO E À VIDA DAS MULHERES

O que é? quando? onde? 

Na região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) em conjunto com Uruguai e Argentina faremos uma grande ação trinacional na fronteira, em Santana do Livramento-RS, nos dias 26, 27 e 28 de setembro de 2015 - A Primavera do Direito ao Corpo e à Vida das Mulheres – na qual buscamos fortalecer a ação feminista mais integrada entre Uruguai, Argentina e Brasil; visibilizando a luta latino-americana pela Descriminalização e Legalização do Aborto; integrando Mulheres do Brasil, Argentina e Uruguai pelo Direito ao Corpo e à vida, intensificando o reconhecimento dos conceitos de autonomia e autodeterminação de corpos e territórios.

Programação

Dia 25/07 Hora: 9h às 17h
Local: Cpers Sindicato (Av, Alberto Bins n 480, autório - 9º andar) 

Manhã
Acolhida e apresentação 
Roda de Conversa
Video – Clandestinas
Preparando a IV Ação Internacional - Mercantilização, Violência e Criminalização das Mulheres – Realidade das mulheres em Porto Alegre.

Tarde
Preparando a 6ª Conferência Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (14 e 15 de agosto - Porto Alegre)

IV Ação Internacional da MMM – mobilização das militantes de Porto Alegre (parcerias, finanças, lista de participantes, ônibus) 
Encerramento

Companheiras, a participação de todas é fundamental, estamos num momento histórico de grande ofensiva conservadora e machista e é na ação coletiva feminista que vamos nos fortalecer, este será um dos momentos mais importantes da nossa militância.


Confirma tua presença aqui no evento do Face: 



OBS: Já criamos um formulário de inscrição para a 4a ação, ENTRA AQUI
A inscrição é para que possamos conhecermos quem são as mulheres interessadas em participar, bem como suas condições de arcarem com as despesas:

Abraços solidários e Feministas – MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES

Contatos:
marchamundialdasmulheresrs@gmail.com
mariabitt@gmail.com 

SEGUIREMOS EM MARCHA ATÉ QUE TODAS SEJAMOS LIVRES!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Aborto não deve ser crime!


A Frente Nacional Pela Legalização do Aborto é formada por diversas instituições e coletivos feministas do Brasil; sua proposta é promover a conscientização a respeito da questão do aborto e lutar pela conquista do aborto legal, seguro e gratuito para todas as mulheres.
Como o próximo dia 28 de Maio é o Dia Internacional da Luta Pela Saúde da Mulher, a Frente produziu um folheto informativo que tira dúvidas básicas e derruba vários mitos a respeito do aborto. Entre os temas abordados, o folheto menciona que o número de abortos realizados costuma diminuir quando o procedimento é legalizado no país, tendo como exemplo o Uruguai, Cuba e e outros. Fica evidente que a legalização do aborto é a única opção viável e realmente efetiva para a saúde pública das mulheres.
Leia o texto do material:
“Aborto não deve ser crime
Neste dia de luta denunciamos a situação de saúde das mulheres que praticam aborto clandestino e que, ao chegarem aos hospitais com infecções e hemorragias, são maltratadas e denuncias por profissionais de saúde, tendo o sigilo violado.
Nenhuma mulher faz aborto porque gosta. Um aborto acontece porque, naquele momento da vida, é a única saída frente a uma gravidez indesejada. Todo mundo conhece uma pessoa que já precisou fazer aborto, seja parente, colega de trabalho, vizinha ou amiga. O aborto é uma realidade na vida das mulheres. No Brasil, o aborto é considerado crime (de acordo com nosso Código Penal, de 1940), exceto quando a gravidez é resultado de estupro, causa risco de vida à mulher ou quando o feto tem má-formação que não o deixa sobreviver depois que nasce (anencefalia). Por isto, muitos abortos são feitos e forma clandestina.
As mulheres que têm dinheiro tomam a decisão e fazem de forma tranquila, segura e sem risco a sua saúde. As mulheres pobres e negras, do campo e das periferias das cidades, fazem o aborto com métodos mais perigosos, o que pode afetar sua saúde e levá-las à morte. Muitas morrem à espera de atendimento de urgência nas longas filas dos serviços de saúde, onde são tratadas como criminosas. O Estado é negligente em ações efetivas que combatam essas mortes, que poderiam ser evitadas. A clandestinidade do aborto alimenta o mercado das clínicas que realizam de forma segura o procedimento mediante o pagamento de valores altos.
Propostas de regulamentação do aborto no Congresso
Há uma proposta no Senado Federal conhecida como SUG 15/2014 (Sugestão legislativa) que consiste em regulamentar o atendimento no SUS da interrupção voluntária da gravidez, dentro das 12 primeiras semanas de gestação. Isto é, as mulheres terem o direito a fazer aborto neste período da gravidez, se assim decidirem ou necessitarem.
Neste 28 de Maio, esta proposta está sendo debatida no Congresso Nacional, mas há muitos/as deputados/as e senadores/as conservadores/as lutando para que as mulheres não acessem esse direito. Acreditam que as mulheres são seres inferiores e irresponsáveis e que são incapazes de tomar decisões.
As mulheres, sim, têm o direito de decidir sobre seu corpo e sua via. Por isto é importante quebrar o silêncio sobre o tema do aborto, discutir nas ruas, nas universidades, no trabalho e se organizar em grupos de mulheres para defender nossos direitos. Este Congresso machista não nos representa!
As mulheres têm o direito de decidir se querem ou não ser mães. A maternidade não deve ser uma obrigação nem um castigo. Portanto, a legalização o aborto contribui para que as mulheres tenham autonomia para tomar uma decisão cujo significado elas conhecem mais do que ninguém.
É importante saber:
1) A legalização aumenta o número de abortos? Não.
Nos países em que a legalização veio acompanhada de educação sexual e acesso aos serviços de saúde e aos métodos anticoncepcionais, o número e abortos diminuiu.
2) O aborto é considerado crime em todo o mundo? Não.
Em mais de um terço dos países do mundo, especialmente nos chamados países desenvolvidos, o aborto é legalizado Na América Latina, o aborto é permitido no Uruguai, Cuba, na cidade do México e na Guiana Francesa.
3) É verdade que a maioria das mulheres que fazem aborto são jovens e solteiras?
Na realidade, mulheres de todas as idades, casas e solteiras, fazem aborto. Pesquisa realizada pela UnB (2007) demonstrou que a maioria das que abortam são casadas, mães, trabalham fora, têm, em média, de 20 a 29 anos, são católicas, com alguma escolaridade e decidem pelo aborto com o parceiro.
4) Com a legalização todas as mulheres vão fazer aborto? Não.
Fazer aborto pode ser uma decisão difícil para muitas mulheres, sem contar que, mesmo realizado de forma segura, o aborto é um procedimento médico que envolve consulta ginecológica, entrevistas com psicólogos/as, assistentes sociais. Além disso, o direito ao aborto não obriga ninguém a fazê-lo, cada uma decide a partir de seus valores e sua consciência. As que decidem pelo aborto devem ser respeitadas em sua decisão, sem correr risco de saúde, morte ou prisão.
5) É verdade que, se todas as mulheres tivessem acesso a métodos contraceptivos, não precisariam da legalização do aborto?
Na realidade, a gravidez indesejada sempre existirá, porque os contraceptivos falham, seja pelo uso inadequado ou por falha do próprio método, seja porque, muitas vezes, as mulheres são obrigadas a ter relações sexuais com maridos ou namorados. Muitas vezes, os parceiros se negam a usar preservativos. Algumas religiões defendem o não uso de anticoncepcionais e preservativos, o que coloca as mulheres em risco de engravidar e de pegar doenças sexualmente transmissíveis, e esta é uma orientação que pode ser acatada, ou não, por quem professora fé e segue esses preceitos. Não deve ser imposto a todas as mulheres brasileiras, sobretudo às que não sguem religião, respeitando assim o princípio da laicidade do Estado brasileiro, que separa as decisões políticas da influências dos dogmas religiosos. E o serviço de saúde tem o dever de atender igualmente todas as mulheres com respeito, dignidade e justiça. Nenhum/a funcionário/a da rede pública de saúde tem o direito de impor seus valores e preceitos morais e religiosos durante o atendimento prestado no serviço.
6) Os grupos de mulheres que lutam pela legalização do aborto respeitam a vida? Sim!
- As mulheres são seres humanos com direito a tomar decisões sobre sua vida com autonomia;
- A criminalização não evita o aborto no Brasil. Aqui, são realizados cerca de 700 mil a um milhão de abortos por ano. Muitas mulheres vão parar no hospital com complicações para a saúde. Segundo o Ministério da Saúde, a prática do aborto inseguro é a quarta causa da morte materna;
- O movimento de mulheres entende que é inaceitável a morte de mulheres por aborto. O Estado tem que proporcionar todas as condições para que a mulher que decide pelo aborto possa fazê-lo no serviço público com segurança;
- Queremos o aborto legalizado no Brasil;
- Queremos o fim da criminalização e dos maus-tratos a mulheres em situação de abortamento nos hospitais;
- Exigimos que todos os hospitais no Brasil tenham equipes capacitadas para atender de forma humanizada as mulheres em situação de abortamento.”

baixar o panfleto:

segunda-feira, 11 de maio de 2015

documentário Arpilleras: bordando a resistência

Companheiras, 

as companheiras do MAB estão desenvolvendo um documenário a partir da técnica das arpilleiras e do trabalho de auto organização das mulheres atingidas por barragens. 

Foi feito um belo processo junto as mulheres nos estados e agora elas estão em uma campanha de doação coletiva pelo Catarse com a finalidade de arrecadar fundos para podermos produzir o documentário. 
Vamos contribuir com a divulgação da campanha de financiamento coletivo e a auto-organização das mulheres atingidas por barragens.

Abaixo segue o release e aqui o link para doação: https://www.catarse.me/pt/arpilleras

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Bordar, ato transgressor?
Documentário em fase de financiamento coletivo vai retratar violações cometidas contra as mulheres na construção de barragens no Brasil, 
através de uma técnica de bordado utilizada como resistência à ditadura militar chilena.






Desde o início de 2013, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) vem resgatando uma antiga técnica de bordado para elaborar um relato das violações de direitos humanos praticadas em áreas atingidas por grandes projetos de barragens.
A técnica das arpilleras surgiu em Isla Negra, no Chile, mas ganhou uma dimensão política no período da ditadura militar no país (1973 a 1990). Mulheres do subúrbio de Santiago se apropriaram dessa ferramenta para desenvolver uma narrativa contra a repressão comandada por Augusto Pinochet.
O MAB partiu desta experiência para realizar mais de 100 oficinas em dez estados brasileiros, com aproximadamente 900 mulheres atingidas por barragens. Com o bordado e o resgate do exemplo das chilenas, grupos de mulheres produziram um relato sobre as diversas formas de violência sofridas. No Brasil, segundo o último levantamento realizado pela Comissão Mundial de Barragens, feito em 2000, mais de um milhão de pessoas já foram afetadas por barragens. Destas, 70% não foram contempladas com nenhuma forma de reparação. Especialmente às mulheres, as violações são ainda maiores.
Com o inchaço populacional repentino nas regiões que recebem as obras, há uma comprovada ampliação nos casos de assédio sexual, tráfico de mulheres, prostituição e estupro. Com o início da construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, por exemplo, Porto Velho (RO) registrou um aumento de 208% nos casos de estupros em apenas dois anos, segundo o relatório da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCA).


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O documentário Arpilleras: bordando a resistência, aberto para financiamento coletivo no Catarse, busca resgatar essa experiência do bordado contra a opressão de gênero nas áreas atingidas por barragens. A ideia do filme é costurar uma arpillera coletiva de norte a sul, na qual uma mulher de cada região do Brasil narre o impacto das barragens em suas vidas.

Você pode acessar o projeto e contribuir no link abaixo:

Este é o site oficial do projeto:

Nossa página no facebook:

Teaser oficial:

Sobre o MAB:

Contatos:
(11) 3392-2660

*Em anexo, seguem alguns outros materiais de divulgação.
- - - 
Charge do cartunista Vitor Teixeira:



Vídeo- Apoio do Memorial da Resistência de São Paulo:

Teaser alternativo:


Contatos:

(11) 3392-2660